16 julho 2016

Top 10 - As melhores leituras do 1º Semestre - Parte 1


Olá, leitores. Hoje trago para vocês  o top 10 dos melhores livros que li no primeiro semestre desse ano. No total, até o momento foram 82 livros lidos e posso dizer que nesses seis meses fiz várias descobertas de livros e autores maravilhosos, além de ter lido livros que eu não planejava ler na vida e que me surpreenderam. Foi difícil escolher só dez e ainda sobraram alguns que eu escolheria.

Vamos a eles. Ressalto que a ordem não está por preferência e sim por ordem de leitura. Também por coincidência acabei resenhando todos os que entraram na minha lista de favoritos, então deixarei o link das resenhas para vocês quando mencionar os livros.





1º. #Falsiane - Lucy Sykes e Jo Piazza 
O que fazer quando a geração mais nova — mais descolada, mais ambiciosa, mais antenada — está de olho no seu cargo? É o que Imogen Tate, editora de uma grande revista de moda nova iorquina, está prestes a enfrentar. Após uma licença médica de seis meses, ela está de volta à redação, mas as coisas estão bem diferentes... Sua assistente de vinte e poucos anos aproveitou sua ausência para tentar derrubá-la do seu pedestal, roubar seu emprego e transformar a famosa Glossy em um aplicativo de celular! Avessa às tecnologias e sem sequer saber usar direito um iPhone, Imogen vai ter que correr atrás do prejuízo para desbravar o mundo virtual e provar que a experiência ainda vale muito — custe o que custar.

Esse foi o melhor chicklit que eu li esse ano, em primeiro lugar porque ele tem várias semelhanças com O diabo veste Prada, que para mim é um livro inesquecível, e porque aborda o mundo da moda pelo qual eu tenho uma quedinha nos livros. Ele também traz o cenário de Nova York, um lugar que eu adoro, e me fez dar muitas risadas, o que é raro acontecer com um livro, além de abordar um tema sério no meio de todo o humor que é o uso excessivo da tecnologia na nossa vida. É daquele tipo de livro que começamos ler e não conseguimos parar enquanto ele não termina, além de ser aquele livro que fica na mente por muito tempo.









2º. Um poema para Bárbara - Monica Sifuentes 

Eram meados de 1776 em São João Del Rei, Minas Gerais, quando o novo ouvidor da comarca chegou à cidade vindo de Portugal. As solteiras compareceram ao sarau preparado para recepcioná-lo, e estavam todas muito entusiasmadas com o bom partido para casar, mas não Bárbara Eliodora, justamente a moça pela qual o jovem magistrado José Inácio de Alvarenga Peixoto encantou-se. Ela estava mais interessada em escrever seus poemas e em pensar sobre suas ideias um tanto avançadas para a época. Aos poucos, porém, o convívio fez brotar uma intensa paixão, e o casal descobriu ter muito mais em comum do que imaginava. Ambos poetas (ela, a primeira mulher do país), iniciaram juntos uma vida pautada em amor e sonhos de um país livre e justo, que culminou com a Inconfidência Mineira. Deixaram um legado de sangue e lutas, mas também de ideais, versos e heroísmo, que marca até hoje a história do Brasil.

Eu tenho uma quedinha, ou melhor, um tombo enorme por livros que abordem a história mais antiga do Brasil, e são raras as obras que trazem isso. Então desde que descobri sobre o lançamento do livro Um poema para Bárbara eu sabia que esse livro mexeria comigo, e fiquei desejando-o por mais de um ano, até ele ser lançado em ebook, e quando li me surpreendeu mais do que eu esperava. É um livro com maravilhosas descrições sobre a inconfidência mineira, o estado de Minas Gerais, a sua cultura, culinária, os lugares históricos, além de podermos encontrar aqui a vida de personagens que foram importantes para a história do Brasil, como Tiradentes e Aleijadinho, tudo inserido em um romance forte e arrebatador, além de encontrarmos uma autora nacional iniciante que escreve de uma maneira totalmente perfeita, o que me fez admirá-la mais ainda.







3º. O Rouxinol - Kristin Hannah
- Resenha aqui -
“Neste épico passado na França da Segunda Guerra, duas irmãs se afastam por discordarem sobre a ameaça de ocupação nazista. Com temperamentos e princípios divergentes, cada uma delas precisa encontrar o próprio caminho e enfrentar questões morais e escolhas de vida ou morte.” - Christina Baker Kline, autora de O trem dos órfãos
França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes.
Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva.
Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país.
Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O Rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte.
Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.

Eu sempre admirei a Kristin Hannah e já li a maioria das obras dela. Assim que O rouxinol foi lançado eu imediatamente o comprei mas não sentia que era o momento de ler. Até que em um dia sem saber o que ler comecei esse livro e simplesmente não consegui mais parar. Considero ele o melhor livro com a temática segunda guerra mundial que já li. É uma trama extremamente realista, abordando o cenário da França e o modo como as pessoas lidaram com a guerra lá, além de mostrar como foi esse acontecimento para as pessoas pobres, a fome, o frio e o abandono. Também traz a relação de duas irmãs bem diferentes e o que cada uma considerava importante. Outra coisa que me fez considerar esse livro um favorito foi o fato de vermos humanidade nas pessoas. Vemos sofrimento forte e intenso, amor  e conseguimos sentir tudo aquilo também.








4º. Queria ver você feliz - Adriana Falcão
 - Resenha aqui -
HÁ QUEM O CHAME de Eros, Kama, Philea ou Ahava. O Amor, esse personagem mítico, desempenha o papel de narrador na história real do casal Caio e Maria Augusta, pais da autora Adriana Falcão. O Amor se descreve como perfeccionista e obcecado pelos detalhes, nada que o impeça de ser um bocado descuidado com as consequências dos sentimentos que provoca com suas flechas.
Assim, com uma linguagem poética e ao mesmo tempo muito bem-humorada, Adriana revela para seus leitores aquilo que poderia ser descrito como uma história trágica protagonizada por dois personagens atormentados por seus demônios. Apaixonados, Caio e Maria Augusta se casam no Rio de Janeiro da década de 1950 e têm três filhas. Todo o sentimento que eles compartilham não impede que a personalidade exuberante de Maria Augusta se torne mais obsessiva e asfixiante com o passar do tempo, apesar dos medicamentos e dos tratamentos psiquiátricos. Caio, por sua vez, aprofunda uma melancolia que existia nele desde a adolescência, e que culmina nos anos 1970 em tentativas de suicídio.
Mais do que uma história com um final dramático, trata-se de memórias afetivas que alternam momentos de intensa felicidade e outros tantos de dor, como acontece nas melhores famílias.

Essa autora realmente me surpreendeu nesse livro que foi o meu primeiro contato com ela. Há bastante tempo um grupo de amigos me recomendava a leitura da obra, mas por ela ser curtinha eu sempre tinha certo receio de não gostar, porque as obras pequenas geralmente acabam não sendo tão completas como eu gostaria. Mas um dia sem saber o que ler sentei, escolhi esse livro e... só consegui parar a leitura quando a terminei. É uma história linda, com um narrador inesperado, o amor. Através do livro percebemos um amor que sobreviveu anos em meio a crises, dores, e em meio a felicidade também. Vemos um amor que só queria ver o outro feliz, mesmo que nem sempre fizesse a coisa certa. Além disso temos muitas cartas no meio da narrativa, cartas que foram trocadas pelos protagonistas e que nos permitiram ver ainda mais a beleza do livro. O mais bonito de tudo é saber que a história é real e que conta a vida dos pais da autora.






5º. O Sol é Para Todos - Harper Lee
- Resenha aqui -
Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.
O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.
• Com nova tradução e projeto gráfico, este clássico moderno volta à cena, justamente quando a autora lança uma continuação dele, causando euforia no mercado.
• Desde o anúncio de sua sequência, O sol é para todos é um dos livros mais buscados e acessados no site do Grupo Editorial Record.
• Já vendeu mais de 30 milhões de cópias nos Estados Unidos e, no último ano, ganhou a recomendação do presidente Barack Obama, que proferiu o seguinte elogio: “Este é o melhor livro contra todas as formas de racismo”.
• Vencedor do Prêmio Pulitzer.
• Escolhido pelo Library Journal o melhor romance do século XX.
• Eleito pelos leitores de Modern Library um dos 100 melhores romances em língua inglesa.
• Filme homônimo venceu o Oscar de melhor roteiro adaptado.

Eis aí mais uma das minhas surpresinhas desse ano. Quando me propus um desafio de ler um clássico por mês não imaginava que encontraria livros tão cativantes, mas encontrei e O sol é para todos foi um deles. O principal motivo que me cativou foi o fato de ser narrado por uma menininha e durante essa narrativa fica muito clara toda a sua inocência diante de acontecimentos tão graves. O livro nos traz a história do pai da menininha que é um advogado que recebe a incumbência de defender um negro e passa a sofrer várias represálias da sociedade, e os filhos dele, em meio a suas brincadeiras na rua vão percebendo aos poucos o tratamento que as pessoas lhes dão, o desprezo, como se elas e o pai tivessem culpa do crime e como se o negro não merecesse qualquer defesa, enquanto já o condenavam antes mesmo de ele ser julgado. O livro me chamou atenção principalmente porque ele traz um enredo que passou no início do século XX, mas que pode ser considerado real até hoje porque o preconceito ainda existe.






6º. As Gêmeas do Gelo - S. K. Tremayne
Um thriller psicológico aterrorizante perfeito para os fãs de A Garota no Trem
Um ano depois de Lydia, uma de suas filhas gêmeas idênticas, morrer em um acidente, Angus e Sarah Moorcroft se mudam para a pequena ilha escocesa que Angus herdou da avó, na esperança de conseguirem juntar os pedaços de suas vidas destroçadas. Mas quando sua filha sobrevivente, Kirstie, afirma que eles estão confundindo a sua identidade — que ela é, na verdade, Lydia — o mundo deles desaba mais uma vez. Quando uma violenta tempestade deixa Sarah e Kirstie (ou será Lydia?) confinadas naquela ilha, a mãe é torturada pelo passado — o que realmente aconteceu naquele dia fatídico, em que uma de suas filhas morreu?

Eu fico tão feliz quando encontro thrilers psicológicos bons e assim que vi o lançamento desse eu sabia que ele me marcaria. E assim que comecei a leitura fiquei ainda mais surpresa porque descobri que as gêmeas do gelo eram apenas menininhas de sete anos, quando li a sinopse tive a impressão de que seriam adolescentes. É uma história que deixou o fim bastante em aberto mas esse foi um dos pontos altos da história. Encontrei alguns problemas que não fizeram sentido no modo de narrar, mas mesmo assim isso não tira nenhuma das cinco estrelinhas que o livro ganhou. Também gosto muito do cenário onde tudo se passa, uma ilha bastante isolada, e isso contribuiu para criar um clima de suspense ainda maior. Também as confusões da gêmea viva, sobre quem ela era se tornaram angustiantes e ela conseguia me passar todo o sentimento de confusão que sentia, o que contribuiu ainda mais para meu envolvimento com o livro.








7º. O Primeiro último Beijo - Ali Harris
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“O primeiro último beijo” conta a história de amor de Ryan e Molly, de como eles se encontraram e se perderam diversas vezes ao longo do caminho. Na primeira vez em que eles se beijaram, Molly soube que ficariam juntos para sempre. Seis anos e muitos beijos depois, ela está casada com o homem que ama. Mas hoje Molly percebe quantos beijos desperdiçou, porque o futuro lhes reserva algo que nenhum dos dois poderiam prever…
Esta história comovente, bem-humorada e profundamente tocante mostra que o amor pode ser enlouquecedor e frustrante, mas também sublime. Na mesma tradição de P.S. Eu Te amo e Um Dia, O Primeiro Último Beijo vai fazer você suspirar e derramar lágrimas com a mesma intensidade.

Esse livro foi um dos poucos que me fez chorar nesse ano e eu gostei dele por diversos motivos, apesar de que a personagem principal, Molly, foi a personagem que mais me irritou nos últimos tempos. Mas gostei muito dessa história porque ele aborda uma realidade de como são realmente os relacionamentos. Ele não nos traz nada perfeito, apenas um relacionamento cheio de dias bons e ruins, cheio de brigas e voltas, sem contar que o mocinho, Ryan, é o personagem mais cativante que encontrei em toda a literatura. Além disso o livro trouxe muitos quots que me fizeram refletir sobre mim e a minha própria vida.






8º. Beleza Perdida - Amy Harmon 
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Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar.
Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido.
Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.

Esse é um daqueles livros que todas as pessoas me indicavam e entrava na lista de favoritos da maioria das pessoas, mas eu relutava em lê-lo porque achava que era uma modinha apenas e que não seria tão bom quanto diziam, mas quando resolvi ler percebi que demorei muito para fazê-lo, porque foi um enredo que me deixou emocionada, extasiada e querendo mais daqueles personagens. É uma história singela, com pessoas de uma cidade pequena, todos humildes e que já sabiam o significado do trabalho e de amizade desde muito cedo. Também é um livro que levou os personagens a lidarem com a perda desde muito novos e isso os amadureceu muito. O que mais me fez admirar a obra foram os ensinamentos que ela trouxe e também o fato de ser um livro com personagens adolescentes muito maduros, o que é raro encontrarmos.







9º. Capitães da areia - Jorge Amado
 
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Desde o seu lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes. Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e suas ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente da sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade.

Esse foi mais um livro que fez parte do meu desafio de um clássico por mês e me deixou absolutamente fascinada. Eu não conhecia a escrita do Jorge Amado e não haveria um livro melhor para começar. É um enredo simples, sem muita ação mas que traz uma realidade da década de 1930 mas que prevalece até hoje, a realidade dos meninos de rua. Com esse livro conseguimos sentir todo o desespero, a carência, a necessidade de muitas vezes cometer coisas erradas só para poder ter um alimento para o dia seguinte. Capitães da areia nos passa um sentimento muito vívido como se estivéssemos lá na rua com aqueles garotos que precisaram se tornar adultos muito cedo pelas circunstâncias da vida, mas que no fundo eram apenas crianças,  e nos passa também a esperança de que o futuro traga um mundo melhor e mais justo. Tudo é narrado de uma forma inocente e o autor trouxe uma visão de como as autoridades lidavam com aquilo, as pessoas da sociedade, os meninos, em fim, é um livro que deveria ser uma leitura essencial para todas as pessoas porque tenho certeza que após a leitura todos sentiriam que aprenderam muito.





10º. Flor da pele - Javier Moro 
- Resenha aqui -
Estamos no início do século XIX, e a varíola, também conhecida como flor negra
pelas marcas que deixa na pele daqueles que são infectados, é a doença mais temida do mundo. Não há rico ou pobre, criança ou velho, que esteja a salvo. Ao menos até pesquisadores começarem a testar um método ousado, porém eficaz, que consiste em provocar infecções atenuadas em pessoas saudáveis, tornando seus organismos resistentes ao mal.
É nesse momento que uma jovem mãe solteira, Isabel Zendal, torna-se a primeira enfermeira da história numa missão internacional. Acompanhada por vinte e duas crianças com idades entre três e nove anos, ela parte rumo aos territórios espanhóis no além-mar para levar a recém-descoberta vacina da varíola à populações pobres. A expedição é liderada pelo médico Francisco Xavier Balmis e por seu ajudante, Josep Salvany, que enfrentarão a oposição do clero e a corrupção de autoridades locais e
também disputarão o amor de Isabel. A história real de amor e coragem de Isabel Zendal, à qual o best-seller Javier Moro teve acesso após ampla pesquisa, é retratada
neste romance com a mesma riqueza de detalhes e delicadeza de outros sucessos do autor, como Paixão índia e O sári vermelho.

Está aí mais um autor com quem tive o meu primeiro contato nesse ano e a quem passei a admirar. É um livro histórico em forma de romance mas que traz a história real de Isabel Zendal e Francisco Balmis, duas pessoas que por amor ao próximo e tendo também seus próprios motivos pessoais embarcaram em uma jornada difícil para levar a vacina da varíola para os povoados mais distantes na américa. É uma história de amor e coragem e traz um tema que foi muito conhecido nos séculos anteriores, a varíola e todo o seu poder de destruição. O autor sabe construir muito bem os cenários e transmite para o leitor cada pequeno sentimento dos personagens, e nos faz sentir como se estivéssemos lá naquela expedição de vacinação.





====>  Bom, leitores espero que o meu segundo semestre traga tantos livros bons. Ainda sobraram alguns que não consegui incluir na lista, como O amor nos tempos do ouro da Marina Carvalho, Samanta Sweet da Sophie Kinsella e Enquanto bela dormia, da Elizabeth Blackwell, dentre vários outros. Procurei destacar o que mais me atraiu em cada livro, mas para conferir a minha opinião completa cliquem nas resenhas pois elas estão ainda mais completinhas.

E aí, qual o top 10 de vocês? Já leram alguns dos livros que listei, gostaram?
Espero que gostem tanto desse top quanto eu adorei fazê-lo. Até a próxima! <====