03 julho 2015

Resenha - O Vórtex Negro





Agora, no segundo ano de treinamento como uma arma sobre-humana do governo, Tom e seus amigos são cadetes de Nível Intermediário na tropa de elite das Forças Intrassolares. Encorajado a trair seus ideais e amizades pelo bem do país, Tom se convence de que tem de haver outro jeito. E, quanto mais se dá conta da corrupção que o cerca, mais ele se compromete em combatê-la, mesmo que isso sabote seu próprio futuro no processo, mas isso pode lhe custar o que ele mais ama. Repleto de ação, inteligência e humor, o segundo livro da trilogia Insígnia continua a explorar perguntas fascinantes e atuais sobre poder, política, tecnologia, lealdade e amizade.





Livro: O Vórtex Negro
438 páginas || Skoob || Cortesia: Editora Vergara & Riba || OndeComprar ||












Depois que terminei de ler Insígnia fiquei bastante ansiosa para começar O Vórtex Negro por causa de alguns ganchos que o primeiro livro deixou em aberto. Mas Vórtex veio com a maldição do segundo livro e demorou bastante para pegar o ritmo.

A metade do livro a autora focou na construção dos personagens, vemos a interação deles uns com os outros e com o que acontece em volta, mas é apenas isso, parece que ela deu voltas e não saía do lugar e até então não sabíamos onde iria chegar com aquilo. Foi ótimo para ver a evolução deles e o crescimento que tiveram desde o primeiro livro, e também vemos mais de suas personalidades e o quanto valorizam a amizade, mas faltou algo mais nessa primeira parte do livro.

Eles continuam engraçados, com tiradas sarcásticas o tempo todo e com a ''zoeira sem fim''. Tom e Vik estão mais amigos do que nunca e Wyatt e Yuri são tão fofos em Insígnia que eles até pareciam desconfortáveis como casal, mas nesse vemos o quanto ela se importa com ele e ai, foi lindo. Aprendemos também mais sobre os adultos da história e o quanto podíamos estar errados com relação à alguns deles - e o quanto estávamos certos sobre outros.

O aspecto virtual, com batalhas e comunicação mental que vemos bastante no livro anterior não é tão presente na continuação - o que não fez tanta falta por conta dos acontecimentos, mas eu amava a interação de Tom com Medusa em Insígnia. Por outro lado, várias reviravoltas nos surpreendem nesse livro e alguns mistérios do primeiro livro que começaram a ser solucionados nesse foram chocantes - um em particular não quero aceitar que seja esse personagem o traidor porque é um dos meus preferidos, mas sem spoilers!

O protagonista continua sendo o que menos me conquistou - não que não goste dele, mas os outros me ganharam mais, e um personagem em especial que tive preconceito em Insígnia nesse provou ser uma pessoa incrível e que genuinamente quer ajudar, o que me surpreendeu bastante. (Estou evitando usar nomes para não tirar a graça da descoberta de quem for ler)

O enredo, depois que começa a fluir, é bem empolgante e nos faz desconfiar novamente de tudo e de todos. Ainda não sabemos ao certo quem é o vilão e quem realmente quer o melhor para todos, mas já começamos a ver alguns indícios disso. A escrita, como mencionei, começa lenta e um pouco maçante no início, pois depois dos acontecimentos anteriores esperamos encontrar algo mais dinâmico. Porém depois que o livro começa de fato, a leitura flui e não paramos mais de ler.

No geral, é uma boa sequência e uma série que vale a pena ser lida. Uma distopia leve e, mais uma vez reforço que, é ótima para quem quer começar a ler algo do gênero, mas não quer pegar os mais intensos. "O Vórtex Negro" perdeu um pouco da essência que tinha no primeiro mas tem suas virtudes, e me deixou curiosa o suficiente para querer saber o desfecho dessa trilogia.

Depois da perda de todos os seus amigos, e de seu futuro, era quase como se as coisas tivessem se tornado normais. Ele sabia como era se sentir sem raízes. Sabia o que era não ter nada a frente. Sabia o que era não ter nenhum ligação. Essa coisa que tanto receara enfim havia acontecido, mas não era um choque intenso, e sim uma espécie de atmosfera sombria familiar que descia sobre tudo.


10 comentários:

  1. Oi Dressa...
    Uma ótima indicação de distopia. Eu leria se tivesse oportunidade, o problema é começar mais uma série..queria acabar de ler algumas que ainda tenho que acabar.
    Que bom que apesar de ter começa devagar a leitura fluiu.
    Ótima resenha como sempre.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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    1. Oi Leh, também estou nesse dilema de começar novas séries, sei como é. Quando diminuir a pilha de leituras recomendo dar uma chance, espero que goste :)
      Obrigada ^.^

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  2. Olá!

    Não conhecia a série, mas fiquei interessada! E fiquei feliz em saber que não só o primeiro, mas como essa sequência são bons e empolgantes! Essa pegada futurista da trama parece ser bem legal. Ótima resenha!

    Beijos!
    http://www.mademoisellelovesbooks.com

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    1. Oi Ana, que bom que ficou interessada, vale a pena conhecer essa trilogia. Obrigada :)

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  3. Oiii flor.
    Eu não sabia da existência desse livro :D
    Adoro distopias, mas li poucas kkkk
    Adorei saber que o leitor não consegue descobrir logo o vilão, isso é fascinante kkkkk
    Adorei sua resenha e anotei o nome do livro.
    bjs

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    1. Oi :)
      Eu amo distopias, sempre que vejo algum lançamento do gênero corro para ler rs. Obrigada, espero que goste ;)

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  4. Oiii,
    Não conhecia muito sobre esse livro mas agora com a sua indicação, vou procurar!!! Parabéns pela resenha!!
    Beijo,
    http://naosouumagarotapopular.blogspot.com.br/

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    1. Oi Bea, é uma série pouco falada, infelizmente. Espero que goste! Obrigada :)

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  5. Ai, socorro, odeio quando essa maldição do segundo livro ataca! Pena que demorou a pegar ritmo, mas pelo menos essa parte focada nos personagens serviu pra alguma coisa. Adoro esses livros que nos fazem desconfiar de tudo e de todos. Quero muito ler essa trilogia, espero que o desfecho te agrade mais, e que recupere a essência da história.

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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    1. Oi Ju, também odeio essa maldição :(
      Sim, depois do final acredito que o desfecho vai ser ótimo, espero que seja rs.

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