04 outubro 2016

Resenha - O Filho da Natureza


"Vocês já ouviram falar naquele ditado de que tudo o que vai, pode voltar? Então, vou lhes contar uma história e quem sabe assim poderão entender melhor as minhas palavras...”. Em um passado não muito distante, a natureza decidiu varrer a humanidade da face da terra e assim deu-se início a um período de horror e devastação. Porém, uma pequena parcela da população sobreviveu, mostrando que não iriam desistir tão fácil. Adaptando-se ao ambiente que se tornou radioativo, os humanos lutam pela sua sobrevivência, rendendo-se a um governo opressor que se formou a fim de restaurar a ordem, mas será que em meio ao caos é possível se ter ordem? Um grupo “rebelde” acredita que não e eles são conhecidos como Os Filhos da Natureza. Sam, um garoto aparentemente normal, que vivia na Aldeia apenas como mais um trabalhador humilde a lutar pela sua sobrevivência, descobre coisas inacreditáveis ao receber uma missão de seu pai. Tais coisas podem mudar o futuro de toda a Nova Era. Será que ele vai conseguir dominar aquilo que está dentro de si? Será que Sam é um verdadeiro Filho da Natureza? Aventure-se por estas páginas e descubra junto com Sam que, para superar desafios, é preciso lutar e ser persistente. “Eu nasci assim. Minha mãe ficaria orgulhosa ao ver que eu finalmente entendi o porquê de sermos chamados de Filhos da Natureza!".


 Livro: O Filho da Natureza
263 páginas || Skoob || Cortesia: Editora Arwen || Onde comprar









"Não escuto as respostas, algo na janela chama minha atenção. Um clarão ilumina o céu. Um relâmpago, imagino. Outro clarão se prolonga tempo suficiente para que eu possa ver uma grande onda, no fim da cidade. Engraçado, não moramos no litoral."

O livro se inicia com uma cena em que uma família está em casa, num dia normal, quando começa a cair uma tempestade. As pessoas, que moram no centésimo andar de um edifício de uma cidade  do interior, estranham a chuva forte, e, quando olham pela janela, veem uma grande onda se aproximando. O caos começa a se instalar e, assim, que a onda começa a tomar conta da cidade, fortes tremores vão acontecendo e a estrutura do edifício se parte ao meio, rachando o chão. A chuva que está caindo é altamente radioativa, queimando a pele ao entrar em contato com as pessoas. 

"Antes que possamos nos mexer, o chão todo começa a tremer e a se abrir sob nossos pés. Não consigo segurar meu grito. O teto racha em cima de nossas cabeças, derrubando pequenas pedras por toda a sala."

Após esse cenário um tanto quanto chocante, conhecemos Sam, um jovem que mora em um aldeia no ano de 050 (50 anos após a destruição ocorrida no primeiro capítulo). A realidade da sociedade pós devastação é bem diferente da nossa, sendo distribuída entre: os poucos e pobres habitantes da aldeia; os ricos e governantes moradores da Suver; e os Coisas (pessoas que foram deformadas e descaracterizadas pela devastação). Além da nova organização das pessoas e do efeito da radiação nos humanos, a natureza também se adaptou à nova realidade, o que pode ser comprovado com os animais e mudanças climáticas extremas.

"Depois da Devastação, o ecossistema mudou. As árvores, os animais, tudo evoluiu para sobreviver, de certa forma os humanos também. Se bem que não sei se os Coisas se encaixam na categoria "seres-humanos"."

Sam não gosta de seguir as regras da Aldeia, por isso, ele costuma adentrar à floresta para treinar com seu estojo de facas, ou para se aventurar e explorar algo novo. Por isso, algumas vezes, ele acaba se envolvendo em problemas, como, dar de cara com um Coisa, o que não é nada agradável.

"Desde pequeno meu sonho é ir até as montanhas ao norte e ver o pôr do sol de cima delas; sempre amei a natureza, afinal é tudo o que nos restou para amar."


[ - Minhas Impressões - ]


O livro O Filho da Natureza, é o primeiro de uma saga. Como não tenho o hábito de ler 
distopias, não posso afirmar que ele se trata desse estilo. Algumas características estão presentes, como a questão da sociedade futurista, do governo opressor, do controle e da grande diferença entre organizações sociais. Entretanto, possui muitos elementos fantásticos e não é focado em revoluções. Acredito que ele seja melhor classificado como um livro de ficção com elementos fantásticos.

Posso dizer que a leitura me agradou bastante. Achei a ideia original, até certo ponto, e confesso que me senti cativada logo no primeiro capítulo. No decorrer da história você será apresentado a um mundo completamente diferente do que vivemos hoje, e logo descobre que as condições de vida dessa nova sociedade não são nada agradáveis.

O personagem principal é carismático, divertido, corajoso, aventureiro e determinado. Às vezes ele parece ser um pouco lento, demorando para entender algumas conversas e situações ao seu redor, mas nada que atrapalhe a boa caracterização do mesmo. Sempre pronto para explorar novidades, ele está cansado de morar na Aldeia em péssimas condições, e almeja poder sair pela natureza para conhecer mais do que está ao seu redor. Como seu interesse por aventuras é o combustível de sua vida, ele nem chega a notar as garotas que moram na aldeia, e não sente falta de nada nesse aspecto.

Outra personagem que ganha destaque no decorrer da leitura, é Catherine. Ela é uma garota extrovertida, determinada, curiosa, divertida e possui uma personalidade forte. Cat, como é chamada, entra na vida de Sam de forma abrupta, e marca presença. Ela é quem irá apresentar Sam a novas situações e instrui-lo em vários momentos do enredo.

Ainda conhecemos, mesmo que brevemente, a mãe e o pai de Sam, Will, Steave, Maria, e outros. Cada um desses personagens, além de enriquecer o enredo, possui uma função especial na história, que acho melhor não entrar em detalhes (para não perder a graça).

Com uma escrita simples e direta, a autora nos apresenta uma nova realidade repleta de elementos fantásticos sem enrolar no desenvolvimento da história. Devido a esse fator, alguns leitores podem considerar a leitura superficial. Sim, alguns momentos poderiam ter sido melhor explorados, entretanto, eu gostei do ritmo do livro. Ele não possui aquela característica descritiva irritante de alguns livros de fantasia, que fazem com que o texto seja cansativo. 

Em outras palavras, não é uma história que você vai precisar parar para descansar e voltar a ler em outro dia. O Filho da Natureza te prende em uma leitura fluida, leve e interessante. Vale ressaltar que ele termina de forma bem interessante. Inclusive, já estou à espera do segundo volume!

Na versão em e-book, pude constatar que possui alguns erros ortográficos. Nada que atrapalhe a leitura ou o sentido do texto. Recomendo a leitura para quem gosta de fantasia, distopia e romance, já que esse livro é tudo isso misturado.

19 comentários:

  1. Olá
    Eu não conhecia esse livro, mas adorei poder conferir seus comentários a respeito e realmente gostaria de poder conferir também. Imagino mesmo que seja uma leitura fluida, pelo que pude perceber em sua resenha. Fiquei bem curiosa sobre a ambientação e personagens. Obrigada pela dica!
    Beijos, Fer
    www.segredosemlivros.com

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  2. Oi, Heloisa

    Eu acho essa capa muito interessante. Já pude ler algumas resenhas desse livro e pude ler opiniões bem controversas. Tenho um amigo que leu e não gostou. Mas é um livro relativamente curto, né? E como tem essas características distópicas ele me interessa um pouco. Quem sabe um dia.

    Beijos

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    1. Oi Tamires, sabe que eu também li várias resenhas contraditórias desse livro? Mas uma coisa eu percebi, grande parte delas foi feita antes do livro ter sido lançado pela editora. Inclusive uma delas citava algumas partes que eu não li nesse livro. Por isso, acredito que ele deve ter sido editado e revisado. O que pode ter melhorado. Abraços

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  3. Olá
    Eu não tinha visto resenha sobre esse livro, mas como sou parceiro da editora já conhecia a obra e a sinopse me deixou bem curioso. É bom saber que o personagem principal é bem carismático, imagina um protagonista porre de chato rsrs? Quanto a capa, eu achei ela bem legal, mas não gosto muito da fonte usada, quase e não dá pra ler por conta do contraste de cores. Erros de ortografia sempre são um caso a parte e sempre passam despercebido por mim, a não ser que seja muitos. Até mais vê
    Bjs

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  4. Olá eu também não sou muito boa em identificar distopias rsrs eu gostei de saber suas impressões e descrições desse livro que achei tão diferente. Não sei se eu leria, mas achei a sinopse diferente

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  5. Oi Heloisa,

    Nossa o livro já me conquistou. Toda essa devastação que você relata que é o início da narrativa me deixou já empolgada. Não conhecia esse livro é a trama realmente parece uma distopia. Acho que não li nenhum nacional desse gênero e fiquei curiosa para saber como a narrativa se desenrola nesse cenário devastado.
    Os erro de ortografia realmente precisam ser vistos pela editora, eu particularmente fico muito chateada quando um livro vem cheio deles, mesmo assim não me afasta da vontade de ler. Acho que vou esperar a sequência, pois se eu curtir não quero ficar na curiosidade do que ainda vira.

    Bjs,

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  6. Não conhecia o livro e pela capa eu esperava algo assim, completamente diferente. Gostei muito do enredo e a leitura deve ser muito rápida, já que só pela sua resenha eu fiquei curiosa, imagino que com o livro em mãos eu ia querer correr para chegar no final. Eu gosto muito quando a história é sem enrolação e ainda nos traz um enredo fantasioso.

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  7. Oi Heloisa, várias pontos que você colocou na resenha, eu curti. Personagem carismático e este pano de fundo futurista, dão espaço para muita história boa. Só não curto os elementos fantásticos. Mas daria uma chance, fácil!!!
    Amei a dica
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  8. Olá Heloísa,
    Não não lembro de ter visto esse por aí, mas posso estar enganada. Gostei muito da ideia da história, gosto de livros futurísticos, mas fiquei me perguntando o que acontece se temos um governo opressor e não temos uma revolução? Meio que acho que essas coisas estão ligadas.
    A personalidade de Sam parece ter sido muito bem construída e gostei disso.
    Achei a ideia original e acho que a leitura vai agradar bastante, então, vou anotar a dica.
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

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  9. Oii Heloísa,
    Essa é a primeira resenha que eu leio do livro e achei bem interessante e a historia bem original. Nunca li nenhum livro que se passe depois de alguma destruição tão grande então começaria a ler sem base em nenhum livro.
    Espero ter a oportunidade de ler e conhecer a historia :D

    Beijos!!
    http://lendocomobiel.blogspot.com.br/

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  10. Olá
    Bom eu não conhecia o livro, mas fiquei super ansiosa para fazer a leitura, li apenas um livro que fala sobre coisas futuristas e foi muito produtivo, pois estou querendo sair da minha zona de conforto que é o Romance.A premissa desse livro e um tanto instigante, assim como você achei a ideia bem original, acho que o que foi proposital a autora colocar logo de início a onda que destruí tudo, pois assim os leitores ficariam curiosos para saber o que vem em seguida, pelo menos comigo é Assim rsrs.A capa do livro está linda.Pretendo em breve poder fazer a leitura desse livro e me aventurar nessa história, beijos ❤

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  11. Oi Helô

    Não conhecia o livro, mas adorei a premissa. Gosto de livros sobre destruição e futurismo. E bom saber que a autora soube trabalhar isso e criou uma leitura fluída e que nos prende. Isso é o que mais me interessa num primeiro olhar.
    Sinceramente não terei condições de ler no momento, mas anotei a dica para uma próxima oportunidade.
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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  12. OI Heloisa, tudo bem? Já vi muitos comentários positivos sobre esse livro, mas ainda não me aventurei na história. Quem sabe eu adquira em alguma promoção da Arwen =D Acho que eu poderia gostar, pois ele também tem uma mensagem legal de preservação a natureza, né? E eu curto muito isso. Além disso, a capa também é muito legal e chamativa.
    Um beijão
    http://profissao-escritor.blogspot.com.br/

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  13. Oi Heloisa!!

    Como a sua descrição da obra acredito que realmente o mesmo não seja uma distopia, e sim uma ficção com Q de alerta com o que a natureza vem vivenciando por culpa da ambição do homem. Sam parece ser um menino normal e disposto a cumprir sua missão, pelo que percebi Cat deve ter surgido para abalar um pouco esse mundo dele. A capa é bem atrativa, embora não possa dizer o mesmo da sinopse. Muito obrigada pela dica. Beijos!

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  14. oi, Heloísa... nunca tinha ouvido falar desse livro antes mas fiquei interessada na premissa, que me pareceu meio absurda hehehe eu fui lendo sua descrição da onda e foi passando a cena na mente, como num filme... fiquei curiosa pra saber quais efeitos a radiação trouxe no decorrer dos anos, na população e natureza... so desanimei um pouco por ser uma série , ando sem tempo de ler ultimamente...
    bjs...

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  15. Olá eu não conhecia o livro achei achei a premissa bastante interessante porém não é algo tão original no universo de distopias aliando essa questão ao fato de eu não ter gostado nem um pouco dessa capa que para ser sincera Achei bem feia não me sente muito atraída a fazer a leitura acredito que os que se aventurarem irão se deparar com a leitura agradável mas no momento eu deixo a dica para depois
    beijos

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  16. Sou muito fã de distopia e já tinha lido algumas resenhas bem positivas sobre esse livro, a maioria das distopias que eu leio são menos puxadas para a fantasia do que essa, acho mais legais as que focam mais na parte do governo, rebeliões e coisas do tipo, mas essa parece ser interessante também,então irei dar uma chance um dia

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  17. Olá, Heloisa! Não conhecia o livro e pelo que li aqui, acho sim que faz parte do gênero Distopia. Achei legal e sempre curto as ideias de livros do gênero, mas acabo optando me jogar em outros tipos de leituras. Que bom saber que você gostou!


    Bjs,
    Yohana Sanfer
    http://www.papelpalavracoracao.com.br/

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  18. A premissa do livro é muito boa. Imagino que a passagem em que ocorre a chuva radioativa seja bem tensa, fiquei intrigada. Posso dizer que despertou muito a minha curiosidade. Acho bacana que seja o primeiro de uma saga, pois sabemos que a história não termina quando o livro acaba, mas eu sempre fique muito ansiosa pela continuação. Gostei muito da capa do livro. Ótima resenha!

    Tatiana

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