08 janeiro 2015

Reflexão/Contos [15]



Pontos de calmaria

Uma vez na escola para um trabalho de geografia vi uma informação que nunca mais me esqueci, em uma pesquisa li que o centro de todo furacão os ventos possuem as menores velocidades, tornando-se então um ponto de calmaria. Mas se acalmem que meu texto de hoje não será sobre esse meu trabalho de anos atrás e sim sobre a arte da calma.

Às vezes parece que estamos sendo levados por ventos que de diversas direções nos arrastam para estradas que muitas vezes nem sabemos como chegamos. Rumo ao nosso norte marchamos mal sentindo os pés e com a cabeça que de tão cheia nem notamos a rosa dos ventos ao dispor de nossos passos. Estamos andando em círculos, correndo atrás de muitas vezes não se sabe o que, enquanto outros andando vagarosamente vão angariando preciosidades que não precisam estar ao final de um arco-íris, mas sim ao longo dele.