Resenha - Arlo Finch no Vale do Fogo #1



Título: Arlo Finch no Vale do Fogo #1
Autor: John August
Cortesia: Editora Astral Cultural
Páginas: 272
Skoob
Onde comprar: Amazon

Quando Arlo Finch tinha 12 anos, sua família decidiu voltar para a cidade natal de sua mãe, Pine Mountain, no Colorado, para tentar ter uma vida mais normal após alguns anos bem tumultuados. Mas nada é normal em Pine Mountain. Desde a casa em que vivem, onde seu tio empalha animais mortos, passando por criaturas mágicas que começaram a perseguir Arlo. Para fazer novos amigos, o garoto decide entrar para os Patrulheiros, um tipo de grupo de escoteiros. Mas logo ele descobre que nas reuniões eles não aprendem só coisas como acender fogo ou fazer nós. Eles também aprendem sobre magia, feitiços, criaturas mágicas e sobre a Floresta Longa. O que Arlo descobre é que, na verdade, ele não é um patrulheiro qualquer. Ainda mais nesse momento tão delicado, quando uma força do mal está ameaçando o mundo real. E o pior: qualquer que seja essa coisa, ela está atrás de Arlo. Arlo Finch no Vale do Fogo é o primeiro livro da trilogia de John August.




Arlo Finch e sua família, mãe e Irmã, estavam há três dias viajando de carro à cidade de Pine Mountain, um lugar bastante misterioso e ao mesmo tempo estranho, como se a qualquer momento algo pudesse acontecer.

Ao chegar, Arlo e Jaycee logo conhecem o seu tio Wade que tem um comportamento bastante peculiar e vive trancado em sua oficina empalhando animais diversos. E a única regra da casa é: nunca entrem lá. Porém, quando Wade fica a sós com o seu sobrinho, lhe pede para que tome cuidado com a floresta, pois pode ser perigosa para aqueles que não tenham qualquer tipo de preparação. Assim, o único pedido de sua mãe e de seu tio é que Arlo sempre se mantenha próximo a casa.



Com o passar dos dias, Arlo nota um cachorro que fica rondando a casa. Arlo fica surpreso ao saber que esse cão pertenceu a sua mãe na infância e o mais estranho ainda é que seu tio Wade lhe diz que ele morreu há muito tempo. Arlo então fica se perguntando como é possível que consiga enxerga-lo, pois já fazia tempo que não ouvia vozes e nem tinha visões. Por isso, pouco a pouco o menino vai ficando curioso com alguns acontecimentos, até que um dia na escola é convidado por alguns colegas de sala a entrar para um grupo de Patrulheiros (escoteiros), e assim começa então a aprender diversas coisas além de tarefas simples e principalmente como ser leal e a trabalhar em grupo.



Acompanharemos o desenrolar dos acontecimentos junto ao nosso protagonista, onde ele começa a descobrir que a magia é possível, pois criaturas sobrenaturais começam aparecer por algum motivo que ele desconhece, por isso ele terá que ficar alerta e ser bastante esperto para descobrir o porquê de tudo isso!




[- Minhas Impressões -]


Quando eu vi a capa desse livro, confesso que foi o que mais me chamou a atenção. O que ajuda é que estou muito na vibe de fazer leitura de fantasia. Isso é bom e é ruim, pois esperamos aquela fantasia clássica, né? Muito mistério, muita aventura, mas por outro lado, se a dose de mistério e aventura não for como os esperados, podem ficar um tanto quanto surpresos.

O livro tem um enredo simples e muito bom de acompanhar, mas até a página 100 já me sentia um pouco desanimada com a leitura, porque ficava me perguntando quando as coisas realmente iriam começar a acontecer, porque é CLARO, que além da ansiedade eu estava muito curiosa, aguardava reviravoltas no enredo de forma que me apegasse a devora-lo rapidamente. Achei os personagens muito bem construídos, mas queria mais ênfase nas aventuras e nos mistérios.

Acredito que devo ressaltar que, em se tratando de uma série e esse sendo a primeira publicação do autor, com certeza ainda há muito a se contar nos próximos livros e espero de verdade que as aventuras comecem a aparecer e que os mistérios comecem a ser mais desvendados por Arlo Finch. Tenho certeza que alguns pontos que despertaram minha curiosidade serão revelados na sequência, como por exemplo, o fato da floresta ter outro mundo e também sobre a pessoa ou a criatura que queria matar Arlo e que até então ficou oculto durante toda a história. 



No geral, percebi que o autor queria mesmo nos apresentar os personagens como um todo e também dar uma abertura para que os leitores ficassem curiosos para o que ainda está por vim pela frente. Até que achei uma estratégia muito inteligente porque nos atrai para a sequência de maneira involuntária. É quase um desejo inconsciente de querer logo ler o próximo volume.

Enfim...

Gostei do livro, pra um inicio de uma série, mas é preciso um pouco de paciência e preferência também para não entender o primeiro volume de maneira errada. É uma abertura, gente, um início, então, fatos como pontas soltas, perguntas sem resposta são normais. Eu já me acostumei com obras assim. Eu indico que leiam para compararem suas conclusões com as minhas. Acredito que gera um bom debate pós-leitura.

Um Conselho meu... Aguardem os próximos volumes!

Categorias:

3 comentários:

  1. Em primeiro lugar, adorei o jogo de imagens com o enredo do livro! O cãozinho é super fofo, bem diferente, ao menos parece, do que o cão que ronda essa casa toda misteriosa e cheirando a morte.
    Não tinha lido nada a respeito deste livro, por isso, gostei muito de tudo que li acima. E talvez seja sim, um jeito do autor apenas começar sua jornada. Nos trazer os personagens e um pouco do cenário!
    O livro vai para a lista de desejados.
    Beijo

    ResponderExcluir
  2. Olá! Adorei o conselho, afinal sou bem ansiosa no quesito continuação de livros. Eu amo histórias de fantasia é o meu segundo gênero favorito (perdendo apenas para os romances de época, suspiros). A capa está bem atrativa realmente, e a história, apesar de algumas ressalvas, parece ser daquelas que te deixa viciado. Acho que esse primeiro volume é como um aperitivo, que vai abrir nosso apetite para os próximos livros.

    ResponderExcluir
  3. Também ando lendo muita fantasia (algo inusitado na minha vida de leitora), mas procurei mais fantasias com pitadas de romance.
    Consigo compreender as pontas soltas de um primeiro livro; no meu caso, me deixa mais curiosa para o próximo.

    Beijos

    ResponderExcluir