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Resenha - Pistas submersas



Título: Pistas Submersas
Autora: Maria Adolfsson
N° de páginas: 368
Cortesia: Faro Editorial
Skoob
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Na manhã seguinte ao grande festival das ilhas de Doggerland, norte da Escandinávia, a detetive Karen Hornby acorda em um quarto de hotel com uma ressaca gigantesca, mas não maior que os arrependimentos da noite anterior.
Na mesma manhã, uma mulher foi encontrada morta, quase desfigurada, em outra parte da ilha. As notícias daquele crime abalam a comunidade. Karen é encarregada do caso, algo complexo pelo fato de a vítima ser ex-esposa de seu chefe. O homem com quem Karen acordou no quarto de hotel naquela manhã... Ela era o seu álibi. Mas não podia contar a ninguém.
Karen começa a seguir as pistas, que vão desenrolando um novelo de segredos há tempo enterrados. Talvez aquele evento tenha origem na década de 1970... Talvez o seu desfecho esteja relacionado a um telefonema estranho, naquela primavera. Ainda assim, Karen não encontra um motivo para o assassinato. Mas, enquanto investiga a história das ilhas, descobre que as camadas de mistérios daquelas terras submersas são mais profundas do que se imagina.


A detetive Karen Hornby é uma mulher devastada por uma perda bastante significativa em sua vida, desde então ela tem se entregado a uma rotina costumeira de se envolver com homens não mais do que uma noite. Só que, o homem da vez, é ninguém menos do que o seu chefe, Jounas Smeed, um machista rico, que sempre quis ser policial.

Após acordar na manhã seguinte depois de ter passado a noite em um hotel com o chefe, Karen sai de fininho do quarto, rezando para que Jounas não a veja partir sorrateiramente. Então, quando está quase chegando a sua casa, ela avista Susanne, a ex-mulher do chefe vindo de seu mergulho matinal, sem sequer imaginar que, horas mais tarde, será designada como a detetive no comando da investigação do assassinato brutal da mesma.

Jounas e Susanne nunca tiveram um casamento feliz, e os anos de convivência não foram os melhores para nenhum deles, muito menos para Sigrid, a filha do casal, que hoje já é uma jovem de dezoito anos rebelde e com uma grande mágoa de ambos.

Karen não tem a menor intenção de revelar a seu superior que Jounas não matou a ex-esposa, já que ela é o seu álibi e ele está afastado das investigações justamente por ser considerado suspeito de tê-la matado. Pelo menos até às 7h20 da manhã do dia em que Susanne foi assassinada Karen e Jounas estavam juntos no quarto de hotel. Mas depois que saiu de lá, Karen não faz a menor ideia do que Jounas fez ou deixou de fazer.

"Com uma habilidade que chega a surpreendê-la, Karen contorna o fato de que não apenas o carro de Jounas mas o próprio Jounas permaneceram na cidade naquela noite, e que sua caminhada de volta para casa só foi acontecer na manhã seguinte."

Caberá a detetive Karen Hornby descobrir se Jounas matou ou não a ex-mulher e por que. E caso não tenha sido ele o autor desse crime brutal, quem é o verdadeiro responsável e o que motivou essa pessoa a tirar a vida de outro ser humano e com tamanho ódio? Mesclando passado e presente a trama é um grande quebra-cabeça envolto em mistério que só a detetive Karen parece capaz de montar. Mas ela tem que tomar muito cuidado, pois suas investigações irão colocá-la na mira do assassino.



[- Minhas Impressões -]

Pistas Submersas é um livro de suspense com 368 páginas, dividido em 91 capítulos em sua maioria bem curtos e com um breve epílogo. A capa é com certeza uma das mais bonitas na minha opinião, e a sinopse é um forte chamariz para a história.

Eu li o livro até bem rápido tendo em vista que ele possui quase 400 páginas, e o que me impulsionou a ler com tamanho afinco foi a necessidade suprema e absoluta de saber quem havia matado Susanne, visto que eu não acreditei nem por um minuto que pudesse ter sido Jounas, o ex-marido dela.

Jounas foi um personagem muito chato e sem grandes atrativos que eu simplesmente me recusei a imaginá-lo matando alguém. Mas, por outro lado, desconfiei de Sigrid, a filha de Susanne e Jounas, porque, vamos combinar, a garota era meio estranha. Porém, à medida que fui lendo e conhecendo mais sobre ela, confesso que fiquei meio na dúvida e nessa altura do campeonato qualquer pessoa poderia ter matado Susanne a meu ver, afinal, a mulher era odiada por todos que a conheciam, já que ela se comportava muito mal com as pessoas em seu dia a dia. Até mesmo com a própria filha.

Um dos pontos altos durante a leitura foi o relacionamento improvável e inesperado que se desenvolveu entre Karen e Sigrid, talvez por isso eu tenha deixado de vê-la como uma provável assassina da própria mãe, pois, mesmo sendo meio maluquinha a garota e Karen se deram muito bem ao longo da história. Então eu cheguei a um ponto em que não sabia mais o que pensar sobre quem poderia ter matado Susanne e por que. Mas quando Karen começa a investigar o passado e novos, ou não tão novos personagens surgem na trama a história começa a ganhar novos contornos, e a vida pregressa de Susanne vai sendo revelada ficando ainda mais claro para mim que a mulher era uma megera infeliz. E quase para o fim da história eu enfim matei a charada ao descobrir o que, para mim, demonstrou ser um desfecho até meio que previsível diante de tudo o que li ao longo do livro.

Mas como é de meu costume dizer ao final de minhas resenhas, acho que o melhor é que cada pessoa leia o livro e tire suas próprias conclusões, visto que nenhuma opinião é igual a outra e que somente a minha leitura e visão da história se deu dessa forma.

Eu indico sem sombra de dúvidas o livro em questão, pois tenho certeza que muitas pessoas irão amar todo o livro, mas principalmente o desfecho por justamente ser como é!


       
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