08 novembro 2018

Resenha - DéJà Vu


Título: DéJà Vu
Autor: Rafael Vital
Cortesia: Editora Novo Século
N° de páginas: 220
Skoob
Onde comprar: Amazon


Fabrício reside no coração da cidade de São Paulo. Todos os dias acorda cedo, sai para trabalhar e parte para sua maratona diária. No entanto, essa rotina se rompe ao descobrir que os misteriosos sonhos que ele teve desde criança - com pessoas estranhas e até conhecidas, acidentes de carro e atropelamentos - na verdade são visões daquilo que pode acontecer.
As coisas agora parecem fugir do controle após sonhar que Juliana, sua namorada, é sequestrada. Fabrício, então, se sente obrigado a mudar o rumo do trágico sonho e mergulha numa incrível perseguição para poder salvá-la. Porém, como seguir os rastros de um nebuloso sonho e antecipar um lapso do tempo? E onde procurar os cenários apresentados em suas visões e encontrar os personagens, que parecem se conectar de forma confusa a todo momento?




Fabrício é o típico jovem brasileiro que almeja um futuro melhor para si e sua família, mas sabendo que as grandes oportunidades encontram-se nas grandes metrópoles ele muda-se para São Paulo aonde cursa a sua universidade. Sua vida resume-se a estudar e trabalhar na gráfica do Sr. Agenor.
Rapaz tímido e de poucos amigos ele vai levando a vida da melhor forma possível e tem em Isaac o melhor amigo que alguém poderia ter.

Isaac é meio folgadão e adora pegar carona com Fabrício em sua Honda CB 300. Eles são amigos mais chegados que irmãos, e assim ajudam-se mutuamente. Após mais um de seus sonhos aterrorizantes em que Fabrício vê pessoas conhecidas e desconhecidas morrendo de formas horríveis e chocantes o rapaz decide se abrir com Isaac e revela o que se passa em seus supostos sonhos.

" - Parece loucura, mas eu sonhei com esse senhor, tive uma visão. Ele não pode atravessar a rua, senão...
  - Senão o que, Fabrício?
  - Senão será atropelado! - ele gritou em desespero."

Diante de uma revelação aparentemente absurda dessas não tem como Isaac acreditar no amigo, ele pensa que Fabrício possa estar se deixando levar por sonhos que mais parecem pesadelos e tenta consolá-lo e trazê-lo de volta a razão. Mas Fabrício está convencido de que seus sonhos nada mais são do que Déjà vus. Ou seja, uma prévia da triste e desoladora verdade que mais cedo ou mais tarde acabará acometendo as pessoas com as quais vem sonhando, e ele percebe que caberá a si mesmo a difícil e quase impossível tarefa de tentar salvar a vida dessas pessoas. Ainda mais quando ele conhece e se encanta por Juliana, uma jovem que estuda para se tornar médica e que é amiga de Newton, irmão gêmeo de Isaac.

A jovem mora com os pais em uma linda casa em um bairro nobre de São Paulo e eles têm um ótimo relacionamento, embora seu pai ache que a filha não tem direito a ter uma vida social para espairecer das cobranças do dia a dia tanto na faculdade quanto em casa. Sua mãe, Telma, cuida do lar e da família com esmero e dedicação, mas isso não a impede de perceber que a filha merece um descanso das obrigações e assim Dona Telma incentiva Juliana a namorar e ser feliz.

Juliana é linda, educada, simpática e rica e na cabeça de Fabrício não existe a menor possibilidade de que ele possa ter uma chance com ela, mas ao que tudo indica Juliana também se encantou pelo belo e tímido rapaz.

"... Ela estendeu a mão para Fabrício, mas ele ficou estático, anestesiado em frente àquela linda garota.
 - Fabrício, esta é Juliana - falou Isaac, por fim.
 - Olá, Juliana. Muito prazer. Meu nome é Fabrício.
 - Olá. Fabrício, o prazer é todo meu."

Os dias passam à uma velocidade alucinante e o que parecia ser impossível acontece, Fabrício e Juliana começam a namorar e o sentimento que brota em seu peito é correspondido, pois Juliana parece sentir o mesmo por ele. Mas como nem tudo são flores eis que uma ameaça assustadora começa a rondar Juliana, e caberá a Fabrício a perigosa tarefa de salvar sua amada de um destino cruel se mais um de seus Déjà vus se concretizar e a vida de sua amada estiver realmente com os dias contados.

"Socorro, socorro. Fabrício, socorro!"
                                       

DéJà Vu chamou logo minha atenção por conta de seu título e após ler a sinopse senti muita vontade em ler o livro. Sua história tem um gancho muito interessante, pois essa coisa de ter "visões" de situações que ainda não aconteceram é muito show e eu gosto disso. Então lá fui eu ler o livro toda empolgadona, mas ainda no começo da leitura percebi que a história não estava me prendendo, sabe. Não estava me passando a emoção necessária para torná-la crível aos meus olhos. Eu lia, lia, mas não conseguia me emocionar e nem me conectar à ela.

É muito desanimador quando algo assim acontece, pois a gente acaba depositando muitas expectativas na trama e é como se tomássemos um banho de água fria. E foi exatamente isso o que aconteceu comigo, e a medida que fui lendo e conhecendo mais a história minha impressão à primeira vista só veio a se consolidar.

O livro têm vários personagens que vão contando um pouco da história e desenrolando os fatos que vão acontecendo no decorrer da trama, mas até isso eu acredito que tenha prejudicado o andamento da mesma, pois me pareceu um excesso haver tantos personagens em um só livro.

Em cada livro que leio a história e os personagens que ali são apresentados têm a intenção de despertar um sentimento em mim, seja ele raiva, compaixão, ódio, amor, solidariedade, e etc, mas infelizmente não consegui sentir nada parecido ao ler DéJà Vu e sinto sinceramente se minhas palavras estiverem chocando vocês de alguma maneira. Todavia sinto a obrigação de ser o mais sincera possível em minha opinião.

A leitura do livro é ágil e muito leve, pois rapidinho acabei de ler. Não ficando portanto, aquela leitura pesada e arrastada. Isso com certeza é um ponto e tanto a favor do livro que conta com folhas amarelas e uma diagramação muito boa. E a capa em si é muito interessante, pois a meu ver instigou a minha curiosidade por conhecer a história.

Essa é a primeira vez que leio algo do autor Rafael Vital e espero em breve poder ler mais alguma  história escrita por ele, pois tenho a firme convicção de que se não gostei muito deste livro em questão não significa que não irei gostar do próximo, e aconselho vocês a lerem assim que tiverem uma oportunidade, já que nossas opiniões podem ser totalmente diferentes e é justamente nisso que consiste a graça e a beleza de tudo.

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11 comentários:

  1. Olá! Realmente é muito chato quando esperamos mais de uma leitura e ela simplesmente não funciona, por isso, é muito bacana quando nos deparamos com resenhas sinceras que mostram os dois lados do livro e acabam nos preparando em uma futura leitura. Confesso que não conheço o trabalho do autor, mas o enredo da história é bem interessante, afinal nosso protagonista tem a oportunidade de mudar acontecimentos tão trágicos, mas ai fica a pergunta que não quer calar, a que preço? Outras histórias que acompanhei, mostraram que tentar mudar alguns acontecimentos não dá muito certo, (o filme Efeito Borboleta que o diga).

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  2. Como fã de literatura naiconal, fico tão feliz quando encontro alguma resenha de um trabalho que não conhecia.
    E o livro acima eu nem fazia ideia de que existia!!!
    O enredo é muito inovador, também adoro isso de visões, os tais "deJavus" da vida. É um assunto que me agrada bastante.
    Este ar de mistério que envolve os personagens também me agradou.
    Talvez não funcione para mim também,mas adorei ler a resenha e se tiver oportunidade, quero sim, conferir!
    Beijo

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  3. Oi Kaline.
    Achei a premissa do lvro bem interessante, porque também gosto bastante do tema Déjà Vu. Essa questão de ter a sensação de que aquilo que está acontecendo já aconteceu é muito bizarro.
    Fui numa palestra de neurobiologia que dizia que Deja vu são memórias recentes que foram organizadas de forma errada, por isso temos a sensação de que aquilo já havia ocorrido. Agora se realmente é isso, é outra questão rs Mas achei que foi uma boa explicação.
    Voltando a sua resenha (rs) achei um pouco preocupante quando você diz que não teve nenhum sentimento enquanto estavav lendo =/
    O que adianta a leitura ser rápida, se não desperta nada em você?
    Provavelmente não irei ler esse livro.
    Beijos

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  4. Olá!
    O livro tem uma premissa muito boa, traz uma historia bem incrível, apesar que gosto de historia que envolve visões do futuro ou algo do tipo. É bem ruim quando ficamos empolgados com o livro e no final, acaba não agradando tanto e a leitura acaba ficando desanimadora..Espero ler e não ter esse sentimento!

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  5. Quando comecei a ler essa resenha, pensei que seria mais do mesmo; então vem a questão dos sonhos e visões, e isso deixa tudo mais interessante.
    É uma premissa muito criativa, mas é uma pena que o autor não soube aproveitar essa ideia.
    Tão ruim quando colocamos expectativa e nos decepcionamos.

    Beijos

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  6. Que incrível! Um livro que se passa em São Paulo e na atualidade. É isso que busco na literatura nacional contemporânea. Eu não saberia sa existência desse livro se não tivesse aqui, pois não conheço muitos livros dessa editora. Obrigada pela dica.

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  7. Acho o tema muito interessante e intrigante e gosto muito de ler a respeito. Pena que a trama não tenha conseguido te prender como leitora, talvez os detalhes que colocou realmente possam ter atrapalhado. Entrar em sintonia com os personagens é o grande segredo de toda obra e isso tem que acontecer nas primeiras páginas.

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  8. Kaline!
    REalmente toda premissa do livro parecia promissora, porém o fato de ter muitos personagense cada um com sua própria história, deve ter mesmo atrapalhado o transcorrer de toda a trama.
    Gostei de ser ambientada em uma cidade brasileira e gostei de saber que é uma leitura rápida.
    Nunca li nada do autor.
    cheirinhos
    Rudy

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  9. Olá Kaline,
    Eu também gostei do título e da sinopse, achei bem original, e bacana que o autor trouxe personagens reais para a história. Quem nunca teve um Dejavu não é? O autor utilizou de um artifício natural, e transformou em uma hostoria, que eu sinceramente gostei.
    É uma pena que não tenha se envolvido, isso acontece muito, talvez os personagens em si não sejam mesmo cativantes, como eu disse, são personagens reais, então estamos "acostumados" com eles...
    Eu fiquei tentada a ler, porque gostei!!
    Beijos

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  10. Oi, Kaline!
    Pois é, é sempre muito frustrante quando nossas expectativas em relação a um livro não é alcançada.
    A trama de DéJà parece bem interessante - um protagonista que tem visões de situações que ainda não aconteceu -, mas pelo visto a história foi negativamente conduzida, sem falar nesse excesso de personagens, não curto quando o livro possue muitos personagens... Mas se surgir a oportunidade de ler esse livro vou arriscar a leitura sim, como você mesma disse, quem sabe eu acabe curtindo a leitura... Abraços.

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  11. Acho muito louvável a tua sinceridade, pois poucas pessoas teriam a coragem de expressar opinião adversa. Eu sinceramente não gosto de histórias contemporâneas. Mas apesar dos pontos negativos que citaste no livro, como do excesso de personagens contando a história.
    Acho esse assunto muito batido, ao menos no cinema.
    Percebi também na resenha que os principais personagens seguem características bem previsíveis de caráter , o rapaz pobre e lutador, o amigo fiel e legal, a moça rica e estudiosa, os pais cada qual dentro do padrão do que se vê. ..Eu gostaria de saber o final desse livro, mas acredito que não será nada inovador, exceto pelo fenômeno que faz Fabrício prever esses acontecimentos . Interessante, mas acho que não leria.

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