09 março 2018

Resenha - O Hobbit


Título: O Hobbit
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: WMF Martins Fontes
Páginas: 304
Onde comprar: Amazon / Submarino

Prelúdio de 'O Senhor dos Anéis', 'O Hobbit' conquistou sucesso imediato quando foi publicado em 1937. Vendeu milhões de cópias em todo o mundo e estabeleceu-se como um clássico moderno e um dos livros mais influentes de nossa geração. Bilbo Bolseiro é um hobbit que leva uma vida confortável e sem ambições. Mas seu contentamento é perturbado quando Gandalf, o mago, e uma companhia de anões batem à sua porta e levam-no para uma expedição. Eles têm um plano para roubar o tesouro guardado por Smaug, o Magnífico, um grande e perigoso dragão. Bilbo reluta muito em participar da aventura, mas acaba surpreendendo até a si mesmo com sua esperteza e sua habilidade como ladrão!Tradução de Lenita Maria Rímoli Esteves.



O Hobbit acompanha a história de Bilbo Bolseiro que adora passar o dia fazendo várias refeições além das essenciais. Numa manhã ensolarada enquanto solta anéis de fumaça de seu cachimbo ele cumprimenta um senhor misterioso que se apresenta como Gandalf, o mago.

 Gandalf era amigo de seu avô - o Velho Tûk - mas já havia anos que não se via o mago nas terras da Colina. Incomodado pela conversa do senhor que está à procura de membros para uma aventura, Bilbo convida-o para tomar uma xícara de chá afim de se livrar de sua presença mas sem ser grosseiro. Mal sabe que irá amaldiçoar essa sua atitude por um bom tempo e que se pudesse voltar no tempo e ser mal-educado para garantir a sua tranquilidade ele seria.


No dia seguinte, treze anões - um por vez - batem à porta da toca do hobbit e se apresentam brevemente. Mas Bilbo só está esperando pelo mago e como não é de seu feitio ser grosseiro convida cada um para se sentar em sua cozinha e comer de sua comida só que a medida que os minutos passam ele sente um tremendo desconforto principalmente por estarem o tratando como um serviçal chegando até a cozinhar para os anões abusados.

 Quando chega Gandalf o nosso hobbit se vê refém de a uma aventura que nunca desejou mas que por sua parcela de valentia tûk está disposto a participar para provar aos anões que é um Bolseiro de coragem: eles terão que enfrentar o dragão Smaug que repousa há décadas na Montanha, lar dos anões.

"Nunca se ri de dragões vivos, Bilbo, seu tolo!"

 A cada capítulo vemos a alegria do nosso protagonista definhar e o seu desejo de voltar para sua toca no topo da Colina e tomar uma bela xícara de chá, ou comer um bolo aos pés de sua lareira, crescer.

Quero deixá-los cientes que essa aventura não é bela de acompanhar. Enquanto li temi bastante pelo nosso pequeno hobbit. Afinal, ele nunca foi tão longe de sua casa, nunca enfrentou orcs, nunca viu lobos tão grandes ou muito menos pegou em armas para salvar a própria vida e de outros treze anões ainda por cima.


A viagem é extremamente longa tendo que nossos viajantes alterar o percurso várias vezes para sobreviver aos perigosos que vão se apresentam e que como sabemos fogem de nosso controle mesmo que seja tudo planejado.

Tolkien tem um desenvolvimento cronológico impressionante. Nos momentos em que pensei ter tropeçado num furo no enredo lá vinha o autor me revelar mais a frente a sua carta na mangá. Ou seja, era tudo armadilha! Tudo é explicado e nada foge desse contador de histórias que ouso proclamar sem questionar que é o rei da literatura fantástica e que merece sempre ser lembrado e tido como inspiração literária para sempre.

Os anões dessa aventura suicida para enfrentar um dragão tem personalidades fortes, mas que raras vezes se chocam e geram atrito. Infelizmente, muitas de suas atitudes me causaram decepção e frustração principalmente por usarem o Bolseiro como escudo e batedor fazendo o pequeno arriscar a sua vida em várias passagens. Quero lembrá-los que Bilbo é o mais frágil fisicamente da companhia.


Ao meu ver, a obra possuí mais de um clímax que se traduz nas várias batalhas que os anões, mago e o hobbit enfrentam pelo caminho. Isso acaba influenciando na perda da grande expectativa pelo fim do enredo que quando apresentou não me surpreendeu e nem trouxe temor.

"O que eu tenho no bolso? - ele disse em voz alta."

Diferente do que vi na adaptação cinematográfica desse enredo - sim, sou um dos que viu primeiro o filme - Bilbo não sucumbe pelo anel que encontra, nem a menção a isso. Ele somente o usa nos momentos para salvar a própria pele ou para tirar todos de enrascadas e nenhum mal é apresentado pela utilização desse objeto que também, para minha surpresa, demonstra ter nenhuma importância para a história da Terra Média.

Uma característica narrativa que percebi do autor e que me despertou interesse foi ele apresentar a cena e ao transmitir o pensamento do personagem dizer que mais a frente “tal coisa iria acontecer ou ele iria se arrepender” fazendo-nos questionar se ele sabia qual direção o seu enredo iria tomar desde o princípio ou simplesmente teve trabalho minucioso de revisão.

A edição possuí pouco mais de trezentas páginas que voam e você fica com aquele nó na garganta ao concluir a leitura, mas sorri porque irá rever alguns dos personagens na trilogia de O Senhor dos Anéis.

Não me arrisco a botar minha mão no fogo para afirmar que Tolkien tem uma escrita fluída pois parte de mim acredita que a edição brasileira tem uma excelência na tradução. Agora afirmo que o autor soube tecer bem o seu enredo, as mitologias que criou e detalhou, as linguagens faladas e escritas que desenvolveu e os personagens que deu vida. Viajo pensando se ele sabia o quão promissor mundo ele criou logo no início de tudo.


Com narrador-onisciente, a edição física possui páginas amareladas, capítulos relativamente curtos e escassas ilustrações feitas pelo autor. Infelizmente, o tamanho das letras e espaçamento entre as linhas é pequena trazendo grande desconforto aos olhos.

Se você é um leitor que está começando a se aventurar no gênero literário da fantasia te aconselho a ler primeiramente O Hobbit.


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9 comentários:

  1. Por mais que eu tenha tido experiencias boas com genero fantasia, tenho ainda muito receio em lê-los, eles acabam ficando sempre pra trás na minha lista. Assim como Senhor do Aneis, HP o Hobbit é super bem comentado. Com muita aventura o livro deve ser super envolvente mas o que me dá medo é a riqueza de detalhes descritos em livros assim e como uma tipica pessoa com deficit de atenção isso faz com que eu me perca valendo na leitura, Por isso ainda nao me animei ler HP, enfim, como o tempo noto progressos nas minhas leituras até o ponto de eu ler livros assim e nao surtar com tantos detalhes.

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  2. Este sim merece estar entre os grandes livros. Não só para quem já se iniciou no gênero, mas também para aqueles que estão começando. Não dá para falar em fantasia, sem ter lido O Hobbit!
    Li o livro já tem um bom tempo, uma amiga comprou e me emprestou. Mas juro que ainda vou ter o meu exemplar. Pois esta é uma história que precisa ser lida e relida!
    Beijo e parabéns por trazer algo tão grandioso!

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  3. Oi Bruno.
    Eu só vi os filmes do Senhor dos anéis, mas ainda não vi os filmes do Hobbit.
    Gosto muito do gênero fantasia, mas não tenho vontade de ler os livros de Tolkien.
    Mas deve ser uma história bem completa, com personagens, aventuras e cenários maravilhosos.
    Beijos

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  4. Oi Bruno!
    Esse livro está nos meus desejados desde que li uma resenha dle há algum tempo já, ainda não tive a chance de ler mas tenho mta vontade, sou fã do gênero, e ainda mais da história, espero um dia conseguir ler e me aventurar com a leitura.
    Bjs!

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  5. Eu não sabia da existência desse livro, que legal saber que o filme é baseado nele. Adoreeeei as fotos também é a resenha. Até eu quero um exemplar de O Hobbit hehe.

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  6. Oi Bruno!
    Nunca li o Hobbit, pois apesar de admirar demais o autor (porque fantasia sem falar do Tolkien nem é gênero) e amar os filmes (tanto do Hobbit quanto os do Senhor dos Anéis) eu tenho um pouco de receio de ler por ter achado a escrita do autor em Senhor dos Anéis um pouco cansativa (mas ainda é mto bem descrita, dá pra imaginar o universo todo só lendo). Hoje posso ter uma visão diferente por ter lido faz muito tempo, e também já ouvi falar que o Hobbit é um pouco diferente então quem sabe um dia não pego pra ler pra comparar algumas coisas diferentes como as que você citou.
    Bjs

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  7. Bruno!
    Sou fã do Tolkien porque acho a criatividade dele em seus livros, excepcional. Ele consegue fazer com que o leitor viva o suspense e as aventuras de seus personagens fantásticos muito bem construídos.
    Sou fã do Bilbo, a 'dupla' personalidade dele é única.
    Amo os mapas, as descrições dos ambientes e a ideia transmitida pelo autor.
    Já tive oportunidade de ler e de assistir o filme.
    “Os lírios não bastam. As leis não nascem das flores. Meu nome é luta, e escreve-se na história.” (Luciana Maria Tico-tico)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MARÇO: 3 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  8. Oi bruno!
    Ano passado decidi ler o hobbit, devido ao meu já existente e consolidado fascínio com o mundo criado pelo autor. Não sei, na minha visão, se eu diria que ele é O melhor da literatura fantástica, mas com toda a certeza é uma grande inspiração, inclusive pro George Martin (se eu nao me engano ele mesmo disse isso em uma entrevista), pelo qual eu tenho uma admiração sem tamanho. Talvez "as crônicas de gelo e fogo" tenham me atraído com mais rapidez por demonstrar com mais intensidade as intrigas políticas do mundo medieval. Confesso que assisti as 4 adaptações existentes antes de tomar a decisão de comprar todos os livros de Tolkien (os filmes sao magníficos). Esse ano eu termino minha meta e leio todos, mesmo tendo o obstáculo de estarem na versão em inglês!

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  9. Olá! Acho que um dos grandes problemas dos livros do Tolkien pela Martins Fontes é a diagramação e o tamanho da fonte. É extremamente cansativo ler assim. Mas só li o primeiro livro do Senhor dos Anéis e nunca peguei no Hobbit. Gosto, mas não me sinto tão atraída assim pela Terra Média. Um dia, quem sabe, eu pego para ler.
    Beijos.

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