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O blog I LOVE MY BOOKS foi criado no dia 06 de fevereiro de 2013 e desde então vem tendo postagens constantes. É um blog feito para trazer todas as novidades sobre o mundo Literário. Sob a Administração de Silvana Sartori - Criadora do Blog, conta com total ajuda de colaboradores que trabalham juntos para fazer desse hobby um trabalho de qualidade! Sejam todos bem vindos e aproveitem para compartilhar essa paixão pela leitura junto com a gente! SAIBA MAIS
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30 julho 2021

Resenha - Oito Detetives



Oito detetives de Alex Pavesi é uma daquelas obras que você acredita que sabe do que se trata e mesmo assim é surpreendido. Com uma diagramação e capa que chamam atenção, essa é mais uma aposta de sucesso da editora Faro Editoral. Vem comigo conhecer mais sobre a obra.


"Esta é a questão sobre mentiras... Depois que a pessoa começa, não consegue parar. Ela tem que seguir até onde a mentira irá levá-la."


Grant Mccalister é um matemático que há 30 anos resolveu se aventurar no mundo da escrita lançando o seu livro: “Os Assassinatos Brancos” com uma triagem de pouco menos de 100 exemplares. Seu objetivo ao criar essa obra era demonstrar que toda história de investigação seguia um padrão que tornava simples a sua escrita. Em sua opinião, assim como a matemática, esse gênero possuía uma equação simples e direta composta por no mínimo uma vítima, dois ou mais suspeitos, e um ou mais matadores. Sua carreira, no entanto, não durou muito, após escrever os sete contos que compõe esse livro, por isso, Grant decide largar tudo e ir morar em uma ilha no meio do Mediterrâneo longe de todos.


"A arte, então, está no engodo: em escolher a solução que, de certa forma, pareça a mais inadequada para a história, mas de outras formas se encaixa perfeitamente.


Passado mais de vinte anos, seu livro acaba por ser encontrado por uma editora que resolve relançar. No entanto, para isso, a editora Júlia Hart precisa reeditar essa história que quanto mais lê mais passa a notar inconsistências. Encarregada e curiosa sobre os pontos que observou, ela parte em uma viagem para se encontrar com Grant, entrevista-lo e descobrir mais sobre esse pontos.


“As possibilidades são apresentadas ao leitor desde o início. O final apenas recua e aponta para uma delas."


Com alguns pontos em comum com crimes reais, Júlia passa a questionar Grant com suas dúvidas e falhas que identificou na historia e assim esclarecendo alguns pontos e se fechando em outros, então o autor passa a explicar o porquê de ter criado suas obras assim.

Contudo, conforme a obra vai apresentando os contos intercalados e as entrevistas de ambos, o leitor se vê questionando vários pontos da obra. Determinada a descobrir o que realmente está acontecendo e qual a verdade por trás da motivação e inspiração Mccalister, Hart se embrenha bem fundo nesse enredo. Mas será que ela está certa em seus questionamentos ou será apenas uma coincidência onde vida, literatura e arte se misturam?


"Aqui é meu dever, como autor dessa história, assegurar ao leitor que agora ele tenha sido apresentado a provas suficientes para resolver esse mistério por si próprio. Os mais ambiciosos de meus leitores podem querer fazer uma pausa por um momento e tentar fazer isso."


Em Oito Detetives o leitor é levado a aprender mais sobre o que compõe uma boa obra de investigação, seus pontos essenciais e principalmente a duvidar de tudo e procurar nos menores detalhes. Resta saber se a resposta é realmente aquela que se procura...



“Porque teorias nunca são fatos. E cada uma deve ser confirmada por várias provas.”



[ - Minhas impressoes -]

Oito detetives é uma daquelas obras de mistério que te deixa intrigado, instigado e absolutamente viciado. Com várias reviravoltas e muitas dúvidas para o leitor, cada página lida e apresenta algo que pode mudar por completo o rumo da história e os palpites sobre ela.

Obviamente que para aqueles que são amantes do gênero e já estão acostumados com essa trama de suspense pode não ser algo que vai explodir mentes e surpreender, mas nem de longe também é uma história a ser menosprezada.

Mesclando diversas histórias, Alex Pavesi consegue entregar em sua obra de estreia uma trama que te induz a descobrir mais sobre esse universo e como basta as vezes um detalhe para mudar toda uma trama.


Júlia Hart é uma protagonista que logo ganha destaque. Com sua atenção aos detalhes e anseio em descobrir mais sobre o que Grant pode estar escondendo ela não hesita em buscar por mais do que uma simples editora costumaria fazer. Levantando hipóteses que nós leitores também pensamos ela nos leva a embarcar nesse mistério repleto de pontas soltas que nos faz questionar e mudar de opinião sobre algo a cada página.

Muito bem escrito, sentimos nela uma veracidade e uma conexão como se fosse realmente alguém do nosso dia a dia. Mais do que uma personagem ela é alguém que nos inspira a não nos contentar com aparências ou com o lógico, mas a ir além.

Grant Mcalister, por outro lado, não deixa a desejar, mas mostra um outro tipo de personalidade. Extremamente esquivo e repleto de mistérios ele é alguém que não deseja falar sobre si mesmo e principalmente sobre sua vida e seu passado - o que para alguém que é autor, acaba por ser bem estranho. Mostrando o esquema matemático - que para ele é o cerne de toda história de assassinato - ele se torna alguém intrigante e essencial para a obra. Muito bem escrito, esse protagonista aparece na trama para fazer com que o leitor se questione e veja lógica em coisas que em um primeiro momento poderia passar despercebido.

No entanto, isso não é tudo, o autor Alex Pavesi demonstra maestria em cada personagem que aparece, seja secundário ou não. O cenário também é algo que acaba ganhando destaque devido as mudanças que vai sofrendo e o grau de dificuldade que vai sendo atrelado a trama.

Nada nessa obra acaba por ser por acaso o que o leitor logo passa a descobrir no meio de tanta engenhosidade demonstrado a cada capítulo. 


Com uma sinopse que apresenta muito bem o que se pode esperar ao longo de suas 288 páginas e uma capa que faz jus ao gênero já demonstrando o que aguarda o leitor em suas páginas, essa é mais uma obra que demonstra em cada mínimo detalhe o esmero que a Faro Editorial tem com o seu trabalho. Com as famosas páginas amareladas ideias para não cansar a vista durante a leitura e com uma revisão muito bem feita, esse livro é mais um exemplo de trabalho bem feito por ela.

O autor Alex Pavesi também foi muito sábio na hora de criar sua trama e dividi-la em capítulos mais curtos e intercalados entre as tramas envolvendo os assassinatos e as entrevistas conduzidas pela editora Júlia. Simples, mas com uma beleza característica da simplicidade, com pequenos detalhes em imagem acima de cada capítulo, essa é uma daquelas obras que você ama ter na estante pela harmonia encontrada entre edição, capa e história.

Essa obra é uma daquelas que você começa achando saber o que esperar, mas é surpreendido a cada capítulo, fato ou plot twist que ocorre. Simples, mas cumprindo seu papel, esse livro é um daqueles que pode até não virar um favorito, mas está longe de ser um que deixa a desejar.

Leiam essa obra, porque ela irá te surpreender e se prepare para conhecer um pouco sobre um lado diferente do que se está acostumado nesse gênero.









 
Livro: Oito Detetives
Cortesia: Faro Editorial
Número de páginas: 288
Amazon / Skoob

Existem regras para mistérios em que há um assassinato. Deve haver uma vítima. Um suspeito. Um detetive. O restante é apenas embaralhar a sequência de fatos para enganar o leitor. O matemático Grant McAllister resolveu esse raciocínio para escrever sete histórias de detetive calculando as diferentes ordens e possibilidades. E, por trinta anos, essas histórias pareceram perfeitas aos olhos de todos. Agora, vivendo recluso numa remota ilha do Mediterrâneo, vendo a vida passar, ele é descoberto por Julia Hart, uma editora ambiciosa e esperta. Julia quer republicar o livro de Grant, mas nota muitos pontos inconsistentes, quase propositais. Aos olhos de uma profissional, parecem pistas de crimes reais... Ela decide investigar. Em uma batalha intelectual com um adversário perigosamente inteligente, Júlia percebe que há um mistério maior por trás dos livros... Grant deixou as pistas para conectar os livros ou assassinatos da vida real? Toda investigação parte de evidências. Mas, e se elas fossem disfarces de algo mais grave?




22 julho 2021

Resenha - Amélie O Jardim e o Piano



Amélie nasceu em Lyon na França em 1983. Seus pais sempre quiseram ter filhos e o seu nascimento foi motivo de grande alegria e felicidade para eles. Sempre muito amada e cuidada por seus pais Michele e Roy Moreau, executivos no ramo da informática e um casal muito apaixonado.

À medida que cresce, Amélie demonstra um comportamento sempre solitário preferindo a companhia de seu cachorro em detrimento de outras pessoas. Os pais demoram a entender o que se passa com ela e a mãe acredita que com o tempo Amélie mudará. Porém, quanto mais cresce mais reclusa ela fica e agora além do cachorro, Amélie passa a maior parte de seu tempo ao piano sempre tocando no jardim, local em que se sente extremamente bem.

Tempos depois e já adolescente, Amélie perde o pai em um acidente de avião. Agora ela só tem a mãe e as duas sempre se deram muito bem, mas Amélie começa a ter sonhos sucessivos com um homem do qual ela não consegue ver o rosto e só escuta um assovio. Os sonhos lhe fazem muito bem e lhe transmite paz, mas ela teme nunca conseguir ver o rosto do homem dos seus sonhos. Até que um dia ela conhece Pierre, filho do motorista de sua família e os dois se encantam um pelo outro.


Com a aproximação eles se apaixonam perdidamente, mas Pierre não sabe lidar com as mudanças bruscas que acontecem quando estão juntos, pois de um momento para o outro Amélie o afasta, ficando irritada e muito estranha.

Buscando ajuda para a filha, Michele descobre que Amélie nasceu com um grau leve de autismo conhecido como Asperger e sofre por não ter se dado conta do problema ainda em sua infância. O autismo impediu Amélie de interagir e socializar com outras crianças e sua transição de criança para adolescente foi algo extremamente difícil, já que ela não conseguia ir às festas da escola e ter amigos e acabava sempre ficando sozinha em seu mundo por não conseguir que as pessoas a compreendessem como ela era  e assim sofrendo discriminação por parte da sociedade que não soube lidar com o seu jeito esquivo e retraído de ser.


"Com o tempo, Michele começou a estranhar o comportamento da filha, sempre distante da realidade das coisas. Viajava em seus pensamentos, preferia ficar por muito tempo sentada em seu jardim e contemplar o vai e vem das pessoas e veículos que passavam em frente a sua casa."



O diagnóstico de Autismo assusta a todos, mas com ajuda profissional, orientação de especialistas e terapias Amélie passa a levar a vida de um jeito mais tranquilo tendo no piano o escape perfeito para suportar as dificuldades e transpor as barreiras impostas por sua condição. E com isso tem a possibilidade de se relacionar romanticamente e viver uma linda e intensa história de amor e se tornar uma pianista conhecida internacionalmente. Ela é uma personagem doce, forte, corajosa e muito inspiradora e mesmo com medo, ela não deixou de correr atrás de seus sonhos e lutar para viver da melhor forma possível.




[- Minhas Impressões -]


Ao ler a história de Amélie pude conhecer um pouco como é a vida de pessoas com autismo e perceber o cuidado do autor ao abordar o assunto, pois toda a história trouxe as dificuldades que as mesmas enfrentam perante a sociedade e junto aqueles que não entendem e muito menos sabem lidar com a situação. 

Então no decorrer da história o autor deixa muito claro para o leitor os anseios, medos e inseguranças que tomam conta de pessoas autistas e através de Amélie podemos entender um pouco como é para a pessoa conviver com o autismo e a necessidade indiscutível de acompanhamento profissional. Outra coisa que salta aos olhos é a importância do apoio familiar e como isso faz toda a diferença, já que receber amor e cuidado no momento em que mais se precisa contribui muito para o avanço positivo no desenvolvimento.

Toda a história é bastante fluida e muita coisa acontece no livro, o que nos faz ler com ainda mais vontade e também é cheia de revelações, reviravoltas e adrenalina. Já a emoção, ficou por conta do relacionamento de Amélie com a mãe que é muito lindo e durante todo o livro,porque o autor dosou muito bem esses momentos e é impossível não sentir e não se emocionar com o amor que une as duas. Outro ponto muito positivo na história e que encanta é a cumplicidade entre Amélie e Pierre. Ele é um fofo! Os dois juntos transbordam amor e companheirismo e nos enche de amor.

A escrita do autor envolve e instiga o leitor por ser leve e ao mesmo tempo cativante e cada uma das situações vividas por Amélie foram muito bem construídas e abordadas.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção enquanto lia foi que em nenhum momento o autor permitiu que a história ficasse pesada e até mesmo dramática. Isso não aconteceu, muito pelo o contrário, e por isso, eu gostei muito porque isso permitiu que a leitura fosse mais apreciada em sua totalidade.

Amélie O Jardim e o Piano é uma obra sensível, importante e extremamente necessária e quanto mais pessoas lerem melhor será, pois vale muito a pena! Uma obra mais do que recomendada com toda certeza.







 
Livro: Amélie O Jardim e o Piano
Cortesia: Maurício Oliveira (Autor Parceiro)
Número de páginas: 181
Amazon

Superação, garra e coragem.

Essas são as qualidades de uma francesa de nome Amélie Blanche Moreau, que leva consigo um transtorno do espectro autista conhecido como Asperge. Passa por várias situações complexas no decorrer de sua vida devido a síndrome. Com a música clássica tocada em seu piano no seu jardim começando com apenas doze anos, supera as dificuldades que aparecem. Mais adiante já casada muda-se para o Brasil com o marido e seu filho, onde no decorrer dos anos terá uma revelação que transformará sua vida, envolvendo-a em uma ação policial.




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