30 agosto 2018

Resenha: A Barraca Do Beijo



Livro: A Barraca do Beijo
Autora: Beth Reekles
Editora: Astral Cultural
Ano: 2018
Páginas: 336
Skoob
Onde Comprar: Amazon

ELLE EVANS é o que toda garota quer ser: bonita e popular. Mas ela nunca foi beijada. NOAH FLYNN é lindo e um tanto quando bad boy - tá, o maior bad boy da escola - e o rei dos joguinhos de sedução. A verdade é que Elle sempre teve uma queda pelo jeito descolado de Noah, que, por coincidência, é o irmão mais velho de seu melhor amigo, Lee. Essa paixão cresce ainda mais quando Elle e Lee decidem organizar uma barraca do beijo no festival da Primavera da escola e Noah acaba aparecendo por lá. Mas o romance desses dois está bem longe de ser um conto de fadas. Será que Elle vai acabar com o coração partido ou conseguirá conquistar de vez o bad boy Noah?

Elle Evans e Lee Flynn poderiam ser considerados praticamente gêmeos de mães diferentes (rsrs!), nasceram no mesmo dia, mesma hora (coincidência não é mesmo?). Suas mães são melhores amigas desde sempre e isso acabou por refletir na amizade desses dois; só que o inesperado aconteceu: Elle quando criança ainda, teve que dizer adeus permanentemente para sua, ficando somente ela, seu pai e seu irmão caçula Brad. Após essa perda, meio que Elle acabou se tornando mais próxima de Lee (como se isso fosse possível), e como consequência ela cresceu ao lado do problemático irmão mais velho de seu melhor amigo, Noah Flynn: seu primeiro crush (pensem em crush forte), o garoto que mais ama confusão e que consegue leva – lá a loucura em menos de três segundos como ninguém nunca conseguiu antes.

Agora, anos depois, Elle se gabava para Lee de que tinha superado, deixado para trás seu crush por Noah Flynn; agora um bad boy que faz todas as garotas se derreterem por ele e que ao mesmo tempo amedronta qualquer uma, pois se tem algo que é completamente irresistível para Noah é ignorar uma briga, é como se isso fosse um vicio, algo mais forte que ele (meio que um instinto primitivo). Mas porque que toda vez ela olha para ele, ainda sente algo diferente? Porque ela tem que ficar repetindo para si mesmo que ele não é nada mais que o irmão mais velho, arrogante e extremamente irritante de seu melhor amigo? Será que de fato ela superou seus sentimentos por Noah? Ele é tudo o que qualquer garota em sã consciência deveria manter distância: bad boy, um galinha, um cara problemático e violento; mas porque isso parece difícil?

Como se esses sentimentos conflitantes não fossem o suficiente, Elle e Lee tem que bolar ideia para um evento na escola; algo que ninguém tenha feito ainda, algo diferente e que no fim arrecade dinheiro... E de repente bum, essa dupla magnífica tem uma ideia genial: montar uma BARRACA DO BEIJO. Uma ideia genial, que ninguém nunca pensou antes, algo novo. E com uma animação meio que incomum e exagerada, Elle e Lee mergulham de cabeça para montar a barraca deles; mas eles não contavam que todas as garotas do colégio exigiriam a presença do ilustre Flynn mais velho, mas bem, o dificil não é querer que ele aparecesse; o difícil é mudar a cabeça do Rei dos Joguinhos, que se recusa participar “disso”.

Até que de fato chega o dia do evento, e em meio a euforia do momento, Elle se vê frente a frente com Noah ( Rei dos Joguinhos, irmão mais velho de Lee, o único cara na face da Terra que consegue leva – la a loucura em tempo recorde) ali, esperando pelo beijo que ele havia pago para receber... Mas o problema não é beijar Noah, o problema é que naquele momento , na frente de todos, Elle estaria sendo beijada pela primeira vez (por que Deus? Por que justo ele?). E com esses pensamentos em mente, o que era para ser somente um selinho e fim, missão cumprida, explode em algo mais e a vida tanto de Elle quanto do Rei dos Joguinhos viria a ser modificada para todo o sempre; é como se a história desses dois viesse a se dividir no famoso: “antes e depois da barraca do beijo”.

“Não conseguia me acostumar com a ideia de que meu primeiro beijo seria com Noah Flynn. O irmão mais velho do meu melhor amigo. O cara que conseguia fazer com que eu sentisse as coisas mais inexplicáveis e me levar á loucura em cerca de três segundos. (...) E eu estava prestes a beijá – lo.”

O quanto um beijo é capaz de mudar nossa vida? O quanto um beijo é capaz de despertar sentimentos a muito enterrados em nós? O quanto um beijo pode nos fazer tomar decisões de fato estúpidas em nossa vida? São essas perguntas e mais um turbilhão de sentimentos que ficam rodando na mente de Elle. Mas esses sentimentos podem colocar a única coisa sólida e a única certeza que ela tem na vida em risco: sua amizade com Lee. Mas porque seu coração teima em dizer que ela deve mentir para seu melhor e único amigo para viver um amor que para muitos se encontra fadado ao fracasso?

“Não havia maneira de saber quanto tempo iria durar; eu semprei pensei que era o tipo de garota que preferiria estar em relacionamentos longos e envolventes. (...) Mas eu não conseguia evitar. Não queria magoar Lee, mas sentia uma atração por Noah que não era simplesmente física...”

Mas quando se trata de coisas do coração é algo difícil de se ignorar, e assim Elle toma a maior decisão de sua vida e talvez a pior coisa que ela possa vir se arrepender futuramente: mentir para seu melhor amigo para viver um grande romance; pois se tem algo que Elle sabia ser era uma romântica incorrigível e ser romântico é a última coisa que Noah Flynn não cogita ser... só que talvez a melhor amiga de seu irmão seja a única garota capaz de despertar emoções jamais sentidas por ele.

E em meio a encontros as escondidas, mentiras e segredos Elle verá sua vida mudar drasticamente e com isso estará colocando sua amizade com Lee em risco e quando menos perceber se encontrará perdidamente apaixonada e Noah descobrirá que no fundo é um cara romântico e capaz de qualquer coisa para ter a única garota que já amou de verdade em sua vida, nem que para isso ele tenha que enfrentar seu irmão caçula, sua família e todos que dizem que Elle e ele são completamente errados um para o outro. A única coisa que interessa é ter a “insurpotável” melhor amiga de seu irmão com ele.

“ - Ei, o que aconteceu como ‘Rei dos Joguinhos’?
   - Ele se apaixonou. É ou não é um clichê?”



[- Minhas Impressões -]

Que eu sou apaixonada por clichês todos sabem. E devo confessar que A Barraca do Beijo superou todas as minhas expectativas; um livro leve, divertido e uma leitura ideal para um fim de semana para ler debaixo das cobertas e com um chocolate quente de quebra ( uma leitura para dias frios) pois é um livro que aquece nosso coração e que nos faz rir e suspirar na mesma proporção.

Eu assisti a adaptação primeiro e afirmo para vocês que foi uma das melhores que vi esse ano: divertido e romântico; mas que momento nenhum me tirou a vontade de ler. E meus amores, quando li devo dizer que foi muito além das minhas expectativas, ele me fisgou desde o inicio e que logo de cara me arrancou boas gargalhadas.

Narrado em primeira pessoa, conhecemos os pensamentos de Elle, seus receios e sentimentos mais profundos e conflitantes. Em minha mais sincera opinião A Barraca do Beijo vai além daquele clichê no qual a protagonista é apaixonada pelo irmão mais velho de seu melhor amigo e seu crush é aquele padrão de todo livro: bad boy, que arranca suspiro de todas as garotas no colégio, todas querem ele e blá blá blá. Pois ao mesmo tempo em que Elle quer viver intensamente esse romance meio que fadado ao fracasso pelos olhos de todas, ela tem medo de perder sua amizade com Lee; e o que me fez refletir bastante sobre suas decisões e me fez pensar duas vezes antes de ficar com raiva de Elle: a falta que sente de sua mãe, a falta que uma figura materna faz na principal e mais difícil época de nossas vidas: a adolescência.

Eu não sei o que seria se não tivesse minha mãe para ouvir meus dramas, para me dar conselhos e me alertar do que seria uma decisão certa e uma decisão errada; e vemos o quanto Elle se sentia vazia e sozinha nesse quesito, pois ela tem somente o pai (e bem, falar para o pai que esta apaixonada por Noah Flynn não é a coisa mais fácil de fazer; pois pai não é a coisa mais fácil de lhe dar e convencer) e independente dos momentos sempre iremos correr para nossas mães e Elle teve que dizer adeus para sua mãe cedo demais.

“Em momentos como aquele, gostaria que a minha mãe ainda estivesse com a gente. Mas desejar não iria iria trazê – la de volta, então simplesmente virei de lado e fiquei olhando para o nada.”

A escrita da Beth Reekles foi uma surpresa para mim, até porque ela era uma adolescente quando escreveu a história e achei sua escrita bem madura, leve , fluida. Ela não se prende a detalhes, achei bem direta a forma em que ela apresenta os fatos e isso acabou fazendo com que devorasse o livro, mas que quanto mais me aproximava do final, mais difícil ficava em querer dar continuidade a leitura; pois me apeguei muito aos personagens e não queria dizer adeus. A amizade da Elle e do Lee é algo épico, único e surreal; você fica querendo ter uma amizade daquela (eu tenho uma amizade estilo eles e é a melhor coisa que pode ter em nossa vida).

A evolução da Elle, Lee e Noah foi algo perceptível e lento, a autora foi amadurecendo um a um ali de maneira lenta e que isso faz com que nos apaixonemos mais ainda por eles. Enfim, um romance delicioso e para qualquer momento.

A edição do livro esta simples, mas ao mesmo tempo muito bela, porém foi possível perceber no decorrer da leitura pequenos erros ortográficos e de pontuação (como exemplo: após o ponto final a letra inicial estava minúscula, palavras que deveriam conter acento não tinha); mas enfim são meros detalhes que não pude deixar passar batido e que não compromete muito a leitura.

Só posso indicar, recomendar e favoritar!

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9 comentários:

  1. Ainda não tive a oportunidade de ler este livro,mas ele já está na lista de lançamentos faz um tempinho.
    Acabei vendo o filme, que aliás ainda é um sucesso e super recomendo não só a jovens,mas também a todos que como você e eu, amamos um bom clichê!!!
    Espero poder ler em breve!!!
    Beijo

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  2. Oi Byanca.
    Vi várias pessoas elogiando o livro. Uma amiga viu o filme e não gostou tanto assim.
    Tenho vontade de ler o livro, pois, por mais que seja clichê, é sempre bom ler uma história leve, divertida, com personagens que possamos nos relacionar.
    Não li nada da autora, então estou bem curiosa em relação a sua escrita. Adoro quando a narrativa é mais direta, sem muitos detalhes.
    Super ansiosa para conhecer Elle, Lee e Noah.
    Beijos

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  3. Oi, Byanca,

    Os traços cativantes e a típica fase adolescente presentes no livro, é o que me chamam atenção. Além de ter a proeza de envolver o leitor com sua desenvoltura. Então, com certeza é um livro que quero ler.

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  4. Oi, Byanca!
    Ah, eu também amo um clichê, assim como também amo livros leves e divertidos, então provavelmente vou amar ler A Barraca do Beijo, mas só depois de assistir ao filme eu o lerei.
    Pelos seus comentários acredito que vou gostar da narrativa da Beth Reekles, prefiro quando o escritor não se prende a detalhes, que vá direto ao ponto, sabe?!
    Enfim, valeu pela dica. Abraços!

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  5. Olá Byanca!
    Pela resenha dá pra perceber o porquê desse livro fazer tanto sucesso. Acho que a autora conseguiu construir uma história convincente e bem realista pois qual garota já não passou por esses conflitos na escola? Se apaixonar pelo bad boy, o garoto por qual todas suspiram ,E a barraca do beijo como entre meio dessa paixão onde esse beijo vai acontecer na frente de toda escola..muito impactante pois é o primeiro beijo de Elle e Noah se rende ao amor .
    Acho muito bonito quando o autor consegue valorizar temas como amizade e família, mesmo com problemas esses são nossos maiores laços na vida. Apesar dos erros da edição acho que é um livro bem interessante e bom de ler.

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  6. Eu assisti ao filme da Netflix e confesso que ele me faz suspirar e dar várias gargalhadas. Ainda não li o livro, mas acredito que a experiência seja ainda mais intensa. No longa, meu maior problema foi o Noah, achei o cara um pouco complicado e machista, com base em algumas atitudes que ele tem com a Elle. Ainda assim, clichês são sempre uma boa pedida em dias frios e chuvosos, e esse cumpre bem o que promete.

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  7. Byanca!
    Faz tanto tempo que não leio um YA tão delicinha e gostosinho como esse, afinal, acabei enjoando por todos serem bem iguais.
    Acho que me arriscarei a ver o filme primeiro antes de ler.
    Embora sua análise tenha sido muito bem feita e até instigou a leitura.
    cheirinhos
    Rudy

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  8. Oi Byanca!!
    Ainda não vi o filme nem li o liro, confesso que de tanto acompanhar sobre ele fiquei com vontade de conhecer, espero curtir como tantos leitores curtiram...
    Bjs!

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  9. Olá! Ainda não assisti ao filme (#vergonha), apesar de todo o burburinho que ele causou e fiquei bem feliz em saber que existia um livro, também não tenho problema nenhum em ler um bom e velho clichê, aquela história amorzinho que te faz suspirar (tem coisa melhor!?). Imagino o quanto foi complicado para Elle ter que esconder algumas coisas do seu melhor amigo (eu acho que se fosse comigo, ia acabar me entregando, não sou muito boa em guardar segredos da minha melhor amiga). Agora o que eu preciso é de tempo para colocar a leitura em dia e me encantar com essa história e ver como o romance desses dois vai evoluir.

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