12 julho 2017

Resenha - Confissões de um adolescente depressivo


Título: Confissões de Um Adolescente Depressivo
Autor: Kevin Breel
Cortesia: Grupo Editorial Pensamento / Seoman
Páginas: 232
Skoob / Goodreads
Onde comprar: Saraiva / Amazon

Aos 19 anos, Kevin Breel tornou-se um fenômeno mundial com sua TED Talk. O mundo nunca tinha visto um garoto dessa idade falar sobre um tema tão pesado quanto a depressão suicida e com tamanha leveza, inteligência e consciência. Ele conta como um adolescente saudável e supostamente feliz, passou a lutar diariamente contra a depressão e o desejo de se matar. Este livro é um guia para sobreviver à depressão ou entender melhor quem a enfrenta na adolescência, escrito por alguém que atravessou a escuridão e agora lança mão do seu estilo único para trazer luz e esperança à vida de milhões de jovens e adolescentes.








Kevin Breel sempre teve uma vida boa. Sua casa era bonita, ele era o capitão de basquete da escola, estava sempre nas festas e tinha amigos com quem contar e desabafar. Era exatamente isso que as pessoas viriam de fora, sob a superfície. Mas não é toda a verdade. Não tinha nada de errado na sua vida, ao mesmo tempo que tudo estava muito ruim. Como assim? Kevin, na verdade, tinha depressão suicida, uma doença que se estendeu na adolescência e da qual luta todos os dias até hoje. Apesar de não estar passando dificuldades, sua cabeça era um completo caos e desordem. A vida não fazia mais sentido e ele passou a pensar em suicídio o tempo todo, como um meio fácil de fugir de seus problemas. Foi através da comunicação que Kevin foi capaz de se salvar e hoje é um ativista de saúde mental e dá palestras sobre a depressão. Ele percebeu que, apesar de muita gente no mundo todo ter a doença, poucos falam sobre ela. E foi assim que, com a sua experiência e vontade de ajudar as pessoas, esse livro nasceu.

Apesar de ele fazer parte de uma família de classe média, sua vida podia ser qualquer coisa, menos perfeita. Para começar, seus pais viviam em andares separados: sua mãe em cima e seu pai no porão, rodeado de latinhas de cerveja. Desde a infância sua casa funcionava dessa forma e seus pais sempre discutiam. Sua mãe simplesmente não se importava e seu pai, apesar de ser uma boa pessoa, era alcoólatra e vivia dormindo no sofá, mergulhado na escuridão e incapaz de sair dela. Ironicamente, o Kevin, que nunca havia entendido como seu pai não conseguia ajudar a si mesmo a se livrar da depressão, acabou acometido pela mesma doença. Um conjunto de vários fatores ocasionou a doença e é isso que ele nos conta em seu livro.

“Tudo não passa de argumentos sem sentido, fragmentados, dispersos, absurdos de agonia, que você mistura com uma narrativa de insuportável negatividade. Você está criando uma história para explicar por que a sua vida é ruim e depois volta a contá-la para si mesmo todos os dias. É como auto-hipnose para pessoas que querem odiar a si próprias.”

Ele odiava o fato de que, por ser possível enxergar o interior de sua casa da rua, as pessoas pudessem ver toda a parte negativa, os problemas familiares não resolvidos e ignorados. Kevin sempre teve essa necessidade de ser bem aceito e parecer perfeito, mesmo não gostando das pessoas e ter sofrido bullying a ponto de mudar de escola, então a ideia de alguém enxergar a verdade de si mesmo, quando ele próprio não se aceitava, era praticamente insuportável. E foi assim que, com o ideal de uma casa, vida e família perfeitas, passou a esconder tudo que sentia. Dessa forma, sua depressão foi se esgueirando até ficar tão grande a ponto de viver na escuridão de seu quarto, observando o teto e esquecer de tomar banho e comer.


O autor nos conta cada passo e acontecimento de sua vida que acabou originando a doença. O modo que odiava a escola e como era uma eterna luta ter que, todos os dias, frequentar às aulas; o bullying que sofria constantemente que o fez mudar de escola; sua dificuldade de fazer amigos devido à sua sensibilidade e personalidade um pouco excêntrica; a crença de que bastava encontrar uma garota para amar que as coisas ficariam fáceis; a vontade de fazer diferença no mundo, acabar a fome e miséria, sem saber como. E a razão mais importante: o acidente que acabou matando o seu melhor amigo. A única pessoa que dava brilho em sua vida, que o fazia esquecer dos problemas familiares e de sua baixa autoestima.

Ele sabia que não estava bem, e após a morte de seu grande amigo, a escola lhe designou um conselheiro para ajudá-lo a superar essa tristeza e angústia crescentes. Mas, de algum modo, a sociedade prega todo um estigma de que não é legal desabafar sobre seus problemas e que você deveria consertá-los sozinho. Nos ensinam que tratar doenças mentais não é tão importante quando tratar uma febre. E com esse pensamento, Kevin se afastou do conselheiro e, sem perceber, deixou que a depressão consumisse sua vida. O autor nos conta que é preciso perceber que o caminho para a salvação se trata de assumir que você tem um problema e não se odiar por isso. Está tudo bem. Parece algo grande no momento, mas é possível passar por esse obstáculo. É possível ter fé na vida e ser feliz. Ele nos diz que não precisa ter vergonha da sua depressão se você é privilegiado, tem vida boa, uma ótima família e bons amigos. É uma doença cruel e pode acontecer com qualquer pessoa. Não se sinta culpado por isso.

Com essa história, Kevin demonstra o que eu sempre achei óbvio: ninguém leva os adolescentes a sério. A sociedade propaga com tanta força a ideia de que os problemas de um adolescente não têm relevância nenhuma, que tudo não passa de dramas fúteis e isso acaba afetando eles mesmos, faz com que pensem da mesma forma. A propósito, vale dizer que esse foi um dos motivos de ele não ter contado a ninguém sobre a sua doença; o medo de ser julgado e mal interpretado era grande, afinal, sua vida era melhor que a dos sem-teto, e as crianças da África dariam tudo para ter o que ele tem: uma casa, cama, comida. Além disso, nem ele mesmo sabia a razão de ter depressão. Como explicar esse torpor sem fim, toda essa sensação de vazio e a coragem que precisava enfrentar para sair da cama todos os dias para alguém?

“Talvez essa seja a raiz de tudo que veio depois. Talvez todos os meus problemas e a minha dor estivessem vinculados à minha solidão. A verdade era que eu não me sentia amado. Eu me sentia, isto sim, como uma mercadora defeituosa, tirada da linha de produção da fábrica humana cedo demais e ganhando nada, exceto arranhões, machucados e vergonha, desde então.”

Temas fortes são do meu agrado, então é claro que, antes mesmo de ler, já desconfiava que esse livro iria me conquistar. Apesar de a profissão do autor consistir em dar palestras e, portanto, estar mais habituado em falar, em poucas páginas foi possível perceber que Kevin também escreve bem e consegue explicar de maneira clara os acontecimentos de sua vida. É fácil sentir empatia por ele e pelas situações a que foi submetido. Por mais que aborde de sua experiência com a depressão, também notei um certo humor entre as páginas que se relacionava com o assunto destacado, ainda que que fossem coisas um pouco delicadas. Não curto muito piadas que envolve uma doença tão séria, mas felizmente o autor soube dosar bem, usou em momentos certos e de um modo bem leve. Acredito que esse estilo de escrita faz parte de sua profissão como humorista.

Esse livro é, de fato, uma confissão íntima do autor. Ele nos revela tudo aquilo que sentia na infância e adolescência, coisas que havia guardado para si mesmo por bastante tempo. Kevin tinha medo de se abrir e deixar que as pessoas percebessem a casca vazia que era por dentro. Mas com esse livro, com todos esses sentimentos expostos, pensamentos e lembranças, através de suas palavras, ele desnuda sua alma completamente e a conclusão que chego é que ele é tudo, menos uma casca vazia. É uma pessoa cheia de vida, de sonhos, de sensibilidade e amor. E eu adoraria ser amiga de uma pessoa assim.

“Todo mundo quer saber “por que” você está deprimido. Nós gostamos de lógica, suponho. Se você está magoado, alguém deve ter magoado você. Se você está triste, alguém deve ter deixado você triste. Mas às vezes, quando você está vivendo em meio à sua própria depressão, perguntar o que a causou é como perguntar o que faz o motor de um carro dar partida. Não se trata de uma coisa só. É um conjunto de coisas tão inextrincavelmente ligadas que fica impossível distingui-las umas das outras.”

Adorei a diagramação do livro, especialmente a parte física, como se fosse um diário. Tem uma relação muito forte com a história, pois escrever sobre seus problemas foi o que ajudou Kevin a se tratar. O autor diz que escreveu o livro com o intuito de ajudar alguém que estivesse passando pelo mesmo que ele passou, e se o leitor se identificar com alguns sintomas da doença, precisa procurar ajuda. Não guarde para você o tempo todo tudo que te entristece. Com o tempo, o acúmulo de todos esses pequenos segredos acaba virando algo maior e difícil de ser combatido. Não deixe para lá, dê voz a seus problemas, procure ajuda. Esse livro me tocou e me emocionou, e todas as pessoas deveriam ler e reconhecer a proporção do problema que afeta diariamente milhares de pessoas.


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15 comentários:

  1. Esses livros sobre adolescentes e problemas estão sendo mais comuns e bem interpretados, acho que poderá mudar a forma com que as pessoas veem certas coisas.
    Beijos,

    batomveermelhoblog.blogspot.com
    @batomdamanda

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  2. Olá!
    Sempre tive interesse por esse assunto e depois que li e assisti Os 13 Porquês meu interesse aumentou ainda mais. Acho super interessante ler sobre esse tema por uma pessoa tão jovem e de forma tão sensível.
    Vou anotar a dica (:
    Beijos

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  3. Apesar de não chegar a ler muitos livros com essa abordagem, confesso que fiquei interessada em como o autor demonstra através das palavras tudo que ele passou.
    Em como ele coloca o tema depressão de uma forma inteligente, que envolve o leitor, me chamou bastante a atenção, gostaria de conhecer esse relato.
    É tão bom quando a gente se apega e chega a querer ser amiga de pessoas assim né!?
    Adorei a resenha e a dica, pois não conhecia a obra ainda.
    Beijos
    Caroline Garcia

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  4. Gostei do tema dessa história e como parece que o autor aborda bem tudo ali.
    Por falar de toda essa luta e de como a doença afeta a pessoa, tudo o que passa pela cabeça...isso chama minha atenção.
    E nossa, é verdade que muitas vezes as pessoas não levam os adolescentes a sério. A gente vê muita porcaria acontecendo com jovens e quando percebe que muitas vezes as pessoas acham que é drama, que tá fazendo manha, que não tem importância e é tudo besteira é de partir o coração. Quando termina de uma forma trágica e a gente para e pensa que se levassem mais a sério isso poderia não ter acontecido...esse tipo de coisa sempre mexe comigo. Parece que o livro consegue deixar uma mensagem legal por fazer pensar nessas coisas.
    O que achei mais interessante é que seja uma confissão do autor. Que ele fale das coisas que sentia, de como se sentia vazio por dentro e dê uma ideia do que passou de uma forma mais humana, sabe? De um jeito que a gente possa entender melhor e ver como é para a pessoa sem ser uma coisa clínica demais, sei lá. Poder notar que conseguiu passar por essa fase e escreveu um livro assim dá uma esperança. É uma coisa legal de se ver.
    Acho que iria gostar de ler.

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  5. Olá !
    Esse livro parece ser do tipo que deve ser lido..
    A depressão, uma doença que está em todos os lados adentrando em todas classes sociais e em toda a idade precisa ser tratata e entendida! !

    Adorei a ideia do livro !

    Bjo

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  6. Oi Amanda, tudo bem?
    Acho super importante livros que abordem este tema. Passei por depressão e sei como é essencial ter um lugar para procurar ajuda, mesmo que seja em forma de uma leitura. Quero muito conhecer este livro, e ver um pouco mais sobre as situações que o Kevin passou, acho que este livro tem uma mensagem muito bela para passar para todos.
    Adorei a capa.
    Beijos

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  7. Amanda!
    Importante que o autor tenha feito seu próprio relato e de como conseguiu superar seu transtorno quase que sozinho...
    Devo concordar que muitos não observam os adolescentes de forma aporpriada, mas não concordo de forma alguma que os problemas passados durante esse período devem ser relegados, muito pelo contrário, é justamente nessa época que devemos prestar mais atenção a eles, pois tudo é aprendizado, é novo, os hormônios estão à flor da pele e qualquer motivo ou fato, pode ocasionar decisões errôneas.
    Gostei muito do livro e quero ter oportunidade de lê-lo.
    “Bendito seja eu por tudo o que não sei, gozo tudo isso como quem sabe que há o sol” (Fernando Pessoa)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JULHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  8. Já assisti alguns vídeos do TED Talks e cada um é mais enriquecedor do que o outro. São tantos assuntos que praticamente não são falados e não importa o tempo do vídeo, é um ponto de vista diferente e de uma inteligência que nem vejo o tempo passar. Acho muito lindo na atitude dele em querer ajudar outras pessoas na mesma situação (são muitas) e mesmo ele querendo manter as aparências de uma família feliz, de uma vida comum e além disso, com medo de ser julgado, nesse livro ele contou tudo o que sentia e se passava com ele. Concordo, ninguém leva os adolescentes à sério. Já ouvi várias vezes "Ah mas você só estuda! Você não faz nada, não tem do que reclamar". Todo mundo tem problemas! O que acontece é que os adultos acham que os seus problemas são maiores, então os adolescentes reclamam por "nada". Aí está um dos principais problemas dos adolescentes, ninguém quer os ouvir e então eles aprendem a não falar sobre o que sentem. Acho que isso mostra o porquê de cada vez mais o número de pessoas, inclusive adolescentes, estarem com depressão (e muitas vezes nem sabem). Kevin mostra que a classe social não significa uma vida perfeita. A quantidade de problemas que ele tinha como problemas familiares, bullying e depois de tudo isso mais a morte do melhor amigo, mostra que o que leva uma pessoa a pensar me suicídio nem sempre são os problemas financeiros. Também sinto que vou gostar muito da escrita do Kevin, acredito que por ele falar de algo que ele vivenciou e sentiu na pele, ele sabe explicar tudo perfeitamente e mesmo com humor em algumas partes, ele soube escolher as palavras corretas. Já li alguns em que o autor (mesmo tendo passado por uma doença séria ou não) fazia piadas tão inapropriadas que nem parecia que tinha passado por tal situação (aliás não vejo a menor graça em piadas desse tipo). Achei linda a edição! A capa é muito bonita mesmo e o significado por trás dela mais ainda! Sem dúvidas, Kevin conseguiu fazer desse desabafo um jeito de ajudar muitas pessoas. Espero ler um dia esse livro! Já sinto um carinho enorme por ele <3
    Beijos :)

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  9. Gosto muito de livros que versam sobre a temática adolescente, e principalmente sobre os que trazem tópicos difíceis como depressão e suicídio. Acredito que quanto mais obras sejam escritas e divulgadas, mais a doença vai sendo tratada e combatida, e mais o suicídio vai sendo evitado.
    Muito interessante a diagramação do livro ser em forma de diário, parece algo mais íntimo e verídico. O fato de o pai do adolescente ser acometido do mesmo mal nos leva ao fato de a doença ter sua carga genética.
    E também combate a crença e o preconceito de que as doenças mentais são menos importantes que as físicas, que se trata apenas de uma questão de menor ou maior esforço (por exemplo, se a pessoa se esforçar mais, ela pode sair da depressão sozinha e sem ajuda). Mais uma vez, quanto mais se fala sobre o tema, mais se tira o estigma e o preconceito que paira sobre ela, principalmente no círculo dos adolescentes.

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  10. Oi.
    Apesar de não ser um estilo de leitura de que eu goste, tenho certeza de que traz muitas informações e reflexões sobre o tema, tão importante e sério. Sempre é bom ver que os autores estão explorando mais esse lado e de certa forma, ajudando para que os assuntos em questão, sejam discutidos e reconhecidos, sem preconceitos.
    Ótima resenha e indicação.
    Beijos.

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  11. Olá!
    Gosto bastante de livros que aborda esses tipos de temas porque apesar de muitos não falarem sobre isso e nem querem saber é um acontecimento que acontece na adolescência de todo mundo. Gostei de como o autor citou a história de uma forma verdadeira, um livro bem diferente mas incrível.

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  12. Antes mesmo de ler sua resenha já queria ler esta obra, após esta leitura, fiquei ainda mais cativada a adquirir um exemplar do livro. Acredito que a depressão e algo construído, e não uma simples triste, como vemos este personagem e tratado de forma horrível na escola, um local onde passamos mais da metade de nossas vidas, e deveria ser uma lugar seguro onde deveríamos ser tratado com respeito, mas nem sempre isso acontece. Outro ponto e que temos de ler a sério problemas enfrentados por nossos adolescentes e que isso não e coisa comum desta fase, devemos abrir o olho para o que esta ao nosso lado.
    Participe do TOP COMENTARISTA de Julho, para participar e concorrer aos livros "O Casal que mora ao lado" e "Paris para um e outros contos".
    http://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/

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  13. Nossa Amanda, que resenha mais tocante, você conseguiu transmitir em palavras tudo o que sentiu durante a leitura. Confesso que esse livro não chamaria a minha atenção de inicio, pois não leio muito livros nesse estilo. Mas não há como não se sentir tocada com essa resenha, é um livro que deve ser muito divulgado, especialmente nas escolas, pois ainda há muito preconceito quando se trata de depressão, especialmente em adolescentes. Também concordo com você, devemos levar a série os adolescentes, esse estigma que a sociedade sempre levanta de que eles fazem dramas demais, sem dar a devida atenção aos seus problemas não pode mais continuar assim. Esse livro é um tapa na cara dessas pessoas.
    Fiquei muito interessada em ler, obrigada pela dica.
    Beijos

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  14. Olá Amanda ;)
    Também gosto de ler livros com temas fortes de vem em quando, as vezes é bom ler sobre algumas realidades cruas que existem em nosso mundo, e não ficar só na fantasia.
    Deve ter sido muito doloroso para o autor escrever sobre seus traumas para o mundo, mas aplaudo ele por isso e por tentar superar tudo o que ele passou.
    Achei interessante o livro ser no formato de um diário, a narração deve fazer com que o leitor se sinta bem mais próximo do autor! Estou mais ansiosa ainda pra ler esse livro, obrigada por essa resenha linda!
    Bjos

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  15. Oi, na hora que eu vi a caparência eu pensei num diário, quando eu estou triste ou com raiva eu gosto de desabafar escrevendo, porque eu gosto. Eu imagino ele sofrendo por não poder contar a ninguém pra não ser julgado, é triste que nem todos consigam uma válvula de escape nessas horas como o autor. Fiquei com vontade de ler.

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