17 setembro 2015

Resenha - Zoo



Algo está acontecendo na natureza
Uma misteriosa doença começa a se espalhar pelo mundo. Inexplicavelmente, animais passam a caçar humanos e a matá-los de forma brutal. A princípio, parece ser algo que se dissemina apenas entre as criaturas selvagens, mas logo os bichos de estimação também mostram suas garras e as vítimas se multiplicam.
A humanidade é presa fácil
Apavorado, o jovem biólogo Jackson Oz assiste a escalada dos acontecimentos. Ele já previu esse cenário alarmante há anos, mas sempre foi desacreditado por todos. Depois de quase morrer em uma implausível emboscada de leões em Botsuana, a gravidade da situação se mostra terrivelmente clara.
O fim da civilização está próximo.
Com a ajuda da ecologista Chloe Tousignant, Oz inicia uma corrida contra o tempo para alertar os principais líderes mundiais, sem saber se as autoridades acreditarão em um fenômeno tão surreal. Mas, acima de tudo, é necessário descobrir o que está causando todos esses ataques, pois eles se tornam cada vez mais ferozes e orquestrados.
Em breve não restará nenhum esconderijo para os humanos...

Livro:
 Zoo
288 Páginas || Skoob || Editora: Arqueiro || Onde Comprar






Resenha - Condão






Tecnologia robótica, petabytes, Direito Eletrônico. Esses termos fazem parte do cotidiano de Edwardo, um jovem que vive em uma sociedade ultratecnológica em que o controle da informação tornou-se o meio de referência para todos. Programador virtual, ele tem uma vida estabilizada, já que suas preocupações resumem-se ao trabalho, ao relacionamento amoroso com Sílvia, biogeneticista, e à amizade antiga e franca com Jânio, professor de História Moderna e especialista na teoria do Condão. No entanto, ao presenciar, involuntariamente, o assassinato de dois jovens por drones responsáveis pela segurança pública, sua vida passa a correr risco. Robôs-homicidas? Uma possibilidade que soa impossível para um software instruído a tarefas-padrão e funções extremamente mecânicas. Pelas regiões do Brasil, Edwardo arrasta Jânio e Sílvia em uma busca incessante para desvendar o crime. Só que, quando o trio descobre que essa investigação envolve vários fatos obscuros que influenciaram o atual nível de desenvolvimento dessa sociedade, uma nova realidade se revela de forma estarrecedora.

Livro:
Condão
400 páginas || Skoob || Autor Parceiro: Giordano Mochel || Editora: Novo Século || OndeComprar ||



Normalmente falo sobre a capa dos livros no final das minhas resenhas, porém, essa obra merece uma atenção especial nesse ponto. Fiquei apaixonada quando ele chegou para mim. Além da capa bem diagramada e com todos os elementos muito bem posicionados, o livro veio dentro de uma caixinha linda e com cards com ilustrações dos personagens (consegui entrar muito mais na obra por conta deles). Agora, vamos à história?

“Condão: capacidade, poder, dom, faculdade, virtude ou qualidade.”



Edwardo Marx estava num telhado, próximo ao cais para ter uma visão deslumbrante da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Seu nome foi dado pelo seu avô, que quis homenagear o filósofo alemão e para não deixar o nome tão nacional, colocou um “w” perdido no meio do primeiro nome. Pois é. Ed lembrou de fotografias antigas que vira do local, quando era cercado por construções de concreto, obsoletas. Mas isso foi há muito tempo.

“A orla, que se estendia do Aterro à altura do Cemitério do Caju, formava um cartão-postal ímpar no mundo.”


Ele estava tragando o presentinho que Sílvia conseguiu para ele provavelmente no Instituto Nacional de Biogenética, onde ela trabalhava. O tecanol não era proibido e sua utilização era até incentivada pelo governo. Porém, em locais públicos ainda não era bem visto e resultava em uma contravenção. O detido teria que ir à delegacia eletrônica e pagar multa, além de assistir uma videoaula obrigatória sobre a utilização abusiva do produto (tempo perdido).

De repente, escondido no telhado e com a melhor vista possível, observa dois rapazes lá em baixo tragando o mesmo produto. Ele já sabia que seriam detidos, com certeza. Mal terminou sua previsão, vê dois drones se aproximando dos indivíduos. Deu graças a Deus por estar com todos os seus equipamentos desligados (o módulo de comunicação em lente de contato e o receptor interno de voz para o ouvido), evitando que os drones captassem sua presença. Ele aguardou pelo procedimento.

Segundo o que aprendeu no Curso de Direito Obrigatório na EV, a ladainha de sempre seria rápida e ele poderia voltar à sua curtição.

Mas algo inesperado acontece, os drones entram em modo escâner e verificam as redondezas com lasers e Ed se esconde rapidamente. Após a verificação, ele se levanta para ver o que havia acontecido. Vê apenas os dois rapazes no chão, imóveis. MORTOS! O que havia acabado de acontecer?

“Não havia nenhuma forma de interpretação da norma que permitisse tal procedimento.”

Após o que presenciou, começa a fugir pela cidade e acaba na casa de seu amigo Jânio, a quem conta tudo o que aconteceu. Ele sabe que os drones captaram algo e que irão atrás dele.

Conhece muito bem a capacidade de tais máquinas. Precisa descobrir o que foi aquilo e seu amigo Jânio irá ajudá-lo.

Vocês devem estar curiosos para descobrir como os drones foram criados e que sistema jurídico é esse, né?! Prometo que o autor nos deixa a par de todos esses detalhes ao longo da leitura. Gostei bastante dos personagens, principalmente dos homens. Tenho apenas reclamações quanto às mulheres, Achei suas personalidades um tanto superficiais e até um pouco “machistas”.

Isso acabou prejudicando um tanto os romances do livro. São todos rápidos e muito apelativos. Mas, o romance não é o ponto focal do livro, então acho que foi uma parte pequena de um todo muito bem escrito.

Quem gosta de livros no estilo “1984”e “Admirável Mundo Novo” com certeza curtirá muito essa leitura. Já falei que a capa é linda, né?! As páginas são amareladas e a fonte bem legível. Livro recomendado com 4 estrelinhas.


*****



Em sua estreia no mundo literário, o maranhense Giordano Mochel Netto cria um mundo de ficção em que a tecnologia robótica forma o cenário principal. Embasado em suas experiências nas áreas de Direito, Ciências da Computação e Contabilidade Pública, o autor transporta os leitores para uma época em que os petabytes e o direito eletrônico são a chave de uma convivência entre uma sociedade ultratecnológica na qual o controle da informação tornou-se o meio de referência para todos. Edwardo é um programador virtual, namorado de Sílvia e amigo antigo de Jânio, um professor de História Moderna, especialista na teoria do Condão. Porém, ao presenciar, involuntariamente, o assassinato de dois jovens por drones responsáveis pela segurança pública, sua vida passa a correr risco. Robôs homicidas? Uma possibilidade que soa impossível para um software instruído a tarefas-padrão e funções extremamente mecânicas. Agora, Edwardo arrasta Jânio e Sílvia pelas regiões do Brasil, em uma busca incessante para desvendar o crime. Só que, quando o trio descobre que essa investigação envolve vários fatos obscuros que influenciaram o atual nível de desenvolvimento dessa sociedade, uma nova realidade se revela de forma estarrecedora.

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Escrita pela colaboradora: Carolina Lopes ( já não faz mais parte da Equipe )