16 julho 2021
Resenha - "DEZ ANOS"

Alice está se formando no ensino médio. Ela é uma mocinha sensível e muito meiga, algumas vezes parece indefesa e inocente, mas aos poucos mostra sua força. A dependência financeira e emocional com seus pais acaba levando ela a se afastar de seu sonho e principalmente de seu verdadeiro amor.
A obra se dedica à vida do casal num longo percurso de dez anos. Eles terão que passar por conflitos e muitos desencontros durante um tempo, que fazem com que o leitor se depare com uma narrativa cheia de acontecimentos a cada página. Dá para sentir como a vida dos personagens é eletrizante e quando tudo parece estar indo bem, o mar de rosas se torna mais cheio de espinhos. Os sentimentos deles são bem intensos e estão sempre à flor da pele, gerando diversas reviravoltas de acordo com as decisões que tomam ao longo da trama.


E além de desconhecerem todas as origens que os impedem de permanecer felizes, ficarem juntos era a ameaça a própria existência deles, porém tais descobertas são feitas ao longo da trama e mesmo tendo tentado fugir do que sentiam, o destino sempre acabava por uni-los de alguma forma.

Livro: Dez AnosCortesia: Thais Custódio (Autor Parceira)Número de páginas: 290Skoob / Amazon"Eu estava dançando quando Filipe veio até mim. Tão lindo... Ele me pegou pela cintura, ia me beijar. Eu deveria resistir. Mas como poderia? Seus lábios finos e rosados se juntaram aos meus num ato que demonstrava mais que saudade, mais que um simples desejo. Para mim, depois de tanto tempo, nem era mais um simples beijo."
Alice e Filipe se amam, mas como nada na vida é fácil, com a história deles não seria diferente. Dez anos de momentos lindos, tristes, tensos e até mesmo dolorosos. A vida e as pessoas ao redor deles testarão esse amor aos limites. O quão forte os dois podem ser?
14 julho 2021
5 Motivos para ler - ''DEZ ANOS''

1) Enredo surpreendente
O livro não é dividido exatamente em capítulos, mas alterna as falas dos protagonistas deixando a leitura fluida, cativante e permitindo a percepção sobre o que cada um deles sente, pensa e os motivos que os levam a fazer o que fazem. Como a obra se passa num período longo de dez anos, há uma diversidade de situações, gerando um enredo cheio de ações e emoções. E assim trazendo revelações surpreendentes sobre o passado dos personagens, questões que o leitor nem conseguiria imaginar.
2) Personagens reais e dramáticos
Como o casal se conhece ainda bem novo, os sentimentos
primários do amor é bem real e dá para sentir a vontade de que ambos
têm de ficar juntos, se possível, o tempo todo. Os sentimentos do casal quase
sempre estão à flor da pele, a dramaticidade e o desenvolvimento dos diálogos acabam
por envolver tanto o leitor na história que faz parecer bastante reais.


Se há temas familiares na obra, sempre considero importantes!
Além de debater sobre a atenção, amor e carinho de que os filhos precisam dos
pais, a obra fala sobre as dificuldades para manter um relacionamento a dois, tratando sobre ciúmes, perdão, superação e compreensão; trata da doença de depressão também, algo bem comum nos dias de hoje e sobre a necessária comunicação eficaz e interpretação de “palavras” e “fatos” dentro
de um relacionamento.
4) Cenas fortes
Há cenas maravilhosas que nos fazem suspirar, cheias de
amor, carinho e solidariedade entre os personagens principais. O fato da recusa
desmedida da família de Alice em relação a Filipe acaba findando em cenas
fortes, que considero até violentas, mostrando que o homem vai além do limite
da “humanidade” quando impõe sua vontade sobre o outro.


5) Desfecho de novela
Os acontecimentos finais dá aquele friozinho na barriga, mas daí chega o momento que aquece o coração. Contudo, não posso falar mais para não dar
spoiler, só posso dizer que amei e que me lembra muito os finais de novela.
Apenas leiam!
19 maio 2021
Dia de Quote - A Terra Mágica de Euclides

"Ele chegou! — exclamou uma voz gravíssima, agora masculina, que carregava um sotaque um tanto asiático"
"Assim como os pessegueiros eram sagrados naquela terra, a figura do imperador também era irrefutável"
"Euclides olhou para o horizonte e de lá vinham milhares de pássaros de papel semelhantes àquele grudado à pedra ao seu lado. Era como uma infestação colorida. algo como uma nuvem de poeira em cores de arco-íris, vindo na direção dos garotos e do cachorro vira-lata."
"—Armas eu posso arranjar por um mero trocado, mas pessoas dispostas a dar suas vidas em luta será a parte difícil. —Yoshiaki interrompeu-se, pensativo. — Algum de vocês é bom com discurso motivacional?"
"Suas memórias começavam a se misturar com seus sonhos. Sonhos muito estranhos tomaram conta de sua mente. Sonhos onde ela fora parar em uma terra mágica e até socializara com os deuses do trovão e do vento"
"—Vampiros....vampiros... VAMPIROS! —Zaira gritou, desta vez paralisada.—Tipo o Drácula? — Aziz perguntou, sem tirar os olhos das criaturas que se aproximavam cambaleantes, umas esbarrando nas outras.—Não. Pior. [...]"
"Koji se levantou, firme, e bradou para seus irmãos, antes de sair em disparada seguido pelo monge.
—Pelo Escolhido!"
10 maio 2021
Resenha - A Terra Mágica de Euclides

Ao chegar na cidade, Euclides já começa a ouvir vozes, vozes que somente ele parecia escutar. A primeira impressão que a família tem do lugar é com o senhor Thomas, um senhor muito animado que aguçou, de cara, a criticidade do menino Euclides. Os netos do senhorzinho são chamados a visitar e conhecer o novo vizinho. Aziz e Zaira eram gêmeos, mas bem diferentes na personalidade, o que fazia com que andassem em pé de guerra. Aziz, um garoto sociável, brincalhão e apaixonado por artes marciais, caratê especialmente, e Zaira, uma menina “emburrada”, que adorava desenhar e pintar, além de roupas coloridas do oriente e maneiras maduras demais para uma criança de doze anos.
Num dia como qualquer outro, Euclides, que tinha asma e usava óculos pesados, estava lendo um livro quando Aziz aparece para uma breve conversa. Na tentativa de fazer amizade, Aziz questiona Euclides sobre diversas coisas, como jogar bola ou xadrez, o que de nenhuma maneira interessava a Euclides.
Então, no dia do piquenique, os garotos ficam próximos de uma grande árvore com tronco marrom e folhas muito verdes. Lá, as vozes que Euclides escutara ficam ainda mais audíveis e a passos lentos, as crianças percebem que há uma silhueta diferente na árvore, como se fosse um portal, numa entrada transparente. Mesmo achando inseguro, numa expressão de hipnose diante dessa inusitada situação, os três entram na porta. Lá deparam-se com uma senhora e um objeto, típico guarda-chuva/bengala. Os meninos descobrem um novo mundo por trás daquela porta e curiosos perguntam o que estariam fazendo ali. A senhora tenta explicar a eles que Euclides era aguardado e que deveria salvá-los da escuridão que tomava seu mundo, pois a deusa do sol, Amaterasu, tinha sido sequestrada.
"[...] Euclides havia sonhado a vida inteira com algo como aquele mundo e não perderia a oportunidade de ver as histórias que lia e ouvia de seu avô, desde pequeno, tornarem-se realidade bem diante de seus olhos."
Lançados à sorte de um malvado Imperador, Euclides decide ajudar, sentindo-se parte daquele lugar e fascinado pela cultura japonesa, aceitando a aventura. Aziz e Zaira, como bons e mais novos amigos não deixam Euclides sozinho nessa, embarcando todos numa longa caminhada, inclusive, Cowboy.

[- Minhas Impressões -]
A amizade verdadeira e a importância da união de habilidades para o cumprimento de uma missão resume bem essa história, fazendo-nos lembrar em alguns pontos de outras prestigiadas fantasias estrangeiras como Harry Potter e Percy Jackson. Entretanto, de forma original, a autora nos leva ao mundo único do Japão, onde conhecemos objetos e seres sagrados, criaturas mitológicas e espíritos malignos, monges e suas crenças, vampiros, um rico vocabulário japonês expresso em muitos diálogos no percurso das crianças (com suas devidas traduções), objetos próprios da cultura japonesa, como os finos guarda-chuvas e o origami, além de conhecer comidas típicas e perceber a honra e respeito dados aos anciãos.
"As crianças ficaram longos segundos sem nada dizer, apenas refletindo o modo como tudo parecia se comportar tão harmoniosamente no mundo mágico."
É uma aventura fantástica, repleta de ações do início ao fim. Admito que fiquei surpresa e muito feliz com a criatividade e o mundo criado pela autora. Não conhecia muita coisa da cultura japonesa e a leitura dessa obra nos presenteia com diversas características dessa rica civilização.

Euclides que era um menino antissocial se torna preocupado e responsável pelos amigos Aziz e Zaira. Os irmãos percebem o quanto amam e precisam um do outro, indo muito além do fato de serem do próprio sangue. Além disso, há outros personagens que eles encontram nessa caminhada, peças chaves para encontrar o Imperador e salvar a deusa sequestrada para devolver a paz, harmonia e luz que a Terra do Japão possuía. As dificuldades são imensas e, muitas vezes, vem o desejo de desistir e se entregarem, mas um estimula o outro.
O humor do menino Aziz, o conhecimento e dinamismo de Euclides e a imperatividade e esperteza de Zaira acabam por trazer leveza e fluidez à trama, deixando a leitura muito prazerosa. A obra nos mostra que um herói nem sempre precisa de força para ganhar a guerra, que há lutas que serão curtas e outras podem perdurar por mais tempo. Ensina também que ter amigos em dias de luta é sempre um excelente combustível para alcançar a linha de chegada com êxito e, nesse caso, com vida.
O desfecho é surpreendente e dá aquele gostinho de “quero mais”, por isso, quero mais da língua japonesa tão bela e diferente, quero mais aventuras, quero mais criaturas falantes e engraçadas, quero mais dos seres monstruosos e gosmentos, quero mais dos pratos típicos e exóticos do Japão e sim, parece haver mais, embora haja um fim real na história. Há um mix de emoções que me fazem recomendar muito a leitura, sendo assim, espero que leiam e se surpreendam tanto quanto eu nessa incrível terra mágica de Euclides.

Livro: A Terra Mágica de Euclides
Cortesia: Zirah ( Autora Parceira)
Número de páginas: 378
Skoob
Onde comprar: AmazonEuclides é um típico garoto de Boston, antissocial e inerte em seu universo particular de livros, cujo único amigo é seu leal cachorro vira-latas de nome curioso: Cowboy. Mas isso está para mudar assim que seu pai recebe uma promoção e é enviado para a cidadezinha de Fishers, Indiana. Euclides não esperava nada de novo até conhecer os gêmeos Aziz e Zaira, de personalidades completamente diferentes da dele, e até uma misteriosa porta magica e brilhante aparecer a sua frente em seu aniversário de 13 anos.
Curioso, como um bom viciado em livros, Euclides atravessa a porta mágica acompanhado de seus dois novos amigos e de Cowboy, até se ver em uma terra mergulhada em trevas, onde o sol não brilhava havia séculos. Mas aquela não era uma terra qualquer, e sim, a Terra Mágica do Japão, onde criaturas e deuses mitológicos são encontrados a cada esquina, a cada montanha, a cada templo. Que mistérios e aventuras aguardam nossos heróis para salvar essa terra da escuridão e trazer a paz novamente a todos os seres mágicos que ali habitam?
06 maio 2021
5 Motivos para ler - A Terra Mágica de Euclides
Hoje trouxe para vocês os motivos que me chamaram atenção e do porque vocês deveriam dar uma chance para esse livro NACIONAL de FANTASIA, porque a história além de envolvente, tem uma trama muito boa que vocês precisam conhecer - Confira abaixo!!

1. Protagonista
Euclides não é um herói comum. Não é alto, forte ou popular e é isso que o torna único. Um garoto educado, que é viciado em ler e usa de seus conhecimentos para ajudar e estimular os amigos, vence diversas dificuldades próprias, como a timidez, amadurecendo e encorajando aos outros em momentos de terror, sem deixar se abater com pensamentos de desistência no caminho.2. Personagens Secundários
Não posso deixar de falar de Aziz e Zaira que são muito mais que personagens secundários, são essenciais para completude da jornada. Além disso, as habilidades, a ironia e o senso de humor de Aziz não passam despercebidos e fazem com que a leitura seja muito mais agradável, divertida e envolvente.
3. O Enredo
É um livro que desperta curiosidade e revelam conhecimentos da cultura japonesa. É interessante perceber as diferenças nas comidas típicas, no fuso horário, na forma de escrita, crenças, animais e objetos que são para eles sagrados. Além disso, o enredo é repleto de ação, aventura e, claro, a beleza da magia fantástica.
4. Ambientação
A ambientação, embora no mundo real do Japão, o cenário vigora um ambiente ora tenebroso, num período de trevas, com monstros e pássaros de papel que podem rasgar sua pele, mas ora é de uma beleza extravagante e misteriosa, cheia de deuses enormes e maravilhosos hotéis e palácios.
5. Escrita Carismática
A autora faz você imergir totalmente no mundo do Japão, aprender diversas expressões e cultura do país, gerando maior interculturalidade, que é cada vez mais comum na era digital e globalizada.
29 março 2021
Resenha - Sem Lógica Para o Amor

Annika é uma jovem que nunca conseguiu se encontrar no mundo e cada vez mais percebe que é muito “esquisita” para as outras pessoas. Muitos, com exceção de seus familiares e sua amiga Janice, sorriem dela e a ignoram. Por esse motivo, ela se isola do mundo e passa mais tempo a cuidar de animais como voluntária numa clínica veterinária, considerando gostar mais de animais que de pessoas.
Quando percebe seu deslocamento com o ambiente e desanimada com a faculdade, pede aos pais que venham lhe buscar para voltar para casa, é quando Annika é convidada a participar de um clube de xadrez, e como ela gostava de tudo que tinha mais “lógica”, coisas objetivas e concretas, acaba aceitando e tornando-se uma jogadora excelente, desistindo de ir embora.
Após alguns dias nesse clube, ela conhece Jonathan, um jovem que acabara de chegar à faculdade depois de passar por algumas situações difíceis e misteriosas de onde viera. Ambos acabam jogando algumas partidas de xadrez e Jonathan começa a investir, apaixonado, nesse relacionamento. Mesmo sem entender, de fato, as ações de Annika, Jonathan se apaixona por ela do jeito que é e ambos se envolvem profundamente. Contudo, numa noite juntos, Annika começa a sangrar e, muito desesperada, desmaia, parando no hospital.
Depois desse dia nada mais é igual entre eles e acabam se separando por 10 anos. Jonathan se muda para Nova Iorque, mas retorna 10 anos depois. Annika e Jonathan se reencontram, ela ainda solteira e trabalhando como bibliotecária, bem mais independente, e ele saindo de um divórcio conturbado e trabalhando a fim de conquistar uma promoção na empresa.
Dessa vez, Annika é quem está disposta a tudo por Jonathan e ele, embora com medo de ser deixado novamente, ainda nutre um amor intenso por Annika.
Com a motivação na terapia e ao lado de Jonathan, Annika faz um teste para identificar se possui o Espectro Autista, mas quando tudo parecia estar mais claro e melhorando para eles, Jonathan fica incomunicável, após a queda das torres gêmeas, deixando-nos cheio de dúvidas e nervosos quanto ao que virá acontecer, se ele estará vivo, se Annika conseguirá fazer algo e como isso tudo vai terminar, torcendo por um final feliz.

Sabe aquele livro que nem a sinopse ou resenha vai lhe dar a dimensão real da história? Apresento-lhes: “Sem lógica para o amor”, um romance que trata de reencontros e superação. Esse reencontro dá a oportunidade de um recomeço aos protagonistas, o que não dispensa a correção de alguns erros do passado e que, mesmo sendo ambos mais maduros agora, ainda terão que lidar com algumas lembranças dolorosas se quiserem enfrentar todos os obstáculos da vida juntos.
Essa história foi uma grande e agradável surpresa para mim, em especial, porque acreditava ser um romance adolescente, leve e descomplicado. Puro engano! Iniciei a leitura despretensiosamente e nas primeiras páginas comecei a acreditar que seria mais um romance “água com açúcar”, porque apresentava situações cotidianas, em que, na maioria das vezes, não conseguia compreender as atitudes da protagonista. Ela me deu uma grande lição!
“Permita-se embarcar nessa. Não deixe que uma experiência ruim a prive para sempre da felicidade de conhecer um cara legal.”
A narrativa intercala passado e presente, entre os primeiros anos de Annika e Jonathan como namorados e amantes e entre o ano do seu reencontro, o que deixa o leitor atônito (a) quanto aos motivos de não terem dado certo juntos, já que eram tão apaixonados um pelo outro. Até que, do meio para o meio - fim da trama, há uma enxurrada de informações que nos paralisam e faz tudo ter sentido. Fui tomada por um mix de emoções ao perceber as dificuldades de Annika e entender os motivos de existirem. Essas emoções são ainda mais fortes ao ver como Jonathan lida com as especificidades dela e com a vida de forma tão madura. Que mocinho incrível, humano e muito sensato, daqueles de se apaixonar à primeira leitura.
“Às vezes, é importante que as pessoas com quem nos preocupamos saibam que um único incidente não as define necessariamente.”
Ela é uma protagonista forte, embora limitada e sempre acompanhada por pessoas que lhe ama e ajuda. O mais duro é vê-la tentando se encaixar na sociedade, por diversas vezes se achando um erro ou uma esquisita que nunca fará nada direito. Essas situações me fizeram repensar na vida e na importância de nos aceitarmos. Muitas vezes, ela imita as atitudes das outras pessoas só para que acertasse e fosse vista como “normal”. Annika é aquela personagem em que temos a certeza de que não trairá seu amor, pois sua naturalidade e sinceridade extrema, ainda que às vezes dolorosa, faz dela ainda mais perfeita e única. É uma personagem completa e autêntica.
“Uma mulher é como um saquinho de chá; você nunca sabe quão forte é até que esteja na água quente.”
Já Jonathan é aquele mocinho inteligente, compreensivo e muito paciente. Ele não é perfeito, o que eu adorei, pois é mais real e palpável para o leitor. É um homem maduro para sua idade, mas entendemos os porquês no decorrer da leitura, quando nos deparamos com suas experiências desde a tenra idade.
Outra personagem muito importante na história é a melhor amiga de Annika, Janice, uma jovem descolada e equilibrada, uma pessoa maravilhosa e muito disposta, que ensina tudo sobre a vida à Annika, já que a mãe de Annika teve dificuldade em lidar com a síndrome da filha, em conjunto com a própria situação do pai. Os diálogos entre Janice e nossa protagonista são divertidíssimos e ajudam Annika a amadurecer muito até o final da obra. Essa amizade perdura da adolescência à fase adulta, dando um quê a mais para se apaixonar por Janice como uma personagem incrível e muito humana.


O desfecho traz diversas surpresas, tanto sobre os motivos de Annika e Jonathan terem se separado, quanto às conexões da história com um momento marcante em 2001. Além disso, alguns pontos se invertem, o que nos deixa nervosos, portanto, segurem os lencinhos, pois além de ter um final enérgico, deixando o leitor com o coração na mão até os últimos acontecimentos, deixa-nos também emocionados e satisfeitos com a superação de Annika e sua impetuosidade e coragem.
É uma leitura que nos faz repensar na vida, nos ensina a ser mais empáticos com os outros e aprender a lidar com nossas próprias limitações, a se aceitar, sem querer controlar tudo, o que, com efeito, é impossível. Além disso, compreendemos muito sobre a síndrome do espectro autista, algo tão novo e ainda misterioso para a ciência. Eu recomendo muito a leitura a todos, sem medo de errar!
“Não podemos parar de fingir por um momento e admitir que somos humanos? Que nem tudo que fazemos precisa ser feito para mostrar quanto damos duro todos os dias?”

Livro: Sem Lógica para o Amor
Cortesia: Editora Jangada
Número de páginas: páginas
Skoob
Onde comprar: AmazonAnnika e Jonathan se conhecem em uma partida de xadrez muito disputada no clube da Universidade de Illinois em 1991. Em meio a dificuldades de adaptação à vida independente após anos estudando em casa, Annika, apoia-se na colega de quarto para obter orientação sobre como se comportar em diversas situações da vida. Os dois confortos de Annika são jogar xadrez e ser voluntária na Clı́nica de Animais Silvestres. Jonathan, um estudante transferido de outra universidade, busca um recomeço após fazer escolhas equivocadas. Unidos pelas circunstâncias, os dois embarcam em um relacionamento, que termina de maneira abrupta. Em 2001, os dois se reencontram por acaso em um mercado de Chicago. Jonathan trabalha com finanças e é recém-divorciado. Annika, agora bibliotecária pública e mais hábil em situações sociais, está determinada a provar que o amor deles merece uma segunda chance. Entretanto, antes de reatarem, eles devem encarar a verdade sobre o motivo pelo qual o relacionamento deles se desfez.




