21 março 2015

Primeiras impressões - A mais pura verdade



Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça. A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.




224 páginas || Cortesia: Editora Novo Conceito ||
|| Classificação: ||




O que posso dizer sobre esse livro?

Bem, com toda certeza posso afirmar que a capa, que é linda e azul por sinal, não revela em nada a profundidade do enredo.


Mark tem um sonho, o melhor cachorro do mundo e pouco tempo de vida... Sim, é isso, ele está morrendo, tem apensas doze anos mas já está morrendo, e ele não consegue conceber a ideia de partir sem ter realizado seu sonho: escalar a maior montanha dos Estados Unidos, em Paradise.

Porém ele sabe o que seus pais dirão, sabe que ele não está em condições para isso, sabe que aos olhos dos outros ele é somente uma criança doente e magrela e é por isso que ele decide embarcar em uma jornada sozinho, uma jornada só de ida, uma jornada da qual ninguém saberá o destino, a não ser Jessie, mas Jessie é sua melhor amiga, ela sabe de tudo.

Agora o que eu achei certo? Okay, vamos lá, vou lhes contar detalhe por detalhe o que aconteceu e tudo o que resultou para a leitura desse livro (ou melhor dizendo, desta entrada... sabe naqueles restaurante chiques que antes do prato principal eles servem uma salada que chamam de entrada? Bem, posso dizer que eles me deixaram com fome).

No início eu olhei para a capa e vi aquele cachorro latindo, a primeira coisa que eu pensei "Cara, será que o cachorro fala? Ou será que esses raios representam seu latido super sônico?", sim, eu tenho mesmo esse tipo de pensamentos, mas não me culpem, culpem o fato de eu ser uma ótima irmã que assiste inúmeros filmes infantis, incluindo Bolt, em que animais sempre falam. E como eu sou persistente e a capa do livro é azul - o que sempre me incentiva a ler - eu fui ler a sinopse e quando li pensei "Putz, tenho certeza que esse menino vai morrer, que o cão vai entrar em depressão e que depois eu vou entrar também e me afogar em chocolate e ter crise alérgica por conta de tristeza!", eu simplesmente me senti desmotivada e despreparada para tal leitura, não queria ler outro livro sobre outra criança com câncer, é triste e de tristeza eu já tenho uma cota bem cheia.

Entretanto, e por conta do destino, Deus, acaso ou dos pensamentos positivos da Sil, eu tive que sair fim de semana, era uma viagem longa de trem e eu tinha que levar, com toda certeza alguma coisa para eu ler, porém não podia ser pesado (minha mãe briga se eu levo livros pesados na minha bolsa, por conta de futuros problemas na coluna, o que complica minha vida de leitora claro, mas preserva minha saúde e por isso não reclamo, muito), e tcharam, eu tenho um livro fininho e que eu preciso ler em algum momento, vai me deprimir? Sim, mas o trem me deixa feliz, com a sensação de que tudo passa então vai você mesmo e adivinhem?

As páginas acabaram rápido demais e tudo o que minha mente me permitiu formular foi "Eu quero mais.", o que foi um choque para minha pessoa, pensem, eu estava relutante, pensando que ia chorar, encontrar só pena, tristeza e autopiedade mas nas poucas páginas que pude ler percebi que é uma aventura e tanto de um menino com pensamentos puros, sinceros e triste mas determinado a fazer o que deseja sem temer a morte. Percebi que o protagonista é divertido e sincero e que ele possui o que chamo de alma velha, às vezes quando temos grandes fardos as pessoas nos olham com pesar, tentam sempre nos ajudar quando tudo que precisamos é que acreditem que somos capazes, Deus não dá um fardo maior do que podemos carregar não? Minha mãe sempre diz isso, e eu acredito, assim, só posso dizer que a força do Mark me conquistou, me conquistou porque pensei "Quero ter essa determinação para seguir minhas crenças e alcançar meu sonho". Espero poder conferir logo como essa estória e ver como ela realmente termina.