27 novembro 2018

Resenha: Alzheimer - O Cuidado, O Amor


Título: Alzheimer o O Cuidado, O Amor
Cortesia: Autor Érico J. Santos
N° de páginas: 140
Editora: Novo Século
Skoob
Onde comprar: Submarino / Amazon

O livro "Alzheimer: o cuidado, o amor" traz uma reflexão sobre o tempo, o amor, o perdão e a paz. Ele nos convida a amar, perdoar e encontrar a paz, mesmo diante do desafio diário que é o convívio com a doença de Alzheimer. "Essa leitura nos chama para cuidar dos nossos pais, e dessa forma devolver a eles a gentileza de terem nos ofertado a vida. Convida também a buscar o entendimento de quem somos e buscar nossa paz interior doando nosso amor com generosidade e compaixão." - Do prefácio de Maria do Amparo P. Santos, psicóloga "Este livro é agradável, eloquente e necessário. Impregnado de humanidade desde os primeiros capítulos, aborda desde aspectos da evolução da doença até os diversos tipos de enfrentamento." - Fernando Tenório Gameleira, neurofisiologista clínico. "Mais uma vez, o autor escreve de maneira simples e direta a mensagem de que o amor e a compaixão pelo outro são os pilares fundamentais para uma convivência menos sofrida e mais harmoniosa com os portadores da doença de Alzheimer." - Hélvio Chagas Ferro, clínico geral e intensivista.




Olá, queridos amigos do I Love My Books,
A resenha de hoje trata-se do segundo livro do autor Érico J. Santos que eu leio. Eu já havia lido e resenhado anteriormente "Alzheimer - A Família, A Doença" e agora venho falar sobre "Alzheimer - O Cuidado, O Amor. Mais uma vez o Érico soube colocar sua emoção e sensibilidade na medida certa em cada uma de suas palavras ao nos familiarizar com todo o processo que é viver e conviver com entes queridos que porventura estejam enfrentando o Alzheimer. Neste livro em questão não são abordados especificamente os sintomas da doença, pois essa função ficou a cargo do livro anterior.

"O Alzheimer não espera, o tempo também não. Aprenda a recomeçar. A vida o está chamando, então aprenda a doar o seu perdão."

Aqui, como bem diz a sinopse nós somos convidados a amar incondicionalmente o nosso pai, a nossa mãe, o nosso avô ou avó que esteja travando a dura batalha de ser portador dessa triste e ingrata doença. O livro também nos convida a perdoar. Mas de repente você pode estar se perguntando: perdoar o quê? Quem? No que? Vem que eu te respondo: perdoar a si mesmo e a pessoa que de um jeito ou de outro te "obriga" a cuidar dela. Pode ser que você tenha ficado confuso ao ler a parte em que eu falo sobre perdoar a si mesmo, mas eu vou explicar. À medida em que fui lendo o livro pude entender o que o autor quis passar quando ele fala sobre perdão, pois quando alguém se vê na posição de cuidar de outro alguém com Alzheimer acaba por carregar um fardo muito grande de sentimentos contraditórios, uma vez que a responsabilidade é imensa e assustadora também. Então a pessoa pode porventura acabar desenvolvendo um sentimento de culpa por sentir-se obrigado a cuidar desse ente querido, e assim culpa a si mesmo e o outro que está sob sua responsabilidade. Espero ter me feito compreender, pois foi exatamente isso o que eu entendi sobre perdão.


Neste segundo livro o autor está mais voltado para o amor, o perdão e a paz. Ele nos aconselha muito sensatamente a buscarmos esses três elementos fundamentais para vivermos uma vida plena e satisfatória. Suas palavras são como um bálsamo aos corações conflituosos e sofridos que possam estar passando por momentos difíceis ao se ver cara a cara com a face da doença e ter que enfrentá-la.

"O amor nos convida ao tudo. O medo nos paralisa.
  Ame, e tudo mudará."

Lendo este livro para mim acabou sendo extremamente prazeroso e gratificante, pois pude fazer uma reflexão ao término da leitura e realmente devo concordar com o Érico sobre tudo o que ele abordou no livro, mas preciso dizer que não deve ser nem um pouco fácil passar por toda luta e provação que é cuidar de alguém com Alzheimer. Eu não faço a menor ideia, porém imagino o quão extenuante e penoso deve ser para quem tem a doença e para quem cuida.

O Érico acertou em cheio mais uma vez ao nos presentear com esse livro maravilhoso e repleto de ensinamentos e que mais uma vez trouxe lágrimas aos meus olhos. Sua escrita é leve, fluída e vai direto ao ponto, assim como no livro anterior.

Eu li bem rápido, já que o livro é bem curtinho e contém 140 páginas em folhas amareladas, minhas preferidas. A diagramação para mim está perfeita, não vi nada que prejudicasse a leitura e a capa então,... Maravilhosa! Eu consegui sentir tanta coisa boa só em olhar para ela. Eu senti amor, afeto, carinho, perdão, solidariedade, respeito, atenção, bondade e vontade de querer estar perto de quem se ama, seja na saúde ou na doença. Juntos sempre, para o que der e vier.

"Quando temos fé, acreditamos nos nossos sonhos, lutamos por eles. Acreditamos em Deus, que nunca nos abandona e não nos permite desistir. O Deus que sempre nos faz ganhar, que nos oferece paz.
A paz nos oferece um sentimento profundo de luz sublime, que nunca há de se apagar."

Gostou e se identificou com o livro? Então não perca mais tempo e comece a ler o quanto antes, pois acredito que ele tem muito a lhe ensinar!

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12 comentários:

  1. Oi Kaline, sua resenha é muito bonita mas não consegui me identificar com o livro, porque pelo que entendi o autor vai falando sobre as dificuldades e as barreiras a enfrentar tanto por quem sofre da doença como para quem cuida, e livros desse jeito não me agradam muito, eu prefiro mais quando vai contar a história de um personagem com a doença para eu poder me sentir mais conectada. Mas parece ser um livro tocante mesmo

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  2. Minha família, como tantas outras eu sei disso, está aprendendo a conviver com alguém tão amada(minha avó) com este mal.
    Há dias que fico triste, por ela não me reconhecer, em outros, dou risada quando ela conta de quando eu era menor e ia a casinha dela.
    São realmente sentimentos contraditórios. O perdão, o aceitar, o amar. Este último, incondicionalmente!
    Ainda não li nada do autor, mas entendi que ele não somente fala dos sintomas desta ingrata doença no primeiro livro,mas traz agora o amor que precisa continuar existindo e até sendo aumentado no cuidar e proteger as pessoas que sofrem com isso.
    Com certeza, espero ter e ler as duas obras, para assim, aprender a perdoar a mim mesma, por ficar triste as vezes.
    Beijo

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  3. Vi o primeiro livro por diversas vezes no meu feed, mas nunca parei para saber mais, é a primeira vez que leio sobre.
    O tema abordado é muito relevante, e pelo visto é escrito com muita delicadeza.
    A parte do perdoar a si mesma é muito bonita, é uma situação bem complicada e é preciso muito amor e perdão.
    Fiquei com vontade de conferir esses livros.

    Beijos

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  4. Oi Kaline.
    Essa é uma das piores doenças em minha opinião. Pois além de causar sofrimento em quem a tem, a família também sofre muito. Que bom que você curtiu a leitura e gostei muito das suas considerações sobre o livro.
    Bjus
    www.docesletras.com.br

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  5. Gostei muito de conhecer esse e também o livro anterior que você cita do Érico. Já tivemos problemas de Alzheimer na família e também com amigos. É realmente difícil. Imagino para a pessoa que se responsabiliza diretamente pela pessoa. É muito importante não se culpar diante de uma situação como essa, pois sabemos que não é mesmo fácil. Ás vezes a pessoa acaba querendo fazer sempre mais. Ótima resenha.

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  6. Oi Kaline,
    Sim, é uma luta muito difícil, e que move muitos sentimentos dentro de quem convive.
    Que bom que o autor conseguiu passar a essência da doença, o amor que deve sempre estar presente, acredito que esse seja a melhor "cura" para essa doença terrível!!
    Acredito que seja uma leitura muito boa, como eu já disse, no momento não estou preparada por ter tido uma perca atualmente nessas circunstâncias. Mas acho uma leitura obrigatória, qualquer um está sujeito a ter casos na família, e a paciência e o amor devem permanecer.
    Beijos

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  7. Olá! A outra resenha já tinha mexido comigo, afinal o livro traz uma carga emocional enorme. Nesse segundo dá para perceber que a linha será a mesma, o autor consegue fazer com que o leitor reflita sobre algumas de suas ações, mesmo não passando pela situação diretamente, a parte do perdão mostra bem esse conflito. Eu costumo dizer aos meus pais que chegou o momento em que trocamos de posição, antes eles cuidavam de mim e dos meus irmãos, agora somos nós que nos encarregamos de zelar por eles, na correria do dia-a-dia, por muitas vezes, se torna bem complicado manter essa rotina, mas nos empenhamos em fazer com que eles se sintam bem cuidados é nossa forma de retribuir todo amor e dedicação que eles tiveram com a gente.

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  8. Oi, Kaline!
    Ainda não li Alzheimer - A família, A doença mas está na minha lista de leitura e já estou adicionando também Alzheimer - O cuidado, O amor na lista.
    Esse perdão que você falou de perdoar a si mesmo... Eu nunca cuidei de uma pessoa com Alzheimer, mas cuidei de meu avô nos seus últimos dias, nunca senti esse desejo de culpa, na época tinha ficado até desempregada e para cuidar dele junto com minha mãe tive que parar de tomar meus antidepressivos, nós duas passavamos a noite toda acordadas por causa dele que trocava o dia pela noite, na maioria das vezes ele nem nos reconhecia... Foi uma época difícil mas até hoje agradeço a Deus a oportunidade de ajudá-lo e cuidá-lo em seus últimos dias...
    Mas entendo esse sentimento de culpa, com certeza esse livro vai ajudar as pessoas que sofrem com esse sentimento, acho que independente da doença enfrentada.
    Enfim, amei a resenha! Abraços, obrigada pela dica!

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  9. Oi Kaline, li A resenha e acredito na importância desse livro para todos, pois nunca se sabe como enfrentar essa doença, pelo que vi o autor agora escreve para ajudar o cuidador também, o que é muito importante. Deve ser desgastante e sofrido ver a pessoa querida se perdendo num esquecimento sem fim, a memória se diluindo rapidamente .Tenho familiares que passaram e passam por essa angústia, esse livro serve como um apoio importante nessas horas.

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  10. Esse livro... Tenho medo de ler e chorar muito. Já tive a infelicidade de ver alguém da família ter essa doença e não é nada fácil. Chorei com o filne Para sempre, Alice e acho que esse livro vai me desmanchar. Preciso ler no momento certo.

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  11. Oi Kaline.
    O livro aborda questões muito importantes.
    Eu moro com meus pais, irmãos e minha avó. Ela não tem Alzheimer, mas não tem mais a independência que tinha antes, dependendo dos outros para fazer sua comida, dar remédios e etc.
    É algo bem difícil lidar com essa culpa diariamente e é importante se perdoar. É uma situação difícil para aquele que precisa de ajuda e para aqueles que prestam a ajuda.
    Um livro que irei ler com certeza.
    Beijos

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  12. Olá!
    Eu sei o quanto é difícil para a as pessoas que cuida de alguém com essa doença não é tão fácil assim, sempre ficamos ali vendo a pessoa nem se lembra de quem você é e tentar explicar e disse e mesmo assim não entender..principalmente é difícil. O livro tem essa premissa maravilhosa e estou bastante curiosa para ler.

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