17 outubro 2016

Resenha - Eu estou aqui



No cenário frio e asséptico de um hospital surge a paixão entre Elsa, uma montanhista em coma há cinco meses depois de cair durante uma escalada, e Thibault, que se refugia no quarto da moça, por não querer visitar o irmão, o motorista bêbado que causou a morte de duas adolescentes num acidente automobilístico.
Delicadamente composto, o romance mostra o envolvimento gradual entre dois personagens cuja comunicação se dá instintivamente. Enquanto Thibault pode conversar e incentivar Elsa a retomar o domínio de suas ações, a jovem ouve, percebe e sente toques em seu corpo, mas não tem como comunicar seus desejos e anseios. Os dois passam a se conhecer tanto pelo que transmitem um ao outro – Thibault em suas confidências, Elsa tentando demonstrar que corresponde a seus estímulos – quanto pelo que os amigos da montanhista comentam a respeito do rapaz ou falam a ele sobre Elsa. Junto da moça em coma, Thibault sente-se tranquilo e protegido da revolta contra o irmão, internado em estado grave no mesmo hospital. Elsa, embora cercada pela família e por amigos, se entusiasma com a ousadia de Thibault, que não se acanha em beijá-la. E quando os parentes discutem a possibilidade de desligar os aparelhos que a mantêm viva, é com ele que Elsa conta para lutar por sua própria sobrevivência.

Livro: Eu estou aqui
288 páginas || Skoob || Editora: Rocco|| Onde comprar









Elsa é uma montanhista e por causa desse estilo de vida radical que leva, acaba sofrendo um acidente e entra em coma. Já se fazem cinco meses que Elsa está no hospital, ouvindo as pessoas e tudo o que está em seu redor. As pessoas mais próximas e os médicos não fazem ideia de que ela, apesar de possuir um corpo inerte e ser incapaz de abrir os olhos, falar ou provocar um mínimo estímulo, está ali, viva. Ela tem sonhos, divaga em seus pensamentos sobre o seu estado e como era a sua vida de montanhista que tanto amava. Elsa conta com o sentido da audição para saber o que está acontecendo no mundo, as informações que amigos e família acabam revelando e como eles andam levando a vida sem ela, e se diverte até mesmo ouvindo as músicas mais populares do momento que tocam no rádio. O que ela mais quer é acordar e por mais que se esforce para provocar algum estímulo no seu corpo, como abrir os olhos ou movimentar um pouco a cabeça, essas tentativas sempre se mostram frustradas. Tudo que resta a ela é a capacidade de ouvir.

Thibault acaba entrando no quarto de Elsa por engano, acreditando que havia ido para as escadas buscar refúgio. Ele é obrigado a levar sua mãe para visitar seu irmão e se recusa a entrar no quarto dele por guardar uma mágoa muito forte de Sylvain, que causou um acidente alcoolizado e por isso, foi responsável por tirar a vida de duas garotas de catorze anos. Quando Thibault percebe que está no quarto de Elsa, de imediato pensa em sair, com medo de acordá-la ou ser flagrado. Mas ao olhar o seu prontuário e perceber o estado dela, algo o faz ficar ali, ainda mais sabendo que naquele dia ela completa trinta anos e não tem ninguém. O quarto é tão confortável e quentinho que não vê problemas em descansar ali, afinal de contas, qual o risco de acordar uma mulher que está em coma?

Ele acaba tirando um cochilo na cadeira e um tempo depois, é surpreendido por um grupo de amigos de Elsa. Um deles fica bem desconfiado de Thibault e começa a interrogá-lo para verificar se ele realmente a conhece. Como ele leu o prontuário, consegue se sair bem e faz uns bons chutes, mas não demora muito para admitir que apenas errou de quarto e estava descansando. Os amigos dela pedem que Thibault fique, já que é o aniversário dela e sabem que ela gostaria que tivesse mais gente para a ‘festa’ e começam a conversar sobre ela, o montanhismo e como aconteceu o acidente. Depois de um tempo, ele se despede dessas pessoas e vai para o carro levar sua mãe para casa. Ele percebe que quando entrou no hospital, cheio de amargura e raiva por causa do erro imperdoável que seu irmão cometeu, não esperava sair de lá como uma pessoa diferente, mais calmo, reflexivo e pensativo. Elsa ocupa a maior parte de seus pensamentos e ele fica divagando sobre o seu estado; como ela é bonita e tem um cheiro gostoso de jasmim; e como gostaria que os papeis se invertessem e fosse o seu irmão em coma e Elsa estivesse acordada.

“Tudo o que quero é sair desse coma. Quero ter frio, ter fome e ter medo de verdade.”

Elsa, apesar de não conhecer Thibault e não fazer a mínima ideia de como seja a sua aparência, não se incomodou com a sua presença no quarto. Na verdade, ela adorou ouvir a sua voz, afinal, é a primeira voz diferente que ouve nos últimos cinco meses. Mas, sem perceber, se vê desejando que ele volte novamente a visitá-la, de ouvir a sua respiração enquanto dorme e suas piadas engraçadas. Enquanto isso, Thibault tem uma vida lá fora, um emprego, uma ex-namorada que partiu seu coração, uma mãe triste e um amigo com um excelente casamento e uma filha, que sempre sabe o que Thibault está pensando ou sentindo. É com esse amigo, Julien, que Thibault começa a desabafar sobre seus sentimentos em relação a seu irmão e a Elsa, e ele sempre está ali ao seu lado quando mais precisa apesar das árduas tarefas de pai, o aconselhando.

Só que há um grande problema: o médico-chefe do hospital declara que as chances de Elsa são quase nulas. Quer dizer, ela tem 2% de chances de acordar, mas para ele significa 0 e por isso, começou a ‘preparar o terreno’ para os pais dela e comentou sobre desligar os aparelhos. Os médicos e os pais falam sobre isso no quarto de Elsa, ou seja, ela ouve tudo que estão dizendo e eles não fazem a menor ideia de que ela está ali! É claro que ela não pode se mexer, sentir ou falar, mas se está ali de alguma maneira, se é capaz de pensar, sonhar e ouvir, certamente está viva, certo? Principalmente agora, que Thibault passou a visitá-la com mais frequência e a fazer parte de sua vida, de alguma maneira. Dentre todas as pessoas que a visita, é com a chegada dele em seu quarto que Elsa se sente mais feliz, mais ansiosa para ouvir sua bela voz. Seu mundo, que é tão limitado nesse momento, passa a ter cores vibrantes e ela passa a imaginar a sua forma, como ele seria. Com a decisão dos médicos de desligarem os aparelhos que a mantém respirando, Elsa passa a desejar mais do que nunca a acordar e começa se esforçar bastante para isso.

“Eu queria senti-lo, saber se ele usa algum perfume, aprender a reconhecer o cheiro de sua pele. Eu queria tocar o corpo dele com o meu. Inteirinho.”

A narrativa do livro é em primeira pessoa, intercalando os capítulos entre Elsa e Thibault. Eu amo histórias que são narradas dessa forma, especialmente quando se trata de um romance. Assim, o leitor é capaz de abstrair os sentimentos dos personagens, seus sonhos, seus medos, seus pensamentos e suas características pessoais, fazendo com que ele crie uma afinidade entre os dois. A escrita da autora é maravilhosa e bem fluída, para mim foi fácil ficar horas e horas sem ver o tempo passar lendo. Não é um livro com ação ou grandes reviravoltas, e sim um romance leve e delicado para ser lido em momentos que queremos uma leitura mais suave. O único ponto negativo dele é o final abrupto, eu gostaria que a autora tivesse escrito um epílogo, esclarecendo melhor os acontecimentos.

Eu amei os personagens principais! O relacionamento entre Elsa e Thibault pode parecer um pouco estranho ou inadequado no início, afinal, eles não se conhecem muito bem e não se comunicam. Mas ao visualizarmos os pensamentos deles no momento em que estão juntos ou até mesmo quando pensam um no outro, fica claro que há uma conexão forte e inquebrável. Para mim foi inevitável não me sentir esperançosa e torcer para que Elsa saísse do coma, mesmo com as chances baixas disso ocorrer. O amor entre eles é muito bonito, pois cada um aprecia aquilo que tem. Elsa só pode ouvi-lo e se divertir pensando sobre as coisas que ele lhe diz, enquanto Thibault apenas pode observá-la, falar desde coisas aleatórias até seus pensamentos mais profundos e desejar que ela acorde, mesmo sem saber que está com os dias contados.

“Estou amando uma garota em coma. Nesse momento, isso parece ser a coisa mais sadia que poderia me ter acontecido.”

Apesar do foco da história ser o casal, os personagens secundários também têm sua relevância. Visualizaremos a dor da mãe de Thibault em decorrência do acidente de Sylvain, o irmão que cometeu um erro que custou a vida de duas adolescentes. Enquanto Thibault sente ódio, a mãe sente tristeza e mesmo Sylvain ter feito o que fez, isso não muda o fato de que ele é o seu filho e não é por isso que deixará de conceder perdão, de visitá-lo e apoiá-lo. Também conheceremos Julien e sua família, e a forma que eles têm um impacto significativo na vida de Thibault. Afinal, mesmo não tendo um relacionamento concreto, ele não vê a hora de ser pai e o seu relacionamento com a afilhada prova isso, e é bonito como seu amigo Julien sempre está disponível para ele, mesmo com a agenda apertada.

Eu gostei bastante da edição do livro, a editora Rocco fez um trabalho incrível. A fonte da letra e o espaçamento estão bem agradáveis, nos proporcionando uma leitura rápida e ágil. Apesar do livro ter como ambientação o hospital, essa é uma história bem delicada que fala sobre temas importantes envolvendo a culpa, eutanásia, perdão e coma. Recomendo a leitura para todos, especialmente para aqueles que apreciam uma história mais leve. Eu me surpreendi positivamente com o livro e a narrativa ágil da autora, que fez com que eu finalizasse a leitura em menos de 24 horas. Definitivamente, mais do que recomendado!

21 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Amanda, que enredo mais interessante! Mal consigo imaginar como seria angustiante ficar meses desacordada, ouvindo tudo ao seu redor, sem conseguir fazer nada, demonstrar nada... Com uma temática repleta de situações complicadas, eu imaginada que o livro fosse um pouco mais pesado. Bom saber que se trata de uma leitura leve! Gostei da sua resenha! Abraços

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  3. Amanda a premissa do livro já havia me chamado atenção, e sua resenha me deixou ainda mais curiosa, para saber se nossa protagonista vai conseguir sair do coma, e como será essa relação incomum entre eles, mas que faz bem a ambos. Dica mais que anotada, parabéns pela resenha. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  4. Olá
    Confesso que fiquei arrependida de não ter solicitado esse livro. Assim como sua resenha, li outras que me deixaram bem intrigada e acredito que seria uma ótima leitura. Adorei poder conferir suas considerações a respeito desse livro. Fiquei bem furiosa em relação ao desenvolvimento dos personagens, especialmente por conta do contexto.. nao tenho noção das sensacoes proporcionadas, mas deve ser surreal.
    Beijos, Fer
    www.segredosemlivros.com

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  5. Olá. Assisti uma vez um filme em que o mocinho entra em coma e a mocinha é confundida com a noiva dele. No começo achei que seria algo parecido, mas não nessa história a menina escuta tudo e eu achei isso uma sacada genial do autor, apesar de achar surreal ele entrar para descansar e acabar sendo convidado para festa pelos amigos dela. Enfim... Fiquei curiosa e espero que consiga ler em breve. Beijos

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  6. Olá,
    A premissa da obra me deixou bem curiosa, principalmente por causa da forma inovadora que Elsa e Thibault meio que iniciam uma relação.
    Gosto quando a narrativa é intercalada entre os personagens, mostrando ambos os pontos de vista.
    Creio que é uma excelente leitura e parece que os personagens foram muito bem construídos, sendo que os secundários têm papel importante na trama.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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  7. Olá
    Eu nunca tinha visto resenhas ou posts sobre o livro. Vi esse saias o livro na página da editora no Facebook kkk. Esse está sendo meu primeiro contato com a obra e já fiquei bem empolgado com o que deve ter nesse livro, fico feliz que a autora tenha sabido criar os personagens e da importância a todos. Eu AMO livros narrados em primeira pessoa, a leitura flui mais rápido né? Até mais vê
    Bjs

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  8. Oi, Amanda. Nossa, eu ainda não conhecia esse livro e já fiquei completamente interessada por ele. Achei que a obra tem uma carga dramática lacradora e tenho certeza de que vou me apaixonar pela leitura. Fiquei muito curiosa com o desenvolvimento e para saber maios sobre os personagens.

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  9. Olá!! :)

    Não me parece fazer o meu género a principio, mas depois de ler a resenha tenho a certeza que quero ler! :) ahah Adoro quando surgem esses problemas nas historias e os vivemos com os personagens! :) Para alem disso, amo quando os perosnagnes secundários tem o seu peso na historia! :)

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  10. OI Amanda, a capa do livro já chama bastante a atenção e só pela capa, eu leria fácil. Gostei de saber das narrativas alternadas e como você, também adoro essa característica.
    Anotei a dica e espero ler em breve.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  11. Olá Amanda!
    A história é bem intrigante.Um homem se apaixonar por uma mulher em como a ter que lutar para que não desliguem o aparelho deve ser angustiante. E mais ainda para Elsa por ouvir tudo que acontece e não conseguir se expressar quando a isso. A história me interessou muito e vou anotar a sua dica.
    Amei a sua resenha.
    Beijinhos!

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  12. Olá,
    Vou começar a ler esse livro e confesso que estou ansiosa. Também gosto quando a narração é intercalada com os personagens e a história parece ser ótima. Adorei sua opinião e que o livro é bom, espero também gostar!
    http://www.virandoamor.com/

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  13. Olá Amanda,
    Adorei a sua resenha e fiquei bem curiosa para conhecer a história!
    Acho a premissa desse livro MUUUITO interessante, pois sempre pensei nessa questão de pessoas em coma ouvirem ou algo assim. Muito legal a história ser narrada sob os dois pontos de vista.
    Anotei a dica para ontem!
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

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  14. Oi Amanda, tudo bem? Eu não conhecia esse livro mas já me senti bem aflita pela situação que Elas se encontra e fiquei curiosa para saber como essa história termina.
    Já anotei a dica!
    Bj

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  15. Oi, Amanda. Tudo bem?
    É até difícil saber como começar o comentário, mas para manter uma lógica, começo pela capa. Olha, esse livro já começou me ganhando pela capa. Eu simplesmente achei a incrível. A primeira vista, ela me passou um sentimento de melancolia muito forte. É uma capa simples, mas que me encantou. Passando à sinopse, mais uma vez sou surpreendido, desta vez com uma história fantástica. Não sei, eu fiquei imaginando com a autora conseguiu pensar e desenvolver esse livro. Ele me encantou. Ao ler a sua resenha que, apesar de muito bem escrita, eu achei um pouco grandinha, definitivamente, me apaixonei pelo livro. Esse é um livro com temas interessantíssimos e que, com certeza, eu vou ler. Eu ainda não li nenhum livro narrado em primeira pessoa sobre o ponto de vista de dois personagens, mais fiquei super fascinado com isso. Penso que foi genial esse método usado pela autora, pois só assim poderíamos saber mais, sobretudo sobre a personagem que está em coma. Eu achei uma dica incrível. Já anoitei aqui. Muito obrigado.
    Abraço!

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  16. Caramba, eu amo ser surpreendida. Eu nunca havia ouvido falar desse livro e fiquei simplesmente apaixonada pelo plot. Não lembro de ter lido algo parecido e estou mega curiosa pra saber como se dará essa história. E suas impressões me deixaram mais curiosa ainda. Infelizmente não tenho a menor ideia de quando condesguirei ler, mas amei a dica.

    ;D
    Nelmaliana Oliveira

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  17. Oi, tudo bem? Tenho lido coisas boas sobre a obra e fiquei curiosa demais para ler. Não li nada parecido na minha vida e acho que seria essencial acrescentar uma leitura do tipo. Lendo a sinopse eu realmente achei que esse romance não iria ser fácil de entender, mas assim como os comentários que já li anteriormente em outras resenhas, os seus também influenciaram para eu mudar de opinião. E não só nessa parte, mesmo que seja um livro sem muita ação, um romance leve como esse com assuntos como culpa e perdão, pode me agradar e muito. Ótima dica, vou colocar na minha lista, beijos.

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  18. Oi, tudo bem?
    Eu não conhecia o livro, mas fiquei animada logo de cara. Achei a premissa muito bacana e esse romance diferente bem curioso. Imagino que deve ser muito bonito acompanhar tudo, parece ser um belo romance mesmo. Além disso, eu gosto bastante de histórias com narrativa intercalada. Só é uma pena o final ser abrupto, mas ainda sim acredito que é uma história qje me agradaria.

    Beijos :*

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  19. Só pela sinopse me deu uma enoorme vontade de ler :3
    Fiquei super curiosa com relação a forma em que os dois protagonistas de comunicam, é interessante a possibilidade de surgir um relacionamento sem praticamente nenhuma troca de palavras... Certamente lerei e torço pra que a autora tenha conseguido desenvolver bem isso, sou bem critica nessas questões inovadoras, se não for pra ser bem construída melhor nem tentar kkkk mafsf enfim, valeu a dica ;*

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  20. Olá Amanda, tudo bom?
    Sua resenha me deixou extremamente curiosa para realizar a leitura. Fiquei tentada a ler o livro para conferir esse romance que, de fato, começa de uma forma meio inadequada mas que parece tão delicado. Não é comum vermos livros que envolvam eutanásia, então, seria este outro ponto que me levaria a fazer a leitura. Enfim! Quero muito ler esse livro e descobrir se a personagem vai conseguir abrir os olhos e viver ou se nunca vai ver o rosto do homem que a intriga. Temática realmente inovadora. Amei a resenha, sugestão mais que anotada!

    Beijos!
    @PollyanaCampos
    Entre Livros e Personagens

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  21. Oi Amanda, tudo bem?
    Eu não conhecia esse livro ainda e devo dizer que a trama chamou muito minha atenção, eu gosto de histórias que trazem assuntos delicados. E menina que resenha é essa? você está de parabéns! eu amei e com certeza sua resenha me deixou mais intrigada ainda para conhecer a obra.

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

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