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Resenha: Chuta que é Carma


Livro: Chuta que é Carma
Autora: Vanessa Bosso
Cortesia: Editora Astral Cultural
Onde comprar: Saraiva, Mercado Editorial

Clara acaba de terminar um namoro longo. Só isso já seria motivo para ela estar bem chateada, mas, para completar o drama, o cretino fez questão de levar embora todos os móveis do apartamento dela. Arrasada e certa de que não nasceu para ser feliz, Clara convida sua melhor amiga para uma viagem espiritual ao Peru. Em meio a rituais de meditação, trilhas místicas e comprinhas (já que ninguém é de ferro), ela reencontra um amor do passado que só lhe trouxe dor de cabeça. Em "Chuta que É Carma!", você vai descobrir o que os deuses reservaram para o destino de Clara - e se convencer de que ignorar o futuro pode ser bem divertido. Da mesma autora de "O Homem Perfeito".





“Existem pontes que não devem ser construídas em hipótese alguma. O que você vai encontrar do outro lado simplesmente não vale o esforço”.

Clara é uma mulher sensível, gentil, amiga e extrovertida que ainda não despertou o verdadeiro amor por si própria, amando o seu parceiro mais que a si mesma, e, com o fim de sua relação com Rogério, um homem que não merecia a sua companhia, deixou o apartamento dela quase vazio ao levar muitos pertences, porém ela vivia como se ele fosse a única razão da sua felicidade, entrando em uma fase de tristeza, confusão e autoconhecimento. Sua melhor amiga, Patrícia, cujo apelido é Patty, mantém uma amizade tão intensa com Clara que pode ser considerada quase um casamento pelo simples fato delas compartilharem todos os momentos de um modo inseparável.

A coincidência é que ambas compartilham a mesma dor: fim das suas relações amorosas. Para Patty, um livramento, para Clara, quase o fim da sua vida, onde ela não conseguia enxergar possibilidades de recomeçar, sem saber por onde e quando deveria acionar o botão do recomeço em seu coração.

Patty é uma advogada da área criminalista, autêntica, empoderada e que saiu de um relacionamento abusivo com seu ex-parceiro Maurício, um cara egocêntrico e machista, a qual conviveu por longos anos. No entanto, Patty diferentemente de Clara ainda acredita no amor, ela tem fé que apesar dos homens sem perspectiva de futuro e responsabilidade afetiva que elas encontraram em suas trajetórias.

Clara e Patty decidem realizar uma viagem espiritual, pois acreditavam que seria o ápice no desenvolvimento pessoal e no campo afetivo delas. O que Clara não sabia é que poderia se deparar com o passado durante a viagem, e, que, resistir a ele nem sempre era algo que poderia ser concretizado. Ao reencontrar um ex-namorado, Miguel, o garoto musculoso que fazia sucesso na época da faculdade, Clara tem os seus sentimentos balançados. Entretanto, junto com Miguel, aparece alguém no caminho de Patty, fazendo com que elas percam um pouco do foco da viagem ao se entregar aos olhares deles.

Uma amizade recheada de aventura e coragem, conexão espiritual, conhecimento, risos e arrepios, elas decidem partir do Peru para um cruzeiro no Caribe, o objetivo da viagem então tornou-se: retornar para o Brasil como novas mulheres. O que elas não imaginavam é que essa viagem mudaria o curso de suas vidas, trazendo para elas desejos, pessoas, alegrias, novas decepções e aprendizado.

Ao embarcar no cruzeiro são surpreendidas com a finalidade dele, descobrindo somente após estarem dentro dele, não tendo outra opção a não ser experimentar a aventura de estar ali. E durante esse cruzeiro elas conhecem dois amigos, Davi e Rafael.

Davi é um homem respeitoso, gentil e incrível, e em certos momentos faz com que Clara duvide de sua personalidade e tenta alertar a amiga, até conhece-lo de verdade e reconhecer o quanto ele é especial. Rafael cruza o caminho de Clara, levando ela a se apaixonar de novo. A questão é que, assim como antes, a vida dela segue cheia de surpresas e talvez se livrar do carma que lhe acompanha não seja tão fácil como imaginava.

“Existem os homens pequenos, seres medíocres que detonam com a autoestima feminina para se sentir superiores, comandar a relação. São covardes por natureza e controladores em sua maioria. Os grandes homens agem de forma oposta: incentivam suas mulheres a serem mais, a se tornarem melhores. Estes são corajosos, sabem que as mulheres poderosas os transformam em pessoas mais bem-sucedidas e felizes. É do segundo tipo que nós gostamos, mas não encontramos nenhum exemplar”.


Ao retornar ao Brasil, dando continuidade aos compromissos, Clara acredita estar recebendo sinais do universo, esses aos quais compartilha com sua amiga Patty que está vivendo uma nova fase de sua vida.


[- Minhas Impressões -]

“Chuta que é Carma”, não apresenta subtítulo, a capa é linda, transmite conexão com o enredo, em especial a viagem realizada pelas personagens principais, Clara e Patty, além disso, a diagramação é simples. A leitura é leve e de fácil compreensão, apresenta capítulos curtos, marcados por numerações e pequenos trechos correspondentes ao enredo descrito posteriormente. Possui ortografia e gramática adequada a língua portuguesa.

A mensagem absorvida durante a leitura foi que, tão importante quanto amar aos outros, é priorizar a si mesmo, o verdadeiro amor começa em nós e parte para aqueles que estão a nossa volta, cobrindo-os com afeto e responsabilidade. E é necessário saber o momento de partir, quando está se perdendo parte de seu coração ao doar o coração para alguém, porquê o amor, apesar de raro, ele existe e doar sozinho, nos desconecta de nós mesmos, ás vezes, é preciso chutar os carmas e ter mais fé no que podemos proclamar ao universo para que nos acompanhe, realmente aquilo que acreditamos tem força sobre nós, sobre nossos pensamentos e sobre as nossas vidas.

A delicadeza que a autora trata a realidade dos fim de alguns relacionamentos me chamou bastante atenção, especialmente na comparação feita entre as duas amigas, Clara e Patty, no fim de seus relacionamentos, representa que, a dor se manifesta de modos diferentes nas pessoas e que isso deve ser respeitado, algumas pessoas sentem mais, outras menos, mas a dor de alguém nunca deve ser medida pela nossa régua. E, a essência fundamental da história absorvida por mim é: sempre terá uma pessoa a qual você poderá contar em todos os momentos da sua vida e será essa que você deve manter por perto: a que soma.

É um livro que me fez rir muito, porque tem partes muitos engraçadas e a amizade delas me deixou tão orgulhosa que eu não mediria esforços para viajar ao mundo com Clara e Patty, por isso, indico a todas mulheres fortes e aquelas que são, porém ainda não descobriram a sua força. E, para todos os leitores que acreditam no valor da amizade, quando se existe valor, ela é real.

Espero que tenham gostado da resenha e que tenham a chance de fazer a leitura!

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