24 setembro 2015

Resenha - A menina que semeava





Chris Astor é um homem de seus quarenta e poucos anos que está passando pelo mais difícil trecho de sua vida. Ele tem uma filha, Becky, de 14 anos, que já passou imensas dificuldades até chegar a se tornar uma moça vibrante e alegre, mas que parece que terá que enfrentar mais um grande problema em sua vida.
Quando Becky era pequena e teve câncer, Chris e ela inventaram um conto de fadas, uma fantasia infantil que adquiriu vida e tornou-se um terrível, provavelmente fatal, problema.
Agora, Chris, Becky e Miea (a jovem rainha da fantasia criada por pai e filha) terão que desvendar um segredo: o segredo de por que seus mundos de fantasia e realidade se juntaram neste momento. O segredo para o propósito disso tudo. O segredo para o futuro. É um segredo que, se descoberto, irá redefinir a mente de todos eles.A menina que semeava é um romance de esforço e esperança, invenção e redescoberta. Ele pode muito bem levá-lo a algum lugar que você nunca imaginou que existisse.
Uma fantasia que trabalha assuntos densos como a separação dos pais, oncologia infantil, separação de filha e pai, adolescência. A menina que semeava não é um livro sobre adolescentes comuns. É sobre uma que se deparou prematuramente com a ameaça do fim e teve de tentar aprender a lidar com ele.

Livro: A menina que semeava 
416 páginas || Skoob || Editora: Novo Conceito || OndeComprar









Becky passou por muita coisa antes de chegar aos seus 14 anos. Ela teve leucemia quando era pequena, além disso, seus pais se separaram e a relação muito próxima que ela tinha com Chris, o pai, foi se desfazendo aos poucos. Anos depois de estar clinicamente curada, a doença volta ainda mais forte e todos terão que aprender a conviver e a superar essa nova fase.

Quando Becky ficou doente pela primeira vez, ela e o pai criaram um reino de fantasia onde a garota era livre do câncer. Juntos, os dois inventaram todo um universo, com plantas e animais diferentes, além de uma família de governantes.


Quando os pais da garota se separaram, tudo isso ficou para trás e Becky nunca mais quis visitar Tamarisk, até que sua doença volta e ela decide se reaproximar do pai. A garota revisita o reino de sua infância, de uma forma que nunca tinha acontecido, vê que ele também passa por graves problemas e decide tentar ajudar o lugar que criou.

“A menina que semeava” é uma mistura de romance juvenil e fantasia que parece simples, mas na verdade vai além da história de uma garota e de um reino fantástico, também trata de dramas familiares e da aceitação de uma doença.''
"Eles precisavam superar a dor. Precisavam superar o sofrimento. Precisavam abraçar a essência."

O reino de Tamarisk começou como uma forma de distrair uma menina doente, mas aos poucos criou proporções tão grandes que no momento em que pai e filha param de criar histórias elas continuam acontecendo sozinhas. Como assim? O reino que era só imaginário virou um lugar real, governado pela princesa Miea e que passa por sérias dificuldades por conta de uma praga que está destruindo toda a vegetação.

Quando, sem querer, Becky vai parar nesse reino, ela e a princesa ficam amigas e ambas acreditam que só a garota e seu pai, que criaram o lugar, poderiam salvá-lo. Para que isso aconteça, porém, Becky teria que se reaproximar do pai e se manter forte apesar da volta do câncer, para salvar Tamarisk.

O autor conseguiu trabalhar muito bem com essa mudança de universo que aconteceu diversas vezes durante a história. Os conflitos do mundo real e de Tamarisk foram bem explicados e o reino criado por Becky teve várias descrições, eu consegui visualizar as paisagens e os animais tão diferentes que vivem lá.

A relação entre pai e filha também chamou a atenção. Chris é o tipo de personagem capaz de encantar qualquer leitor. Ele ama a filha mais que tudo e só quer o melhor para ela, mesmo que para isso seja necessário mergulhar em uma aventura que parece impossível. Os momentos dele com a garota são os mais emocionantes do enredo.


“Não importava que muitas promessas não fossem realizadas. O que importava era que a esperança continuasse a existir.”

Becky é uma adolescente comum, com atitudes e sentimentos bem reais. Depois que descobre que está doente ela demonstra o quanto é forte e foi a partir daí que eu comecei a gostar da personagem. Mesmo assim, como a narrativa é em terceira pessoa, eu não tive muita identificação com ela, não há como saber exatamente quais são seus sentimentos.

Os personagens foram bem construídos e o enredo chama a atenção, mas eu não consegui me envolver com a história como acontece em outros livros. A ideia para o desfecho foi muito boa, mas infelizmente os últimos capítulos foram corridos demais, faltaram explicações para alguns pontos muito importantes da história.No início a narrativa do autor é um pouco arrastada, mas depois da primeira visita à Tamarisk ela se torna bem fluida, até o final que, ao menos para mim, foi um tanto inconclusivo...

Não tenho o que reclamar da diagramação, a capa é bonita e combina com a história, as páginas são simples, mas amareladas e a fonte tem um tamanho bom. O trabalho de revisão está impecável.


18 comentários:

  1. Que pena que a trama não é tão envolvente, achei a história muito bonitinha, apesar do presente drama.
    Parabéns pela resenha muito bem elaborada, beijos!
    estantedorefugio.blogspot.com

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  2. Não consigo entender esse livro. Lembra muito Coração de Tinta mas ao mesmo tempo, não tanto assim.
    A capa é realmente muito bonita e chama atenção.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  3. Oi, eve.
    Já tinha ouvido falar no livro e nunca tinha me interessado, mas a sua resenha e o meu recente gosto por coisas fantásticas deixou tudo parecendo bem interessante, a única coisa que me desanimou foi o que você comentou sobre o final ser corrido.
    De qualquer forma, vou colocar na listinha dos desejados para ler.
    Ótima resenha!

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  4. Oiee ^^
    Gostei bastante desse livro quando o li, mas achei o final dele um pouco estranho *-* até agora não me conformei...haha' concordo que os capítulos finais ficaram um pouco corridos, parece que o autor estava com pressa *-* mas a história é muito bonita ♥
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  5. Olá
    Eu achei a premissa tão bacana, mas não adianta nada tem um começo e o desenvolvimento bom e pecar no fim, mas mesmo assim quero ler ele, só não sei quando, gostei da resenha.
    Bjss

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  6. Olá,

    Confesso que estou louca para começar a ler esse livro.
    Me apaixonei pela capa dele e tenho em ebook.

    Beijos

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  7. Oie! Achei a capa e a premissa do livro muito bacanas, mas ao decorrer da leitura da resenha, confesso que dei uma desanimadinha. rs Adorei a resenha!

    Beijos,
    Dai | www.cheirodelivronacional.com.br

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  8. Oii Eve, sou louca por essa capa e por esse livro em si. Está na minha lista há tempos, mas sempre passo outros na frente, não sei o que acontece. Socorro!

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  9. Oi! Não sou muito fã de livros escritos em terceira pessoa, meio que me cansa.
    O tema desse livro me pareceu meio complicado, mais tem a capa linda. Isso realmente chamou minha atenção, gosto de pensar quando paro e sempre olho a capa. Interessante e gostei da resenha.
    Mila-Scraplivros

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  10. Olá,
    Não conhecia o livro e sua resenha também não despertou nada em mim!
    Prefiro dar chance a outra obra!

    Beijos,
    Karine

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  11. Oi, Tudo bem?
    Adorei a resenha e apesar de alguns pontos negativos citados, eu mantenho o interesse que eu ja tinha por esse livro!

    Beijos
    mundoemcartas.blogspot.com.br

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  12. Eve para te falar a verdade eu gostei bastante da sua resenha.
    Eu sinceramente fiquei bastante interessada em ler o livro apesar de você ter dado 3 estrelas.
    Pensei até que você iria dar mais, porque você desenvolveu tão bem que depois entendi por conta dos pontos negativos. Mas as vezes é por conta do momento que você lê certos livros. Enfim...Espero poder ler assim que puder, porque me parece ser uma estória muito boa e já faz um bom tempo que tenho ele na minha estante. Mas com isso das editoras não tenho nem tempo rs

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  13. Bom, estava tudo lindo, a história da personagem, sua relação com o pai, desafios da doença, as dores e os problemas.
    A resenha está de parabéns, aliás.
    Li até a sinopse (coisa que nunca faço), mas, sei lá. Meio que eu achei que a qualquer momento a Sophie iria chegar a tamarisk chamando o lugar de tirulandia e expulsaria a protagonista de lá. Calma, se você não entendeu nada, eu explico, a premissa do reino é exatamente a mesma de "O Reino das vozes que não se calam".
    Ficou muito parecido!
    Morri de vontade de ler, mas, não sei se leria, essa questão pode me fazer me arrastar ou abandonar o livro...
    Bjs
    Tay do let it shine

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  14. Olá,
    achei a premissa desse livro bem bonita, penso que numa situação como essa de doença grave os pais fazem de tudo para tentar amenizar. Adoro fantasia, com certeza amaria esse livro. Ótima resenha, bjus!!!
    http://lendoaestante.blogspot.com.br/

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  15. Olá
    A premissa parece ser muito boa, mas no momento eu não leria.
    No entanto irei adicionar a lista, nunca se sabe!
    Adorei a resenha
    Beijos

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  16. Oi Eve, sua linda, tudo bem
    Que pena que o final ficou sem explicação e em algumas parte da história, a narrativa se arrasta. Mas o relacionamento do pai com a filha é lindo, acho que leria o livro só por causa disso. E esse mundo que ele criou para a filha, deve estar rico de mensagens de esperança, pelo o que eu entendi, de força e de amor. Gostei muito da sua resenha.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  17. Olá! Achei a capa linda, mas não tenho vontade de ler... Mas achei legal que o autor focou na relação entre pai e filha, deve ter ficado bem bonita essa parte. Beijos!

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  18. Oi, esse livro é super interessante! Curti muito. Agora veio uma dúvida: será que esse mundo que pra a menina torna-se realidade, é uma fuga dela por causas dos problemas familiares? A premissa do livro é muito bacana e leria facilmente. Curtir bastante!

    http://porredelivros.blogspot.com

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