26 outubro 2016

Observatório Literário #2 - Quando o Pesadelo se Torna Real


Quem aqui não gosta de filme de terror? Muitas pessoas não conseguem assisti-los, ao mesmo tempo em que várias adoram a adrenalina envolvida com o tema. Pra mim, livro e filme de terror são um divertimento, até eu descobrir que foram baseados por crimes reais. Aí a história muda. Saber que aquilo aconteceu de verdade, ou que algo parecido aconteceu, me arrepia até a alma, e, por isso, eu desenvolvi uma certa fixação em estudar sobre assassinos seriais. Sério? Assassinos seriais? Sim! Adoro saber sobre a vida deles, os traumas que passaram e os crimes que cometeram, tal como o modus operandi, a assinatura e o paradeiro de cada um deles.

Imagem retirada do F5 - Uol
Na literatura você encontra vários livros sobre esse tema, alguns tíitulos internacionais que foram traduzidos e outros nacionais. Já li quase todos, e vou destacar aqui alguns dos casos que me chamaram mais atenção, além dos livros e/ou filmes que foram baseados nessas histórias mais que macabras.

O primeiro assassino que me chamou atenção foi o Francisco da Costa Rocha, mais conhecido como Chico Picadinho. Lembro de tê-lo visto pela primeira vez em um noticiário, e fiquei fascinada por saber que ele era muito inteligente e um leitor voraz (mesmo na cadeia). Apesar de ser um dos casos mais famosos no Brasil, ele fez apenas duas vítimas. Ficou famoso, pois, ao matar as vítimas (ambas prostitutas), as esquartejava e tentava esconder dentro de malas ou sacos. Ele foi preso após seu primeiro crime e, ao ser liberado por bom comportamento, voltou às ruas e repetiu o ato, sendo preso uma segunda vez. Nos dias atuais ele se encontra no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico em Taubaté. Sua pena já caducou há tempos, e ele continua brigando com a justiça para ser liberado, porém, por ser considerado extremamente perigoso, tem seus recursos sempre negados... ainda bem!







Imagem retirada da internet
Depois de conhecer a história de Chico Picadinho e no auge do caso do Maníaco do Parque, fiquei intrigada e li a primeira edição dos livros da Ilana Casoy, Serial Killer: Louco ou Cruel e Serial Killers Made in Brazil. Na época, fiquei fascinada com o caso do Ted Bundy, um assassino em série que agiu nos Estados Unidos. Tal como o Chico Picadinho, Ted era inteligente, tanto que era advogado e professor de uma universidade americana. Era bonito, charmoso e possuía uma lábia bem efetiva. Grande maioria de suas vítimas eram alunas da universidade em que lecionava, e, mesmo sendo declarado culpado pelo assassinato de 35 mulheres, sabe-se que esse número pode ser ainda maior, já que ele nunca teve certeza da quantidade de suas vítimas. Ele agiu entre 1974 e 1978 em pelo menos seis estados do país, e, antes de ser definitivamente preso, fugiu duas vezes da prisão. Dispensou os advogados e fez sua própria defesa, sendo declarado culpado e sentenciado à pena de morte na cadeira elétrica. Seu caso serviu de inspiração para vários filmes, incluindo o aclamado O Silêncio dos Inocentes.

Imagem retirada da internet
Um outro assassino que vale a pena ser citado é Charles Manson. Ele é muito famoso e, fora as inúmeras referências musicais e cinematográficas, serviu de inspiração para o nome do cantor Marilyn Manson. Confesso que eu não entendia o furor que ele particularmente causou. Quando comparado a outros que agiam na surdina, ele não teve tantas vítimas e nem as mortes foram tão chocantes assim (não tanto quanto os atos macabros de Jeffrey Dahmer, Andrei Chikatilo, Ed Gein e o brasileiro Pedrinho Matador - casos muitíssimo interessantes, mas que não vou explicitar por aqui). Mas então, quem foi Manson e o que ele fez de tão ruim? Para quem não sabe, Charles Manson teve uma infância pra lá de traumática e viveu em vários reformatórios. Ele acreditava ser uma reincarnação e criou uma seita na qual era o líder. Por incrível que pareça, várias pessoas se tornaram seus discípulos e faziam o que ele julgava ser o certo. E aí, pessoal, é que está o grande perigo relacionado ao Charles Manson. Ele tinha poder em cima de seus seguidores, e através de sua lábia e seu discurso, ele os influenciou a organizar e cometer alguns crimes. Assim, o grupo invadiu casas e matou pessoas de forma fria e calculada, deixando, inclusive, mensagens escritas a sangue nas paredes. Uma das vítimas foi uma atriz grávida que era casada com um diretor conceituado. Manson foi preso junto a outras quatro pessoas, e conseguiu provar não ter participado de nenhum dos crimes, entretanto, ele influenciou diretamente a ocorrência desses. Manson continua preso até os dias atuais.

Não vou me estender mais no assunto, mas garanto que existem muitos outros casos que vão te dar calafrios. Gostou e quer saber um pouco mais sobre casos reais? Você encontra alguns livros especializados no assunto, tais como:


Arquivos Serial Killers Ilana Casoy
A nova edição chega em um box, com o cuidado quase psicopata já conhecido da editora. Além do box, que inclui os dois títulos, os livros serão vendidos separadamente. Tudo para atender aos nossos exigentes leitores e para deixar a edição à altura da nossa primeira autora nacional. Ilana Casoy é autoridade no que diz respeito a mentes criminosas e resolução de crimes no Brasil. Para escrever seu primeiro livro, a escritora mergulhou em arquivos da polícia e da Justiça, do FBI e da Scotland Yard, além de ter feito extensas pesquisas em livros e artigos de jornais e revistas para compor um inquietante roteiro de como, por que razão e com que métodos os serial killers agem. Perturbador e por muitas vezes comovente, o relato de Casoy, escrito depois de rigorosa pesquisa em diversas fontes, nos apresenta histórias que nem a ficção e o cinema conseguiram imaginar.




Manson, a Biografia - Jeff Guinn
Sexo, drogas e rock 'n' roll. Crimes, estupros e assassinatos. Charles Manson fez de sua história a trilha sonora do fim do mundo. A metáfora favorita da América para o lado negro dá década de 1960, Manson foi o cabeludo que matou o sonho de Woodstock e o retrato perfeito de como toda aquela filosofia da geração paz e amor não funcionou.
Psicopata, vigarista, racista e cafetão. Olhos em chamas, barba por fazer, cabelos despenteados e uma suástica tatuada na testa. A diabólica imagem de Charles Manson está gravada no inconsciente popular e é reconhecidamente assustadora. Após quatro décadas dos seus terríveis atos, os assassinatos orquestrados por ele continuam a exercer um mórbido fascínio. Dezenas de livros já foram escritos sobre Manson nesses mais de quarenta anos, e agora uma meticulosa pesquisa desenvolvida pelo biógrafo Jeff Guinn surge como o guia definitivo do homem que entrou para a história como sinônimo do mal.
Manson, a Biografia consegue, contra todas as possibilidades, oferecer uma visão fresca e um complemento digno e, porque não, acima do até então melhor livro sobre o caso: Helter Skelter, de Vincent Bugliosi. Resultado de dois anos de pesquisas, o livro de Guinn oferece uma nova visão para aqueles que vivenciaram a turbulenta era de paz & amor assim como o contexto necessário para as gerações que vieram depois. Ler o livro é como vivenciar aquela época. Guinn consegue transportar o leitor para os dias de ira e caos, sexo e drogas, rock 'n' roll e celebridades, costurando o homem em seu ambiente, um ambiente perfeito e catastrófico, que forneceu todas as respostas que uma mente doentia como a de Manson ansiava em encontrar. O que emerge é um retrato sombrio, mas altamente convincente, de um "eterno predador social" que era "sempre o homem errado no lugar certo e na hora certa".





Social Killers - Amigos Virtuais, Assassinos Reais
Você realmente conhece todas aquelas pessoas listadas como seus amigos? Se o velho ditado “quem vê cara não vê coração” for mesmo verdade, o que se pode dizer sobre todos aqueles avatares sorridentes que você adicionou? A realidade, ainda que virtual, pode ser bem mais assustadora que a ficção. Enquanto um vampiro precisaria ser convidado para entrar, um psicopata on-line não vai perder a oportunidade de entrar quando encontra janelas abertas. Cuidado com o que você curte. Social Killers - Amigos Virtuais, Assassinos Reis é um livro assustadoramente verdadeiro. Seus autores, RJ Parker e JJ Slate, reúnem alguns dos casos mais angustiantes de criminosos que usaram as redes sociais para se aproximar de suas vítimas. Stalkers, predadores sexuais, assassinos, canibais, torturadores. A lista, infelizmente, não é pequena. E novas solicitações de amizade continuam chegando a cada dia.

Não faça como eu, que li tais livros em um feriado prolongado que passei num sítio bem isolado, no meio do nada. Ler esses livros em um lugar ermo é algo realmente muito sombrio! Desejo a todos bons sonhos...

20 comentários:

  1. Olá Heloisa
    Eu amo filmes e livros de terror, mas é claro que as vezes sempre dá um pouco de medo de conferir sobre essa temática. Eu já li Arquivos Serial Killers, da Ilana Casoy, quando fazia faculdade, e lembro que eu fiquei intrigada e ao mesmo tempo muito assustada com essa leitura. Claro que a autora merece todo o destaque por seu desenvolvimento, e com certeza também gostaria de poder conferir Social Killers, esse que já está na minha lista de desejados há um bom tempo. É louco porque tenho receio desse tipo de ambientação, mas ao mesmo tempo fico curiosa ahahah Mas, sério, esse negócio de serial killers e afim é realmente horrendo né?!
    Beijos, Fer - www.segredosemlivros.com

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  2. Oi Heloisa, eu não gosto de histórias de terror, nem se ficarem apenas na diversão. Sinceramente, sentir medo não é comigo e eu passo longe do gênero, seja pra filmes ou livros. Achei mega interessante este post, por trazer estes dados e quem curte o gênero, vai amar ainda mais.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  3. Olá, Heloisa. Esse gênero não é algo que eu procure com frequência mas o livro Social Killers: Amigos virtuais eu quero ler faz tempo. Ele eu já acho mais um thriler e sinto muita curiosidade com ele. Olha, eu adoraria ler num lugar sossegado, vendo a chuva cair e deitada numa rede (#Futuromeguarde) e se eu tivesse um lugar assim, leria de boa kkk mas com companhia, claro.

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  4. Oi!
    Eu até gosto de livros de terror mas os filmes não são muito a minha praia e raramente os vejo, ainda mais se forem baseados em fatos reais pois sou muito curiosa e é certo que vou querer saber mais sobre o caso depois de assistir. Por conta desse meu lado curioso tenho muita vontade de ler esses livros da Ilana,principalmente o Social Killers, pois apesar de pesado o assunto é bastante interessante e pelas resenhas que já li ela parece ser uma ótima autora.
    Parabéns pelo post, ficou excelente.
    Beijos!
    Por Livros Incríveis

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  5. Olá,
    É um pouco chocante ver até que ponto um ser humano consegue ir com uma mente perturbada! Fiquei estagnada lendo o post.
    Confesso que me dá um certo calafrio só de pensar nas crueldades, mas também fico intrigada pelo fato de ainda não ter lido nada que abordasse o tema.
    Anotei as dicas e pretendo tentar ler, se tiver estômago para isso.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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  6. Olá!! :)

    Bons sonhos, hein..?? Malvada!! ahahhah Bem, eu não li nenhum dos livros e confesso que não rpetendo fazer a leitura, mutio menos num ermo...! hehe

    Pois, a verdade e que não conseguiria ler, não aprecio nada livros de terror, não fazem nada o meu género! :)

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  7. É uma coisa louca estas pessoas né, seres normais que convivem conosco. Eu assistia um seriado sobre pessoas assim e elas agem tão normalmente que você se entrega super fácil e nem percebe e quando vê, já era. E são requintes de total crueldade mesmo. Li o livro Mentes Perigosas e então percebi que algumas coisas a gente percebe mas deixa passar.

    Beijos,

    Greice Negrini

    Blogando Livros
    www.blogandolivros.com

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  8. Olá Helô (posso chamar assim?)
    Gostei muito da sua postagem. Sempre vi os filmes e livros de terror como coisas engraçadas e pouco atrativas, pois são poucas histórias que dão aquele arrepio na espinha, sabe?
    Assim como você, quando descubro que a história foi baseada em algo real fico mal, mas não pesquiso sobre. O mal que fico é perturbada, pois esses serial killers já fizeram coisas terríveis que são assustadoras por serem tão reais.
    Gostei da postagem e vou me valer das dicas.
    Beijos

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  9. Oiii, Heloísa. Tudo bem?
    Eu não posso com filmes do gênero. Fico mal mesmo.
    Mas ler sobre, eu gosto. Desde que os livros não tenham imagens hahahahah
    É que o assunto realmente me interessa, pois tudo que aborda o lado psíquico me atrai. Tem um livro que eu super quero que é o Mentes Perigosas. Você já leu? Parece muito bom. E acho que de certa forma nos faz entender um pouco sobre a mente desses criminosos/doentes.
    Fiquei bem assustada com esse professor. Tão pouco tempo e tantas vítimas. Que horror!
    Beijooos
    http://profissao-escritor.blogspot.com.br/

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  10. Olá, tudo bom?
    Vendo o caso do advogado aí me lembrou uma curiosidade. Sabia que é a segunda profissão que abrande o maior número de psicopatas? Por isso, na hora que vi a história, lembrei da estatística. Não sabia que a história dele tinha inspirado o silêncio dos inocentes! Não sei se você já teve a oportunidade, mas, certa vez fui a um hospital psiquiátrico em minha cidade e tivemos contato com pessoas que cometeram crimes em série. Tinha um rapaz lá que assassinou três namoradas da mesma forma - esquartejamento e arrancando cada um dos dentes depois - e escreveu uma poesia sobre as mortes.
    Isso fez que, assim como você, eu procurasse saber mais sobre o assunto. Anotei os livros que você sugeriu - não li nenhum deles ainda - e espero poder entender um pouco mais sobre o assunto. Adorei seu post!
    Beijos!
    @PollyanaCampos
    Entre Livros e Personagens

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  11. Oie!
    A mente humana é uma coisa de louco não é mesmo?
    Não consigo ler esse tipo de livro e nem assistir esses filmes, é algo muito perturbador. Como uma pessoa pode ter coragem de fazer essas coisas? É complicado demais acreditar nesse tipo de pessoa

    beijos
    Mayara
    Livros & Tal

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  12. Oi Helô nossa sem sombra de dúvidas quando essas histórias são reais o medo é o calafrio é bem maior. É assustador saber que existem pessoas capazes de fazer algo tão assombroso.
    Estou doida para conferir alguns dos livros que citou precisamente do Mason.
    Bjs

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  13. Este comentário foi removido pelo autor.

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  14. Por mais medrosa que eu seja, amo filmes de terror. Porém, não é daí que vem o meu fascínio por assassinos seriais.
    Eu amo o curso de psicologia e pretendo prestar para isso. Mas o que mais me chama a atenção são os psicopatas. Dos mais leves, aqueles que nem ao menos suspeitamos, aos tão temíveis assassinos cruéis e maquiavélicos.
    Todos os livros que você citou já estão na minha listinha faz tempo. Ainda não os tenho por falta de dinheiro mesmo. Sempre que tem alguma promoção, eu chego tarde e perco.
    Espero tê-los em mão o mais rápido possível.
    Adorei a matéria, está muito bem escrita e detalhada.
    Bjs, Mila

    http://a-viagem-literaria.blogspot.com.br/

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  15. Oi Heloisa.
    Eu sou fascinada por serial killers e o que os motiva. Sim, sou estranha.
    Ainda quero fazer psicologia para tentar entender a cabeça dessas pessoas.
    Adoro livros e séries (criminal minds e Dexter principalmente) com esse tema.
    E o mais estranho: não tenho medo quando são baseados em casos reais ou quando o objetivo é estudar o comportamento e o que levou a pessoa a praticar esses crimes em casos reais.
    Adorei as dicas de livros.

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  16. Olá

    Eu não curto histórias de terror nem reais ou fictícias. Estou correndo de livros assim e simplesmente não curto muito esse tipo de gênero. Seja livro ou filme. Fico assombrada com a maldade humana e como pessoas consegue ser tão ruins. Espero que outras pessoas que gostem do gênero curtam suas indicações.

    Beijos.
    www.anebee.com.br

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  17. Olá,

    Não curto livros de terror, mas livros sobre serial killer é outra história, amo forte! Já li alguns e já tenho alguns outros na lista de desejado, mas não procuro saber se é baseado em casos reais ou não, para mim é só um livro que me entreterá, não levo muito a sério, já há muita maldade na real life.

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogspot.com.br

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  18. Oi Heloisa,
    Eu não curto muito livros ou relatos sobre serial killers, mas as editoras fez uma edição especial e algumas limitadas. Então acho que poderia dar uma chance.

    P.S eu vou fazer Psicologia e tenho certeza que se tiver alguma idéia sobre o assunto eu posso usar em algum trabalho ou tese.

    Beijoss, Enjoy Books

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  19. oie elo, esse tema me interessa bastante e amei o post, tenho muita curiosidade para ler sobre esses serials brasileiros. Além disso dos livros que você mencionou eu já li o da ilana casoy em uma edição antiga e tenho bastante curiosidade por socials killer.

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  20. Helo do céu, estou fascinada pelas coisas que vc falou nesse post. Adoro essa tematica e esses livros são os meus tops desejados da DarkSide, o que mais quero ler é o socials Killer, em meio a vida virtual que levamos, esse é algo que todos deveriam conhecer.

    Bjos
    http://rillismo.blogspot.com.br/

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