30 maio 2017

Resenha - Coroa da Meia-Noite


Título: Coroa da Meia-Noite (Trono de Vidro #2)
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Skoob / Goodreads
Páginas: 406
Onde comprar: Saraiva / Amazon

Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas. A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça.

 








Celaena venceu a competição com louvor e agora é a nova campeã do rei. Recebendo um nome por vez, ela possui a missão de aniquilar o alvo em um limite de tempo estabelecido pelo soberano. Seja por motivos pessoais que nada têm a ver com o reino ou por intrigas políticas, é dever da assassina cumprir seu compromisso sem contestar. Porém, apesar da fama que leva, jamais seria capaz de matar a sangue frio pessoas inocentes e desconhecidas, ainda mais levando em conta que ela serve a pessoa que mais odeia no mundo. Com as ameaças do rei em mente e tomando todo o cuidado possível, Celaena forja cada uma das mortes requeridas em segredo, ajudando-os a fugir e adotar um novo nome para não serem encontrados enquanto o rei de Adarlan estiver vivo.

Após entregar mais uma cabeça falsa, ela recebe outro nome. Só que não é uma pessoa qualquer; é alguém que faz parte de seu passado, um homem que aprendeu a arte de matar da mesma forma que ela e, além disso, um amigo. Ocultar a sua morte já é um grande desafio devido a sua popularidade, mas com a notícia do rei a respeito da existência de um movimento rebelde secreto, Celaena percebe que precisa descobrir quais são os outros nomes da lista. Ela espera que, ao confrontar o seu amigo e propor o plano de fuga, consiga desvendar os mistérios dos planos do soberano. Mistérios que parecem ir muito além da magia!

A assassina tem um mês para realizar o assassinato e vai aproveitar cada dia que dispõe para investigar. Todavia, durante esse processo, sua amizade com Chaol irá se tornar mais forte, ao passo em que seu relacionamento com Dorian enfraquece e cria uma distância cada vez maior. O príncipe tem seus próprios problemas para resolver e, além disso, a princesa Nehemia dará o pontapé inicial para que seu coração desperte e, por fim, passe a provocar a mudança que Celaena inspira nele. Assim, ele finalmente vai deixar de ser covarde e passará a lutar contra os ideais absurdos do pai. Já o capitão Chaol Westfall estará mais presente no cotidiano de Celaena, demonstrando mais afeto, preocupação e até mesmo ciúmes.

"- Por que está chorando? - Porque - sussurrou Celaena, a voz falhando - você me lembra de como o mundo deveria ser. De como o mundo pode ser."

Princesa Nehemia se tornou sua maior confidente e é com ela que, inicialmente, Celaena passa a compartilhar seus segredos, planos e descobertas. Porém, apesar de as amigas concordarem em muitos pontos, seus objetivos são bem distintos e, por essa razão, elas acabam passando por dificuldades para chegar em um consenso. Como se não bastasse as inúmeras tarefas e os sentimentos novos e conturbados que precisa lidar, o espírito de Elena reaparece, necessitando da assassina mais uma vez para resolver os segredos que rondam o castelo de vidro e que, de alguma forma, possuem relação com o rei e seus planos.

Eu amei o primeiro volume da série Trono de Vidro e, desde que fiz a leitura, estava aguardando ansiosamente pelas surpresas que Coroa da Meia-Noite reservava para mim. E é igualmente maravilhoso, tanto que não sei nem por onde começar a explicar as qualidades da obra. A autora inseriu muitos elementos novos que, diferente do primeiro livro, não foram nada previsíveis e isso acabou se tornando um ponto positivo para a série. O desenvolvimento da história flui muito bem e quando a leveza vai desaparecendo e dando lugar para os conflitos se destacarem, fica ainda mais impossível desviar os olhos do livro. É incrível como a autora consegue nos transportar para a história tão facilmente.


Desde que li o primeiro livro, fiquei apaixonada pelo Chaol. Apesar de o capitão da guarda não demonstrar muito o que sente e desconfiar da protagonista em muitos momentos, o considero um personagem encantador. Ele sabe levar a sua profissão a sério, mas também prova que é mais do que um apenas um devoto aos deveres e ao rei, então é claro que fiquei muito contente com o envolvimento dos dois nesse livro. A autora soube construir de uma forma muito bonita o romance e eu adorei ver uma faceta diferente da assassina, uma pessoa mais apaixonada e feliz, apesar de tudo.

Em Coroa da Meia-Noite, Celaena põe em ação o que realmente significa o apelido pelo qual é conhecida: ela está mais perigosa e imbatível, a ponto de que até as pessoas que mais ama não escapam de suas garras e de sua fúria. Ela fará as pessoas se questionarem se realmente conhecem ela tão bem quanto pensam. O seu passado vai ser um pouco mais explorado e as intrigas que rondam o castelo vão acabar colocando muita coisa em jogo em sua vida, além de se envolver em muitos perigos.

"E então a música explodiu ao redor dos dois, e Chaol a levou com o ritmo, girando-a de modo que o manto se abrisse ao redor do corpo dela. Cada passo era impecável, letal, como aquela primeira vez em que os dois lutaram no treino tantos meses antes. Ela conhecia todos os movimentos dele, e Chaol conhecia os de Celaena, como se os dois tivessem dançado aquela valsa juntos a vida inteira."

Já o príncipe Dorian não havia chamado muito a minha atenção no volume anterior. Achei que ele seria apenas um personagem desinteressante e que não iria fazer diferença alguma na história. Porém, nesse livro a situação muda drasticamente! Dorian ganha um papel muito maior e significativo ao longo da história e, apesar de não ter passado a nutrir um carisma por ele inicialmente, as novas características que a autora atribuiu a ele acabaram mudando minha perspectiva. Eu adorei essa mudança pois a autora enriqueceu o personagem, concedeu um propósito importante, riscos maiores e chances de realizar mudanças que estão cada vez mais alinhadas com os objetivos de Celaena.

A edição é semelhante à do primeiro livro, tão bela quanto. A todo momento me pego observando a capa e contracapa; elas passam muito bem a essência da personagem. Quem leu o primeiro livro não irá se decepcionar com este. Há várias revelações, personagens duvidosos, romance e mais charadas envolvendo os ancestrais do castelo que precisam ser desvendadas. Recomendado!

4 comentários:

  1. Olá! Ainda não li o primeiro volume dessa série, mas ela me interessa bastante. Não é a primeira crítica positiva que leio e isso só faz a minha vontade crescer, rs.

    Beijos!

    ResponderExcluir
  2. Amanda!
    Bom ver que a autora inseriu elementos novos e não perdeu a 'mão' durante a escrita e trouxe um segundo livro ainda melhor que o primeiro.
    Acho essa a capa mais bonita de toda a série, porque o vermelho chama atenção.
    Desejo uma semana tranquila!
    “Uma pergunta prudente é metade da sabedoria.” (Francis Bacon)
    Cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir
  3. Vejo que essa e uma série muito querida entre os leitores, e talvez seja porque a autora consegue inserir elementos surpresas, que deixa a trama envolvente, e cativante, e totalmente imprevisível, o que também me chama a atenção. Outro ponto positivo, e a forma como os conflitos são inertes dentro do desenvolvimento desta estória deixando a leitura leve, e fluida, tenho muito interesse em adquirir essas obras.

    ResponderExcluir
  4. To doida pra ler essa série, me apaixonei pela série corte de espinho e rosa e sinto que me apaixonarei por essa também, e o fato de a critíca ser positiva me faz querer ler mais ainda essa série.

    ResponderExcluir