27 setembro 2018

Resenha - Honey


Livro: Honey
Autora: Kristen Ashley
Cortesia: Universo dos Livros
Páginas: 512
Onde Comprar: Saraiva / Amazon

Emocionante e sedutor, Honey é o primeiro livro de uma nova série sensacional da autora best-seller Kristen Ashley. Entre em um mundo decadente e sensual no qual machos alfa maravilhosos são escravos de prazer comprometidos a realizar os desejos de uma mulher. No clube de elite Bee’s Honey, nenhum limite é deixado de testar, e os desejos mais sombrios de alguém se tornam uma realidade sensual. Olivier não tem certeza de onde se meteu quando se associa ao clube Honey, só que uma parte obscura dele deseja o estilo de vida oferecido por esse clube exclusivo e secreto. Quando Amélie convida Olivier a se render, ela o incentiva a explorar seus desejos mais profundos como um submisso. Conforme eles se tornam mais íntimos e se veem se apaixonando mais do que imaginaram, a verdade sobre o passado de Olivier pode ameaçar o relacionamento que ambos desejam.



Honey foi uma leitura que me tirou da zona de conforto. O BDSM ainda é um tema que não me aprofundei no erótico, fora o tão famigerado Cinquenta Tons de Cinzas, por isso foi surpresa encontrar informações relevantes e interessantes sobre o mesmo, como exemplo ser denominado um estilo de vida.

Amélie é associada do clube Bee's Honey, um local de elite BDSM onde só pessoas exclusivas possuem acesso. Com 33 anos, rica e sendo uma dominatrix, ela possui fama e renome que a torna bastante exigente nas escolhas do parceiro, ainda mais que agora se sente sozinha e vazia. Achando que não encontrará ninguém a altura do que almeja, em uma rápida analisada no ambiente do clube, ela acaba encontra Olivier. Tendo uma reação instantânea, Amélie anseia que ele consiga aguentar o que ela propõe e que talvez seja aquele alguém que está procurando.


Olivier Hawkes, entrou no Bee's Honey atrás de alguma coisa que ainda não entendia bem. Sempre atiçado por esse mundo BDSM, ele se encontra em um dilema interno entre aceitar ser submisso e conviver com a masculinidade que a sociedade impõe. Quando seu olhar se cruza com o da Amélie, ele sente que precisa tentar, que precisa conhecer esse universo mais a fundo. Os dois se verão em um caminho em que tentar ter um relacionamento pode acabar desagradando outras pessoas. Eles serão capaz de realmente ter um relacionamento? E Olivier, será capaz de aceitar tudo que Amélie pede?

O que mais me surpreendeu na escrita da Kristen Ashley foi o quanto ela passa veracidade na sua escrita. Nos aprofundamos em um assunto que de certa forma parece ser tabu para uma parcela de pessoas, de forma absortiva durante o desenvolvimento. Ela não coloca nota de rodapé para explicar tal informação inserida e/ou para o enredo ao explicar. Simplesmente é inserido durante a trama de forma que o leitor capta o conhecimento lendo, sendo fundamental para tornar as 500 páginas fluidas. Não cansa e te deixa aguçado para qual elemento novo você conhecerá.

"Mas ele poderia ser champanhe. Poderia ser bourbon. Poderia, surpreendentemente, ser conhaque ou vinho do Porto. O principal era que ela mantivesse suas expectativas baixas para que não ficasse devastada quando ele não se mostrasse um whisky do topo da prateleira." pág. 34

Outro ponto importante e talvez seja o maior destaque do exemplar, é a inversão de papéis do que vemos em diversas obras no mercado literário: temos um homem submisso e uma mulher dominante. Não somente dominante no papel sexual, mas em postura, em estilo, em personalidade. Podendo considerá-la empoderada, Amélie é uma mistura de poder e fragilidade. Tem suas situações onde se impõe e aparece, além de cenas em que sua fragilidade e fraqueza são aparente, tornando-a muito humana e aproximando-a do leitor. E também não para menos, Olivier que quando descrito fisicamente nos dá a impressão de ser alfa, tem outras características. A química dos dois é explosiva.

Por ser erótico, é repleto de cenas de sexo que creio que complementaram o enredo. Vemos bastantes reflexões sobre do que eles abrem mão ao seguir esse estilo de vida, do que nossa sociedade considera como "normal" e "aceitável" sendo que na realidade o que as pessoas realizam em suas casas com seus parceiros não diz a respeito a mais ninguém. E não somente. A pessoa optar por um índole diferente da sua, não faz ela ser fria, não a faz se apaixonar menos por outra pessoa ou ser um ET — fica claro quando vemos Amélie desejando ter uma vida com casamento e filhos, o qual é total seu direito e não a torna diferente. Vale analisar o que este tipo de escolha traz, e Honey tem desses questionamentos plausíveis.


Confesso que inicialmente achei que iria ficar perdida pois são diversas denominações, termos próprios, além de trazer em cenas objetos/posições que não são do meu conhecimento. E não ocorreu. Fazendo uma pesquisa própria para realmente me inteirar com o conteúdo, consegui me destravar. Como falei anteriormente, é algo peculiar de um universo. Não estranhe se inicialmente ficar confuso ou achar ele lento, aos poucos ao ser aproximar do meio a leitura andará.

E não deixa de ser romance. Encontraremos  todo os percalços até os dois se encontrarem, dos problemas que podem separá-los, entenderem que o que sentem é amor e  vai além da atração física. Inicialmente dá a entender que teria um romance abrupto, entretanto dentro do contexto que ele e encontra é acertado. Iremos entender que no início o que houve não foi amor, e sim uma forte atração física que crescerá para um amor.

De uma forma geral, indico Honey para aqueles que possuem a mente aberta, para aqueles que querem sair da zona de conforto e entender um pouco mais sobre BDSM. A sociedade impõe opiniões sobre os tipos de sexos e sobre qual é o papel do homem e da mulher na relação, e a quebra total do esteriótipo aqui é interessantíssimo.

"E ela sabia que, desta vez, era ela quem estava acabada. Todos os fatos estavam sugerindo que Olivier era o cara certo, mesmo se ele não concordasse. E a última parte a aterrorizava." pág. 213

Um adendo importante é que por fazer parte de uma série, temos personagens secundários aparecendo a todo instante, sendo ótimo porque nos antena para os próximos pares, além de funcionar perfeitamente como um plano de fundo pois a amizade deles é perceptível.

Na parte física, a capa confesso não achar nada demais, sendo comum e "padrão" de romances eróticos. A diagramação é simples, espaçada, com detalhes nos inícios de capítulos, e não encontrei nenhum erro de revisão ou ortográfico. A narrativa é feita em terceira pessoa pelos dois pontos de vistas. Espero que tenham gostado!

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11 comentários:

  1. Oi, Caroline,

    O mais interessante e que chama atenção é ver essa entrega do personagem, em acompanhar esse processo progredido. O diferencial que a autora nos passa, não deixa de ser envolvente.

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  2. Oi Caroline.
    De BSDM li apenas Cinquenta tons de cinza e depois não tive mais vontade de ler livros do gênero.
    Esse livro parece ser interessante pela inversão dos papeis de quem é dominante e submisso e por trazer algumas informações sobre esse mundo para aqueles que não conhecem.
    Não sei se irei ler, mas não rejeito a ideia da leitura logo de cara.
    Beijos

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  3. Caroline, olá !
    Eu fiquei impressionada com a resenha, nunca li nada a respeito nem mesmo Cinquenta tons.Admito o preconceito, mas também assumo a curiosidade depois dessa resenha. Acho que o livro se torna interessante porque os dois tem interesses diferentes, ele procura entender essa questão de ser submisso e ao mesmo tempo não prejudicar a sua masculinidade enquanto ela procura alguém que a preencha em todos os quesitos. Pelo jeito A coisa pega fogo mesmo. Interessante mesmo ver os papéis trocados,geralmente a mulher é A submissa e o homem é o poderoso detentor de todos os desejos e vontades. Bom pra sentir a diferença. Eu nunca li, mas fiquei com vontade, E curiosa pra saber as outras características de Olivier, E se Amelie vai realizar todos seus desejos e sonhos. Um livro que pra mim seria desafiador.
    A

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  4. O fatídico Cinquenta Tons não mostrou praticamente nada de BDSM e dizem os mais entendidos que aquilo foi uma heresia do caramba!
    Eu lia muito sobre o assunto(quando tinha mais tempo),hoje em dia, até a literatura anda bem falha no sentido de trazer bons livros sobre o tema.
    Confesso que não sabia da existência deste livro e estou aqui já muito curiosa em relação ao enredo, por trazer não somente o erotismo,mas também o romance, que eu praticamente adoro!
    E sim, temos a mente aberta e queremos demais, ler já este livro!!
    Vai para a lista de desejados com certeza.
    Beijo

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  5. Eu não conhecia o livro. O gênero não é um dos meus preferidos, mais pela repetição de determinadas fórmulas e falta de criatividade de muitos livros que vejo. Parece que esse buscou um caminho pelo menos diferente colocando uma mulher em posição de controle, que foge do óbvio. Boa dica.

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  6. Devo admitir que gosto de ler um romance hot as vezes, mas não gostou muitos quando tem BDSM, não que tenha lido muitos sobre esse assunto além de 50 tons e Toda Sua que tenta entrar nesse mundo mas devo admitir que achei o livro muito forçado e com muito drama. Em geral livro hot tem bastante que o mocinho é um cara rico, cheio de traumas e sem mais nem menos se apaixona pela mocinha por isso tenho tentado ler uns romances adultos sem que tenha um empresário ou CEO, e foi isso que achei interessante nesse livro, a inversão de papéis onde a mocinha é a dominadora e parece que toma mais as "rédeas" da situação, me deixou interessada em dar uma chance pra esse ponto de vista diferente e ver se foge das histórias que já li. Se eu ler mesmo volto aqui para dar minha opinião.

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  7. Oi Caroline, tudo bem?
    Não me interessei muito pelo livro porque não gosto do gênero,as fico feliz que a autora tenha feito um trabalho tão bom em escrever as cenas e os personagens de forma tão real como fez. Os fãs que irão gostar.
    Beijos

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  8. Olá! Olha sou até suspeita quando o assunto é a minha Diva Kristen Ashley, eu sou completamente apaixonada pela escrita dela, a mulher consegue contar suas histórias de maneira única e a forma como os personagens se conectam com outras histórias, é simplesmente delicioso acompanhar todo esse desenrolar, por isso indico seus livros para todo mundo. No entanto, ainda não tive oportunidade de acompanhar essa história, mas o livro já está aqui na minha estante e depois dessa resenha não tem como não passar ele na frente dos outros (risos). Ahhh e um parênteses fiquei apaixonada nesse marcador, aproveitando que o dia das crianças está chegando ia amar ganhar um (#nãoresisti).

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  9. Oi, Caroline!
    Achei bem diferente o protagonista masculina ser o submisso na história em vez da protagonista feminina, nunca tinha visto um livro com essa inversão de papéis... Mas sinceramente eu não curto livros que se passam no universo do BDSM e não fiquei curiosa para conhecer o romance entre Amélie e Oliver, por isso eu não leria Honey. Abraços!

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  10. Achei a sinopse meio confusa porém a resenha me ajudou a entender melhor do que se tratava. O que achei interessante é o fato de o livro realmente tirar a gente da nossa zona de conforto, mostrando um tema não tão explorado (pelo menos por mim) de uma maneira inusitada.

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  11. Oi Caroline!
    Eu amo esse gênero, ainda não conhecia esse livro, parece ser bacana.
    Confesso que alguns livros do gênero têm me deixado enjoada de ler, caem mto no clichê, não q eu não curta, mas é pq vão ficando mtos parecidos...
    Eu qro ler este pra conhecer, quem sabe a leitura deste seja diferente dos que já li...
    Bjs!

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