16 dezembro 2015

Resenha - Eu, você e a garota que vai morrer





Livro que deu origem ao filme vencedor do Festival Sundance 2015, nas categorias Público e Crítica, com estreia marcada para 12 de junho nos EUA, Eu, você e a garota que vai morrer é uma mistura perfeita entre drama e humor e um retrato preciso da adolescência em face do amadurecimento. Na trama, Greg tem apenas um amigo, Earl, com quem passa o tempo livre jogando videogame e (re)criando versões bastante pessoais de clássicos do cinema, até a sua mãe decidir que ele deve se aproximar de Raquel, colega de turma que sofre de leucemia. Contrariando todas as expectativas, os três se tornam amigos e vivem experiências ao mesmo tempo tocantes e hilárias, narradas com incrível talento e sensibilidade. Crossover com enorme potencial no segmento young adult, o romance é perfeito para fãs de livros e filmes como A culpa é das estrelas e As vantagens de ser invisível.

Livro:
Eu, você e a garota que vai morrer
288 páginas || Skoob || Editora: Rocco ||  Onde Comprar








Greg Gaines é um garoto de 17 anos que tem como melhor (e único) amigo o boca suja Earl, cujo tamanho o faz ficar bravo o tempo todo, principalmente ao lado de seus irmãos. Greg faz parte de todas as panelinhas da escola onde estuda, pois, de acordo com ele, é a melhor maneira de sobreviver ao ensino médio, principalmente porque todos os grupos se odeiam. Sendo assim, ninguém o odiaria.

Mas ele não se apega totalmente às pessoas. Greg as cumprimenta, passa um tempinho com cada grupo e tenta evitar ser visto com os mesmos, tentando ser invisível o tempo todo. Ele e Earl são apaixonados por filmes desde que encontraram a caixa de DVDs do Sr. Gaines, e, por sete anos, a dupla cineasta vem criando e filmando seus próprios filmes, que, de acordo com Greg, são horríveis.

A vida de Greg vira de cabeça para baixo quando a mãe dele recebe um telefonema de Denise, mãe de Rachel, uma garota que estudou com Greg quando ele era mais novo. Rachel descobriu que estava com leucemia, e, como a mãe de Greg adora se intrometer na vida do filho mais velho, obriga o rapaz a passar um tempo com ela, pois aquilo também faria bem.

Minha vida chegou ao ponto mais alto. Não tinha como saber que, pouco depois que minha mãe entrasse em casa, o melhor momento da minha vida teria acabado. – página 34

Greg não fica muito animado, é claro, ele sente-se na obrigação de fazer Rachel rir e não pensar no fato de que ela pode estar morrendo. Aos poucos eles vão se tornando mais íntimos, mas não há romance nesse livro, apenas amizade. De alguma forma, Rachel adora os filmes horríveis que Greg e Earl produziram, e passa grande parte de seu tempo os assistindo.

Bom, esse não é um livro sick-lit comum. A história não é sensível ou sentimental, e não faz o leitor querer chorar a cada dez páginas. Greg é o narrador, então a linguagem é bem informal (com direito a palavrões e coisas nojentas) e divertida em muitas partes, quebrando a tensão que histórias com câncer normalmente trazem. Não sei por que comparam esse livro com As vantagens de ser invisível e A culpa é das estrelas, ou que dizem que é uma mistura dos dois. Não é parecido, os personagens não são iguais, muito menos as histórias. Então não leia pensando que vai encontrar um Charlie, Gus ou Hazel por aqui.

O livro não traz lições de vida, como “viva cada dia” ou “acredite que tudo dará certo no final”, até porque é uma história totalmente realista, tanto que o final está bem longe de ser um “felizes para sempre”. Acho que esse é o primeiro livro sick-lit que eu leio onde as coisas não são pintadas, tudo aqui é frio e cru, trazendo o leitor para a realidade. Gostei bastante disso.

Eu, você e a garota que vai morrer é um livro curto, então eu não posso ficar me aprofundando demais na história, ou vou acabar contando demais. A escrita do autor é simples e engraçada, e em alguns pontos, Greg conta a história em forma de roteiro (até porque ele é um “cineasta”), então a história corre ainda mais rápido. Deixo a recomendação para quem gosta de uma história realista, bem humorada e de um bom sick-lit. Mas, novamente, não espere um romance, não espere lágrimas ou qualquer outra coisa que ACEDE trouxe, porque não será a mesma coisa. O livro foi adaptado para as telonas recentemente, e vem recebendo críticas ótimas.

15 comentários:

  1. Oi, Dri. Bom ver uma resenha favorável a esse livro, eu encontrei ele em algum top dez de algum blog (nem lembro falando de que), e aí fiquei interessada, mas perguntei para uma amiga e ela disse que largou antes de acabar, então fiquei bem temerosa. Mas agora você me animou de novo.
    Gosto de enredos que não são clichês. Muito bom quando a pessoa que tem câncer se recupera nos livros e etc, mas sabemos que nem sempre é assim, então é bom ler o lado cru da coisa.
    Adorei a resenha.

    ResponderExcluir
  2. Olá tudo bem? Olha, serei sincera, não sou de ler livros que tragam a tona esse tema, não porque não me interesse, pois esse tema é interessante, mas o problema é como essas histórias são criadas, na maioria das vezes é sempre a mesma coisa... Uma garota(o) que tem cancêr, então mostra a vida dela ruim por causa da doença e ao mesmo tempo feliz por causa de amigos e namorados e acaba da mesma forma. A unica possivel diferença desse livro é não ter romance, mas o resto eu imagino sim que seja tudo igual. E outra coisa, é sempre uma criança/adolescente quem tem o cancêr, eu pelo menos nunca soube de um livro desse tema que representasse os adultos e idosos, mesmo que os livros sejam mais para adolescente, é saudável mudar a idade da personagem. Uma observação, é que sempre a personagem que tem a doença morre cedo. Está certo que a doença acaba com você, mas não é sempre tão rápido assim, acho que está faltando esses detalhes dentre tantos livros que temos sobre o mesmo tema. É isso, Beijos
    http://leesoncre.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Acho que essa crueza que mostra de fato o que é a realidade torna esse livro um diferencial dentro da temática, mesmo eu não tendo lido os livros que você citou, eu acho que este não deve ser comparado e tal. Saber que o final não é um feliz para sempre, por mais que as vezes não me agrade, me deixa animada para conhecer essa história que o autor criou. :) A dica tá anotada.

    bju

    http://ventoliterario.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  4. Oi, Dryh!
    A primeira vez que vi a capa desse livro ele me causou um mix de agrado e estranheza. Agrado por que a capa é linda e estranheza por causa do título. Mas queria saber mais sobre ele para decidir se iria ler ou não. Bom, depois da sua resenha fiquei mega curiosa para lê-lo. Parece ser um bom choque de realidade.
    Beijos

    http://tudoqueeuli.blogspot.com

    ResponderExcluir
  5. Olá, quando eu vi esse livro a primeira vez, por causa da capa e do título eu não quis saber dele, nem sinopse eu quis ler, sei lá, algo não me agradou. Daí quando vim ler a sua resenha, eu estava meio desanimada, já estava pronta pra falar que não gosto desse livro, quando me surpreendi ao perceber que não era nada daquilo que eu estava esperando. Isso que dá julgar o livro pela capa!!!! gostei bastante da história e me arrependo de não ter comprado, agora vai eu ficar curiosa e esperando pra comprar

    ResponderExcluir
  6. Olá!!!
    Já tinha visto o livro e em momento algum sabia que tinha virado filme :(. Gostei muito do filme AA Culpa é das estrelas e sua resenha me chamou a atenção e deu vontade de conhecer um pouco mais da história de Greg, Earl e Earl e já coloquei na minha lista e espero ter a oportunidade de ler logo.

    Beijos
    Carla Fernanda

    ResponderExcluir
  7. Olá!!

    Eu queria muito ler esse livro e não sabia da adaptação acredita? Achei o enredo bem legal mas confesso que já não estava esperando drama. Na verdade, eu não achei ACEDE tão dramatico assim.
    Fiquei feliz de que a leitura tenha te agradado e espero conseguir ler em breve. e também vou procurar a adaptação :D


    Beijinhos,
    www.entrechocolatesemusicas.com

    ResponderExcluir
  8. Ahhh, agora acho que me empolguei. Pelo fato de você dizer que não é um livro de chorar em que a personagem vai ficar sofrendo e tudo o mais, aí é que mesmo com o mesmo tema de outros ele parece se diferenciar. POis está certo que gostamos de ver sentimentos, mas muitas vezes as pessoas são diferentes nas reações!

    Beijos,

    Greice Negrini

    Blogando Livros
    www.amigasemulheres.com

    ResponderExcluir
  9. Oie Dryh,

    eu também já passei da onda de livros sick-lit, apesar de não terem saído tantos assim, mas é que eles possuem uma carga emocional muito forte, então você lê um e fica de DPL.. huhuh
    Mas eu gostei desse porque ele tem esse toque mais engraçado, algumas partes hilárias, onde você está ao mesmo tempo rindo e chorando, então ele deixa de ser um livro apenas de "doença".
    Eu recomendo para todos!!

    =)

    ResponderExcluir
  10. Já vi altos elogios e várias reclamações da história, não sou muito fã de sick-lits pois geralmente não me emociono tanto quanto o resto do mundo, e mesmo esse livro ser mais leve nesse quesito não me interessei. Essa linguagem mais suja me incomoda muito em livros se são jogadas só para dizer que o tal personagem não é tão educado. No mais achei curioso a obra lembrar um roteiro, já li um assim e adorei.

    http://deiumjeito.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  11. Olá,

    Você acredita que nunca ouvi nenhuma das comparações citadas? Não, eu não vivo no mundo da lua, só que este livro está na minha wishlist e procuro não saber muito sobre os livros que quero ler, para não criar tantas expectativas. Uma amiga leu e não gostou, mas pelo que li isso não aconteceu com você.
    Quero ler esse livro porque ele é diferente de todos os livros sobre câncer que já li, e achei a ideia do autor muito corajosa e inovadora!

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogpost.com

    ResponderExcluir
  12. Essa é a primeira resenha que eu leio do livro e a impressão que eu tinha dele, antes de ler a sua opinião, é que se tratava de um livro com aventuras, primeiro amor ou algo do tipo. Levei um susto quando vc citou o câncer e ainda falou sobre a escrita ser realista e crua, mas apesar do susto, me interessei de verdade pela história. Deve ser engraçado a narrativa do Greg, mesmo com palavões e nojeiras.... Quero muito conferir!!!
    Meu Amor Pelos Livros
    Beijos

    ResponderExcluir
  13. Dryh lindona confesso que a premissa do livro em si não me chamou atenção, como adoro finais felizes não leria esse no momento, estou preferindo leituras mais leves que me façam abrir sorrisos. Mas fica anotada a dica. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

    ResponderExcluir
  14. Tenho esse livro na estante mas ainda não consegui fazer a leitura. Quando comecei a ler sua resenha realmente achei que a história lembrava um pouco As Vantagens de ser invisível, mas pelo que você disse não tem nada igual. Gostei de saber que as situações do livro são mais reais, espero poder fazer essa leitura em breve.

    Bjs, Glaucia.
    www.maisquelivros.com

    ResponderExcluir
  15. Oi Drih.
    Gostei muito da sua resenha me fez ter uma boa ideia do que esperar sem contar demais, eu na verdade gosto de livros crus e realistas acho que na verdade tanto quando o autor tenta romantizar ou mostrar de forma real é valida dependendo da maneira que vai expor isso. Achei que parece ser um livro interessante e bem inteligente, gosto quando os personagens são sarcásticos e bem gente como a gente, a propósito pela descrição da resenha o personagem pareceu até mesmo um pouco Asperger por isso a empatia não é tão latente.
    Beijos e com certeza lerei.

    Giuliana

    ResponderExcluir