27 março 2017

Resenha - A Chave de Rebecca


Título: A Chave de Rebecca
Autora: Ken Follett
Cortesia: Editora Arqueiro
Páginas: 352
Skoob / Goodreads
Onde comprar: Saraiva / Submarino

Norte da África, Segunda Guerra Mundial. As tropas britânicas na região estão sofrendo perdas significativas. Não há dúvidas de que alguém está informando o inimigo sobre os movimentos e planos estratégicos do exército britânico.
O espião é conhecido por seus compatriotas alemães como Esfinge, mas para todos os outros é o empresário europeu Alex Wolff. Após cruzar o deserto, ele chega ao Cairo, no Egito, munido de um rádio, uma lâmina letal e um exemplar do livro Rebecca, de Daphne du Maurier. Violento e implacável, ele está disposto a tudo para cumprir a missão que recebeu.
Para isso, conta com a ajuda de uma dançarina do ventre tão inescrupulosa quanto ele.
O único homem capaz de detê-lo é William Vandam, oficial da inteligência britânica que precisa desvendar o enigma do Esfinge para interromper o avanço dos nazistas.
Ao mesmo tempo que os alemães chegam cada vez mais perto da vitória final, Vandam também se aproxima de seu adversário, da chave que revela o código escondido no livro – e do combate mortal...










"– Um bando de europeus lutando contra outro bando de europeus para decidir quem vai se acomodar no Cairo. O que isso tem a ver com os filhos do deserto?– O povo da minha mãe está na guerra.– Um homem deve seguir o pai."

No Auge da segunda guerra mundial, as batalhas e ocupações não ocorriam somente nos países mais conhecidos, como Alemanha, França e Inglaterra, mas também países mais distante eram ocupados e neles ocorriam batalhas igualmente ferozes e determinantes. O Egito, era um desses lugares ocupados, e lá estavam instalados os ingleses. Os alemães, querendo ganhar também aquele território, resolvem enviar um de seus melhores espiões, Alex Wolff, natural do Kairo, a fim de que ele conseguisse informações que ajudassem os nazistas a vencer as batalhas. Chegando ao Egito, atravessando desertos à pé e passando por muitas dificuldades, Wolff finalmente está no caminho de sua missão, porém, logo é parado por uma patrulha inglesa, que verifica seus documentos e os soldados ficam um pouco desconfiados de sua história. Alegando  que ficaria em um hotel e criando uma história mirabolante sobre um automóvel estragado, Wolff mesmo assim não consegue se livrar dos soldados, e é obrigado a matar um deles. A partir daí, o espião se torna um homem procurado pelos ingleses, que querem conhecê-lo e capturá-lo.

"– Escute – disse. – Nosso exército está vencendo no deserto. Nós podemos ajudá-lo. Os alemães precisam saber sobre as forças britânicas: número de homens, divisões, nomes dos comandantes, qualidade das armas e equipamentos e, se possível, planos de batalha. Nós estamos aqui, no Cairo, onde podemos descobrir essas coisas. Depois, quando os alemães tomarem o poder, nós seremos heróis.– Nós?– Você pode me ajudar. A primeira coisa que pode fazer é me dar um lugar para morar. Você odeia os ingleses, não é? Não quer que eles sejam expulsos?"

Vandam, um major inglês, viúvo, com um filho de dez anos em casa, é quem se empenha mais na busca por Wolff, mesmo sendo apenas um subordinado que é barrado frequentemente por seu superior, um homem egocêntrico e perigoso, que nunca aceita as ideias do Major e quando as aceita, toma-as como suas. Porém, investigando por todos os lados, Vandam sempre está prestes a pegar o espião, mas logo esse sendo ágil e esperto, escapa novamente. Então, ao conhecer uma jovem bonita e sozinha que quer fugir da cidade, Vandam propõe que ela o ajude na captura de Wolff, que gosta de conhecer mulheres bonitas, e Elene, a jovem, se empenha também nessa busca perigosa e que pode ser fatídica.

"Exatamente à meia-noite, enviou o sinal de chamada: Esfinge. Alguns segundos depois, o posto de escuta de Rommel no deserto, ou Companhia Horch, respondeu. Wolff mandou uma série de letras “V” para permitir que eles fizessem a sintonia exata, depois perguntou qual era a intensidade do seu sinal. No meio da frase, cometeu um erro e mandou uma série de letras “E”, de Erro, antes de recomeçar. Eles disseram que seu sinal estava com força máxima e enviaram “P”, de Prossiga. Ele enviou “KA”, indicando o começo de sua mensagem; depois, em código, começou: “Operação Aberdeen...”

No fim acrescentou “AR”, indicando Fim da Mensagem, e “K”, de Câmbio. Eles responderam com uma série de “R”, que significava: “Sua mensagem foi recebida e compreendida.”
Wolff guardou o rádio, o livro código e a chave, depois se serviu de outra bebida."

Envolvendo muita ação, personagens intrigantes e uma cultura diferente, A chave de Rebecca nos coloca no seio da segunda guerra mundial e nos mostra, com presteza, os dois lados de uma guerra que causou muitas perdas.

"Um homem sozinho não podia vencer a guerra, mas podia perdê-la. Vandam não queria ser esse homem."


[- Minhas Impressões -]

Eu sou uma grande fã de Ken Follett e gostei muito de todos os livros seus que li, então, assim que descobri que em março seria relançado o "A chave de rebecca", logo fiquei muito empolgada e ansiando pelo dia do lançamento. Então, assim que pude, solicitei-o junto a editora Arqueiro e comecei a obra com muitas expectativas. Porém, infelizmente a leitura começou muito arrastada, e logo imaginei que fosse culpa da ressaca literária pela qual eu vinha passando nos últimos tempos. Mas, conforme fui prosseguindo na leitura, percebi que o livro realmente estava muito a baixo das minhas expectativas, e terminei-o achando bom, mas não tão genial quanto todos os outros que já conheci do autor.

Em primeiro lugar, não consegui sentir afinidade com os personagens que nos foram apresentados. Todos eram bastante escorregadios, ardilosos, e não consegui ter aquele afeto imediato por eles. Além disso, achei que foi uma obra focada demais na vida dos personagens, que se mostraram rasas para mim,  e pouco focada no objetivo da guerra, no geral, e por vários momentos eu sentia que todas as ações que os personagens tinham eram por si mesmos e não pela guerra ao contrário do que sentimos nos outros livros do autor, onde vemos os personagens lutando por um objetivo em comum que é vencer a guerra que destrói a vida de todo o mundo. Também, o livro tem um forte estilo de obras de espionagem, e eu particularmente não me dou tão bem com esse gênero, sendo que possivelmente isso atrapalhou um pouco minha leitura. Ainda, achei que ficaram algumas pontas soltas em relação a alguns personagens que foram capturados para dar informações aos ingleses, mais ao fim do livro, mas suas histórias não foram bem fechadas e fiquei curiosa com o destino deles.

Por outro lado, o livro se mostrou instigante de forma cultural, pois eu nunca havia lido uma obra que se passasse no Egito, então vemos alguns costumes diferentes do que estamos acostumados em livros com cenários americanos ou ingleses; Também, o final do livro foi bastante empolgante, daqueles de tirar o fôlego, e foi, para mim, uma das partes mais empolgantes que encontrei na obra.  Além disso, foi muito bacana ver um personagem lutando pelo lado alemão, e um pelo lado inglês, e dessa forma, pudemos observar os interesses, os desejos e os modos de agir de todos os lados e isso foi um ponto bem importante, pois eu nunca havia encontrado um livro que mostrasse tão bem ambos os lados.

Conforme já mencionado, eu não consegui me sentir muito cativada por nenhum dos personagens, e os únicos que chegaram perto de serem bacanas para mim foram Vandam e Elene e o filho de Vandam, e nesse núcleo do livro foi o mais perto que chegamos de ter um romance.  Já Wolff, creio que foi criado para ser um típico vilão, escorregadio, sedutor, daquele típico personagem considerado "canalha", que não hesita em passar por cima de tudo e de todos para alcançar aquilo que deseja. Sonja, uma de suas parceiras, não foi uma personagem atraente para mim em nenhum momento e a achei tão ambígua quanto Wolff.

O livro é dividido em vinte e nove capítulos de tamanho razoável, narrado em terceira pessoa, e durante a leitura encontrei apenas alguns erros que não foram tão prejudiciais para mim.
Recomendo a obra para os leitores que já conhecem e são fãs dos livros de Follett, ou ainda para aqueles que gostam dessa vib de espionagem e afins.

20 comentários:

  1. Ainda não li nada deste autor!Inacreditável né!rsrsas tenho uma lista gigante de livros dele para comprar e este desejava tbm!E tim quando nao sentimos empatia pelos personagens,quando isto ocorre a leitura em si já não fica interessante nem atrativa ,mesmo assim é bom saber que não foi uma leitura ruim nem negativa e que vc conseguiu tirar lago bom muda história mesmo não sendo o w vc esperava.

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  2. Ola
    Ainda não li nenhuma obra desse autor, apesar de ja ter lido muitas críticas bem positivas sobre suas obras. Legal que a obra é ambientada no Egito, ja chama muito a minha atenção por esse detalhe, e o estilo de espionagem, dentre outros elementos, também me agrada.
    Beijos, F

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  3. Oi Tamara
    Eu não li nenhum livro do Ken Follett, mas quero conhecer sua escrita.
    Fiquei curiosa para ler este também. O Egito sempre me fascinou, acho que este é um dos grandes atrativos deste livro
    Gostei muito da sua resenha, clara, objetiva e detalhada.
    Bjs, querida

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  4. Tamara, nunca li nada do autor e já coloquei um na lista de leituras deste ano, pra pelo menos, conhecer a narrativa. A premissa deste livro aqui me interessou, mas você mencionar que não se envolveu com nenhum personagem me deixou um pouco receosa.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  5. Nunca li nada do autor mas a trama deste não me chamou muito atenção, mesmo com a ambientação num lugar diferente do que estou acostumada a ler. Que pena que os personagens não te cativaram, é muito ruim quando isso acontece, não se identificar com nenhum deles.
    E que bom que, apesar dos erros, não atrapalhou sua leitura!

    Virando Amor

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  6. Oi Tamara,
    Nunca li nada dele, mas leio comentários sempre positivos.
    A capa e o título haviam me chamado bastante atenção, mas ao saber que nenhum personagem te cativou, desisti. É complicado se envolver com a obra quando isso acontece e acaba desanimando demais. Prefiro nem arriscar.
    Beijos
    www.estilo-gisele.blogspot.com.br

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  7. Olá Tamara,
    Ainda não li nada desse autor, mas tenho dois livros da Trilogia do Século dele - aquela monstruosa. Uma amiga leu e é apaixonada pela escrita do autor, sinto que preciso ler logo para me apaixonar também rs.
    É uma pena que esse livro não tenha te agradado tanto, mas é bacana que ele tenha acrescentado bastante na questão cultural.
    Vou tentar começar a leitura desse autor por outras obras.
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

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  8. Olá!! :)

    Eu não conhecia este livro mas temo não ter ficado muito curioso... Que pena que não gostaste muito da leitura..

    Enfim, e mau quando os personagens não nos conseguem cativar e chamar a leitura... Mas pelo menos o livro tem riqueza cultural! :)

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  9. Eu não conhecia o autor e também sua obra, mas confesso que a sinopse não me deixou muito atraída. É uma pena quando a gente fica cheio de expectativas acerca de uma leitura e ela acaba decepcionando. Mas vou procurar saber mais sobre outras obras do autor, para poder conhecê-lo melhor. Beijos!

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  10. Olá, tudo bom?
    É um saco quando vamos cheio de expectativas por uma obra e ela não se mostra tão boa assim, não é mesmo?
    Quando li a premissa desse livro achei muito interessante e ia fazer a leitura esperando o mesmo que você: mais focada no objetivo da guerra. Uma pena que seja mais focada na vida de personagens rasos e que se prenda mais na espionagem. Também não é um gênero que eu goste muito. Fiquei bem curiosa em relação ao final.

    Beijos!

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  11. Olá!

    Quando li a sinopse desse livro fiquei bem curiosa para saber mais sobre ele, pena que não atendeu todas as suas expectativas, ainda assim minha curiosidade é maior e já coloquei na minha lista de desejados ! kkk

    Adoro livros com temática da 2° guerra e esse por ser relacionado ao Egito me deixou bem intrigada!

    Beijos!
    Jess
    www.pintandoasletras.com.brintrigada.

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  12. Hi baby, tudo bem? não conhecia o livro mas só o fato dele abordar a 2° Guerra mundial já me deixou bastante interessada, pena que não foi uma boa leitura para você, é muito chato quando a leitura não flui e não conseguimos nos apegar aos personagens. mas acho que darei uma chance, vai que eu gosto, não é mesmo?

    Lilian Valentim
    http://speakcinema.blogspot.com.br/
    beijinhos

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  13. Oi, Tamara

    Que pena que você achou a leitura arrastada e que não teve afinidade com os personagens. Foram bastantes ressalvas. Eu escuto muita coisa boa sobre o autor e suas obras, mas ele aborda temas que não curto muito em livros, como guerras e fatos históricos, então eu não tenho vontade de ler os livros dele.
    Espero que na sua próxima experiência com o autor a leitura flua melhor.

    Beijos
    - Tami
    http://www.meuepilogo.com

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  14. Oi. Tamara. Tudo bem?
    Ainda não conheço nenhum livro do Ken Follett, mas tenho muita vontade de conhecer. Sempre quando vou a uma livraria sempre fico com vontade de comprar. Bem, mas quando eu for começar a ler obras do autor não vou começar com essa, pois, pelo visto, ela não é uma das melhores. Sinto muito que não tenha tido uma boa experiência com esse livro, mas a vida é assim, às vezes tem um livro mais interessante ou vez não e assim vai indo. Me indica um livro do autor, qual livro indicaria para eu começar a ler? Tem que ser um bom para me animar a ler os outros.
    Abraço!

    meuniversolb.wixsite.com/meuniverso

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  15. Olá!
    Nunca li nenhum livro do autor, e que pena que esse não tenha sido uma experiência tão positiva assim para você. Mas acho que essa ambientação no Egito foi muito interessante e inteligente por parte do autor, e fiquei bem curiosa para ler por causa disso.
    Beijos.

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  16. Olá!
    Recentemente eu conheci um livro que era ambientado na Segunda Guerra Mundial e mostra dois personagens, que estavam em lados opostos da guerra e como era suas percepções quanto a isso e eu achei muito interessante. Quando eu estava lendo a sinopse de Chave de Rebecca, eu senti o que você quis dizer com expectativas, porque realmente parece ser um livro incrível e é tão ruim quando nossas expectativas não são alcançadas. Uma pena mesmo que você não tenha se envolvido tanto com a história, mas é sempre bom conhecer novas ambientações, né? Eu adoro conhecer novas culturas.
    Beijos,
    Nay
    Traveling Between Pages

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  17. Oie
    eu não leria o livro pois não é um gênero que me agrada muito e não tenho vontade de ler nada do autor mas confesso que o enredo está muito rico e interessante, uns amigos meus iriam amar

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  18. Oie!!
    Nunca li nada do Ken Follett, mas é um autor que sempre tive curiosidade e vontade de conhecer melhor.
    Os livros sempre me chamam a atenção, e não sei porque ainda não de uma chance a algum deles.
    Uma pena que este não tenha atendido às suas expectativas, principalmente por você já ser fã do autor.
    Mas acho que eu gostaria do foco na espionagem, que você não gosta tanto hehehe
    Além disso sou apaixonada por qualquer coisa relacionada ao Egito. Vou procurar para ler!
    Um beijo!!

    www.asmeninasqueleemlivros.com

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  19. Sempre tive curiosidade em ler algo desse autor, até tenho um de seus livros mas ainda não tive a chance de incluí-lo em minha lista de leitura.

    Que pena que apesar de gostar muito do autor, o livr não alcançou suas expectativas. Ainda mais quando é por conta de personagens nada carismaticos e rasos. Isso imprede a afinidade de fato e nos faz manter uma leitura arrastadíssima.

    Mas que bom que o final compensou, haha!

    Gostei de ler suas impressões acerca desse livro, espero que eu me anime bastante com o que eu tenho!

    Abraços!
    www.asmeninasqueleemlivros.com

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  20. Oi oi querida,
    ainda não tinha lido nenhuma resenha do livro, mas adorei conhecer a obra criada pelo ator. Adorei a sua sinceridade e isso me ajudou na construção dos personagens e principalmente da história. Fiquei muito curiosa para saber mais sobre a trama e poder acompanhar o desenvolvimento dessa história. Gosto de livros do gênero e esse mesmo com alguns pontos negativos parece ótimo.

    Beijoss, Enjoy Books

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