10 abril 2017

Resenha - Princesa adormecida



Título: Princesa Adormecida
Série: Princesas modernas #1
Editora: Grupo Editorial Record / Galera Record
Páginas: 192
Skoob / Goodreads
Onde Comprar: Amazon / Saraiva


Era uma vez uma princesa... Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário.
Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou.
Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida.
Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única.










Anna Rosa é diferente dos outros adolescentes de sua idade. Ela vive desde que consegue se lembrar com seus três tios super protetores que presam tanto pela segurança da sobrinha, que até os dezesseis anos, ela estudou num colégio interno. Rosa nunca pode sair com os amigos, conhecer lugares diferentes ou até mesmo se apaixonar. Mas no dia do seu aniversário Rosa se enche de coragem e sai com as amigas para um bar local, o que ela não imaginava é que após isso sua vida mudaria drasticamente, ou melhor, ela descobriria que nada em sua vida foi da forma como imaginava.

"Eu não sei a sua história, mas a minha é mais ou menos assim..."

Paula Pimenta é uma das minhas autoras favorita, e como tal, sempre que sai algum livro dela já busco ler. Mesmo Princesa adormecida não sendo lançamento da autora, é uma das estórias mais fofa e gostosinha de se ler dela. Também o livro marcou o inicio da nova série da Paula, Princesas modernas, que contará com 4 livros, sendo 3 já publicados pela Galera Record, mas vamos ao que interessa.

Narrado em primeira pessoa o livro traz a recontagem moderna da estória da Bela adormecida que é representada por Anna Rosa, ou princesa Áurea Roseanna. Não tem como considerá-la uma personagem forte pelo fato dela ter vivido numa bolha até a adolescência. Ela é extremamente ingênua e bobinha em algumas situações, mas aí que entra o encanto da Paula Pimenta. Uma personagem que a primeira vista seria totalmente sem graça, a autora consegue fazer com que o leitor se envolva com sua trajetória, descobertas, e até mesmo, zele por seu bem estar assim como os tios.

"Mas isso que eu estou sentindo é uma euforia louca que me dá vontade de sair dançando pelos corredores da escola... Mas ao mesmo tempo esconde uma tristeza sutil, que parece morar no lugar mais fundo do coração. E tudo isso me faz sorrir e chorar, por ser tão bom e tão dolorido ao mesmo tempo."

O livro é bem curtinho tendo 192 páginas e atribuo a isso o fato de ter algumas coisas vagas na estória, talvez com algumas páginas a mais poderia entender por que os três tios adultos dela moram juntos, isso pode até ser normal, mas o estranho é eles fazem absolutamente tudo juntos. Outra coisa que senti falta é de uma explicação mais aprofundada sobre o Phill. Não vou me ater muito sobre o personagem pois seria spoiler, mas essa é outra questão que fiquei incomodada.

Áurea recebe mensagem de celular de um garoto que ela nunca viu, e assim, ela se vê apaixonada pela primeira vez em sua vida. O grande problema com isso é o fato de ela mudar totalmente sua rotina por alguém que nunca viu, e até mesmo, começa a sonhar e vivenciar tudo o que o sentimento de paixão nos proporciona, mas isso isoladamente já que há um mistério por trás do garoto. Creio que pela idade dela, os tios sendo super protetores ao extremo, pode ser até um furo na estória pois nunca que uma menina de dezesseis anos que foi isolada do mundo trocaria mensagens com um completo estranho sem que eles soubessem, mas isso é irrelevante se pararmos para pensar o quanto isso MUITO perigo. Depois de ler Diário de uma escrava, mais nunca, nunca mesmo ficaria falando com uma pessoa sem rosto.

"Não vou perguntar a respeito porque sei que você não vai responder. Mas, quando a tristeza aparecer, pode me chamar. Posso tentar devolver o seu sorriso."

Como ponto positivo destaco a simplicidade e leveza da trama. O livro não é denso e nem trás grandes revelações ou reviravoltas, ele é basicamente a estória que já conhecemos mas com uma roupagem moderna e divertida. Achei super bacana a fácil identificação que temos ao ver o personagem e já o associar ao seu original, como os tios sendo as fadas madrinhas, ou Malleville sendo a Malévola. Também gostei da forma como as mídias atuais foram inserida na estória e teve papel importante no desenvolvimento, como o uso de mensagens de texto e matérias em jornais.

A edição física ficou um mimo de graça. A capa foi pensada exatamente para a estória e trás originalidade. Internamente as letras são bem grandes e as folhas amareladas. Também nas partes de troca de mensagens de texto foi feito balões assim como é em celulares. A escrita da Paula é viciante e literalmente devorei o livro de uma vez.
"Amor. Por mais que ele estivesse brincando, meu coração deu um salto. Céus, isso é o que acontece quando você passa a vida inteira reclusa, sem ter contato com meninos: uma carência do tamanho do mundo! Um cara me manda uma mensagem por engano e eu já fico toda derretida!"

No geral a estória é uma graça e cumpre o propósito de ser uma recontagem de contos de fadas. Mesmo com os pontos negativos, a estória trás vários elementos que agradam, divertem e envolve o leitor. Recomendo para todos que já amem os livros da Paula Pimenta, e também para quem é fã de recontagem de contos de fadas.

Um comentário:

  1. Oi Stefani! Eu li o livro e entendo os pontos negativos. A história é fofa, simples, fácil de ler, mas não aprofunda muito as coisas, eu tb senti isso, mas de qualquer forma foi um livro gostoso de ler!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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