15 março 2017

Resenha - Ao meu ídolo com amor



Título: Ao meu ídolo com amor
Autor: Mariana Pereira
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 328
Skoob / Goodreads
Onde comprar: Saraiva

Ao meu ídolo, com amor conta a história eletrizante e apaixonante da investigação de um misterioso assassino em série. Bernardo Monteiro é um jovem ator queridinho de todas as meninas do país. Sua vida parecia perfeita, até que, misteriosamente, suas namoradas começam a ser assassinadas. A experiente investigadora de polícia Ana Maria Paviani, que já solucionou casos praticamente impossíveis, tem o desafio de desvendar esse mistério, que parece não ter solução! Esses assassinatos só não lhe tiravam mais o sono do que a necessidade de contato entre ela e Bernardo. Dizer que não se gostavam era pouco para duas pessoas que não tinham a menor vontade de passar mais de dois segundos no mesmo ambiente.









Ana Maria Paviani é investigadora criminal, possui uma carreira de sucesso e é um tanto obcecada pelos casos em que trabalha. Por outro lado, Bernardo Monteiro é um ator famoso, o queridinho das adolescentes, uma espécie de Rodrigo Hilbert. A semelhança que une os dois é um caso policial, muito obscuro. O mais estranho nesse caso é que todas as namoradas do Bernardo são assassinadas e o assassino deixa sua marca registrada ou um bilhete com os dizeres: " Ao meu ídolo com amor".

"Fechei os olhos, apreciando aquela sensação nova que tinha se instalado em meu coração. Carinho, conforto e segurança. Como se nada pudesse me alcançar enquanto eu estivesse nos braços dele."

Faz dois anos que Ana tenta solucionar o caso Bernardo e sem sucesso algum. O que mais a intimida são as assinaturas deixadas. Para tanto, existem outras personagens secundários que são triviais para resolução desse caso, como Ian, policial que auxilia Ana Maria a tramar um bom esquema para pegar o assassino. Ágatha é a melhor amiga dela, o diretor/chefe do Bernardo e, uma fã muito louquinha pelo Bernardo, Ana. Existem outros, mas esse aparecem com mais frequência no enredo.


O plano esquematizado por Ian é que a investigadora seja namorada do ator e assim tentem prender o criminoso nessa teia armada por eles. Mas, o pior de tudo é que os dois se odeiam, e isso jamais daria certo. Seriam pegos em um piscar de olhos.

“- Bernado é um ogro velho. Se acha a última bolacha do pacote. É arrogante e adora mandar nas pessoas.” 

Ao passo que os fatos acontecem, eles se tornam amigos e fica evidente que os sentimentos extrapolam a zona da amizade, e isso os deixa abismados e com receio. Ana sabe que precisa antes de qualquer coisa resolver o caso, antes de qualquer relacionamento. O medo que aflige ela é maior do que aquilo que sente pelo Bernardo. Será possível que o assassino seja pego sem que mais alguém se fira? E, quanto a Ana e o ator, eles conseguem descobrir o que sentem um pelo outro?

Apesar de clichê, o título diz muito pouco sobre a obra. O enredo em si é inovador e bem criado. As amarras que levam a solução de todo o caso foram embutidas muito bem pela autora, em se tratando de um romance policial, um ponto que me deixou em choque é o fato de existir sentimentos entre Ana e Bernado. No lugar dela eu não saberia lidar com o perigo nem mesmo me apaixonar por um cara sabendo que corro o risco de vida. É tentador, mas é perigoso! Sou egoísta ao dizer que escolheria a minha vida?


No clímax do enredo, quando o assassino aparece para Ana Maria e se coloca diante dela é assustador. São várias páginas de ação, encaixes e descrições dos rastros que juntamos desde o inicio da narrativa. A utilização de uma linguagem simples enriqueceu ainda mais a obra por se tratar de uma estória que requer muitas descrições e ações. Acredito que se houvesse dificuldade na linguagem seria bem mais difícil compreender ou mesmo acelerar a leitura.

“- O amor é apenas uma droga que corrói o coração das pessoas, que mata, que machuca. Quem precisa dessa porcaria?”

Como tem acontecido em livros com esse gênero, somos impactados durante toda a narrativa. Sofremos bombardeios por todos os lados, mas o final chega a ser decepcionante e confuso. Acredito que faltou um aprofundamento por parte da autor, como também uma tomada de decisão pela Ana. Fiquei sem saber se ela escolheu um lado ou outro, sabe?  Se não fosse esse deslize a estória teria sido muito mais emocionante.

A capa é até legal, mas não chega a chamar tanta atenção quanto a qualidade na revisão e boa escolha da fonte para leitura do livro. A quantidade e dosagem dos diálogos, a saída e entrada dos personagens secundários foi muito bem arrematada. Por isso recomendo a obra aos fãs de Harlan Coben e para as pessoas que leram o livro O chamado do cuco.


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