13 maio 2015

Resenha - Toda luz que não podemos ver





Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

528 páginas || Skoob || Editora: Intrínseca || Formato: Ebook ||
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As relações humanas são complexas, secretas, surpreendentes. São carregadas de luzes que não podemos ver. Luzes que brilham mesmo distante de nós. Luzes que unem pessoas que jamais se tocaram, luzes que unem pessoas que sequer sabem da existência do outro. Luzes que transmitem o amor. Luzes que afetam milhares de vidas, luzes na maioria das vezes invisíveis.

"Cor - outra coisa que as pessoas não sabem. Em sua imaginação, em seus sonhos, tudo tem cor. Os prédios do museu são de cor bege, castanha, marrom. Seus cientistas são lilás, amarelo-limão e castanho-avermelhado. Acordes de piano se distendem de dentro do rádio portátil na guarita, projetando azuis complexos e pretos suntuosos pelo corredor em direção ao depósito de chaves. Os sinos da igreja desenham arcos de bronze pelas janelas. As abelhas são prateadas; os pombos são castanho-avermelhados e de vez em quando dourados. Os imensos ciprestes pelos quais ela e o pai passam nas caminhadas da manhã são caleidoscópios cintilantes, cada galho um polígono de luz."

Marie-Laure ficou cega aos seis anos de idade. Seu pai, um chaveiro do Museu de história natural de Paris, faz o possível para que ela conheça tudo aquilo que está ao seu redor, inclusive construindo uma maquete do bairro onde moram, para que a garota possa aprender a se locomover sozinha.

"Mas, aos sete anos, Werner parece fluir. Ele é baixo, tem orelhas de abano, e sua voz é aguda, doce; as pessoas no caminho param para olhar a alvura de seu cabelo. Como neve, como leite, como giz. Uma cor que é ausência de cor. Todas as manhãs, ele amarra os sapatos, coloca jornais por dentro do casaco para isolar o frio e começa a interrogar o mundo. Captura flocos de neve, girinos, sapos hibernando; conquista pães de padeiros que não têm mais nada para vender; aparece regularmente na cozinha com leite fresco para os bebês. Ele também constrói coisas: caixas de papel, bimotores grosseiros, barcos de brinquedo com lemes funcionando."

Já Werner é um pequeno menino alemão que vive, junto com sua irmã mais nova, em um orfanato, após a morte de seus pais. Ele é um pequeno gênio. Constrói, concerta, interessa-se pela mecânica e eletricidade e que sempre quer aprender cada vez mais.

No ano de 1940, quando Werner e Marie-Laure já são pré-adolescentes, a segunda guerra mundial os afeta. Cada um a seu modo e em seu lugar de sobrevivência. O garoto é educado e ensinado a amar o reich e tudo o que ele prega. Aprende que as atrocidades cometidas são necessárias para que haja uma raça totalmente pura, apenas com pessoas que possuem os cabelos tão claros como a neve, assim como os de Werner.
Marie-Laure também é afetada em Paris. É obrigada a partir na calada da noite da cidade onde vive, com seu pai que leva consigo um grande tesouro do museu onde trabalha, fugindo dos soldados alemães que vem em direção a cidade, prontos para destruir tudo o que encontram pela frente.
O destino de Marie-Laure e de seu pai é Saint-Malo. Uma cidadezinha cercada por muralhas e muito próxima do mar. É lá que grande parte da história se desenrola e que relações são construídas e desfeitas.


[- Minhas Impressões -]


Esse livro é simplesmente fantástico. Não há muitas palavras para descrevê-lo. Foi o ganhador do Pulitzer e está entre os mais vendidos da semana na revista Veja, e com toda razão. É um romance histórico que abrange a guerra de uma maneira um tanto inocente, triste e bonita, falando de perdas e ganhos, de crescimento e aprendizado.

Não é uma leitura tão fácil. É extremamente detalhado e em alguns momentos o leitor chega a se sentir cansado, devido a sua complexidade, mas mesmo assim vale a pena.

A narração é alternada, tanto em tempo quanto em pessoas. Inicia-se no ano de 1934, introduzindo-nos na vida de Marie-Laure e de sua recente cegueira, e logo em seguida surge capítulos sobre Werner e sua vida, o que ocorre durante todo o livro. Esse método de narração desperta muita curiosidade, uma vez que a narração sobre qualquer um dos personagens acaba em pontos instigantes, indo para o outro e logo em seguida voltando. Isso não deixa o livro confuso em nenhum momento, e a terceira pessoa transmite um panorama de tudo. Abrange também a época da segunda guerra e um pouco além.
É um dos melhores livros sobre segunda guerra que já li. Não existe campos de concentração e judeus massacrados, que apesar de interessantes já se tornaram um tema muito explorado na literatura. O que existe são pessoas que são afetadas de alguma forma pela guerra. Pessoas tentando contribuir seja pela resistência francesa, que foi algo bem forte, ou seja trabalhando para o Reich, sem entender o alcance de tudo.

“Não dói, ela explica. E não existe escuridão, não do jeito que as outras crianças imaginam. Tudo é composto de teias, tramas, turbulências de sons e texturas. Ela caminha em círculo em torno da Grande Galeria, navegando pelo rangido das tábuas; ouve pés marchando para cima e para baixo nas escadas do museu, o grito estridente de um bebê, o gemido cansado de uma avó se prostrando sobre um banco."

Outro ponto muito interessante é o fato de Marie-Laure ser cega. No geral os livros demonstram os personagens cegos como extremamente dependentes, pessoas dignas de pena, o que não acontece. Anthony Doerr soube transmitir a cegueira de forma sutil. Como algo da personagem, e não um defeito lamentável. Sou deficiente visual total também, e em vários momentos acabei identificando-me com Marie-Laure. Seja quando ela está aprendendo a se locomover sozinha, através da maquete que o pai constrói para ela, o que particularmente achei uma ideia extremamente criativa, seja quando ela está na cama com seus enormes volumes de um livro em braille.
Não vale a pena ler o livro esperando um grande romance ou uma descrição detalhada disso. É tudo muito sutil e existem várias lacunas que devemos preencher.

Confesso que acabei me decepcionando um pouco com o final, mas isso não tira o mérito das cinco estrelinhas. O que ocorre é que começamos um livro esperando certo final e depois acaba acontecendo a decepção.

Indico para todos aqueles que gostam de romances históricos, segunda guerra mundial e livros com tramas intrincadas, que ao final deixam uma certa angústia e uma enorme saudade de todos os personagens. Livros que martelam na mente durante a noite e nos fazem sentir como se os conhecêssemos intimamente e compartilhássemos grandes segredos.

48 comentários:

  1. Tamara-flor,
    Eu peguei esse livro em mãos na livraria, me deliciei com sua capa, e o repus na prateleira. Achei a sinopse interessante, mas temi que o tema caísse nos clichês dramáticos da II Guerra. Adorei sua resenha, justamente porque soube explorar os aspectos inovadores que o autor trouxe à história. Gostei demais de saber que há uma protagonista cega e que o sofrimento da guerra foi abordado sob um ângulo de vista diferenciado. Com certeza, pretendo ler essa obra um dia.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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    1. Oi, Francine!
      Eu também passo por essa situação. Sempre temo que seja tudo mais do mesmo sobre segunda guerra. É sempre tudo muito bonito mas já está batido.
      E esse, além de outro que li dia desses, tem uma abordagem bem diferenciada. É bacana os autores estarem mudando de foco.

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  2. Oiiiêê!!
    eu ainda não tinha visto nada a respeito do livro,mas ontem a noite eu estava vendo umas caixinhas de correio e uns 2 ou 3 blogs compraram esse livro então acho que deve ser bom, espero poder compra-lo
    Bjks

    Passa Lá No Meu Blog - http://ospapa-livros.blogspot.com.br/

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    1. Oi.
      Pois é, esse livro está sendo bem divulgado e todos estão desejando.

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  3. Uau! A introdução de sua resenha está perfeita!
    E que história comovente, uma das melhores resenhas que já li aqui, que amor esse do pai pela filha. Adoro livros assim, com essas histórias de amor. Tamara, que bom que você se sentiu representada na obra. Representatividade é tudo! Estou encantada!
    http://www.poesianaalma.com.br/

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    1. Oi, Lilian!
      Fico muito feliz que você gostou da resenha.
      Sempre gosto de fazer essas introduções, como uma espécie de reflexão que consigo retirar de cada livro.
      Realmente, eu amei a relação pai e filha, ele fazia de tudo pela Marie-Laure, algo muito lindo.
      Acredito que achará o livro igualmente comovente.

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  4. Oi, Tamara, tudo bem?
    Uau, sua resenha está super bem escrita e você soube se expressar muito bem!
    Sobre o livro... Eu já havia ouvido falar, mas ainda não tinha parado para ler sobre ele. Achei que fosse algo mais auto ajuda.
    Gosto de livros com premissas diferentes, ainda mais que tenhas assuntos tão interessantes e, de certo modo, importantes. Além disso, a capa é linda!
    Super beijos <3
    http://livros-cores.blogspot.com.br/

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    1. Oi, roberta!
      Realmente, pensando por esse lado o título: toda luz que não podemos ver, fica com uma carinha de alto ajuda, risos, mas na verdade quando vê a sinopse já dá para perceber que é sobre a cegueira.
      Descreveram a capa para mim e também gostei dela.
      Fico feliz de que tenha gostado da resenha.

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  5. Oi Tamara!!
    Nossa, amei sua resenha.
    Eu ouvi falar desse livro a primeira vez na turnê da intrínseca e já amei e agora com sua resenha só reforçou que eu PRECISO comprar esse livro,
    Ameeeeii!!!
    Parabéns!!
    ;*

    www.saladadelivro.blogspot.com

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    1. Oie!
      Fico feliz de que gostou da resenha.
      Pois é, está sendo bem comentado, a Intrínseca faz uma boa divulgação.
      Boa leitura :).

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  6. Nunca li um romance histórico apenas de época e adoro! Não conhecia o título mas fiquei bem interessada! Adorei sua resenha e a sua sinceridade nela, com certeza instiga qualquer leitor!

    Beijos,
    Joi Cardoso
    Estante Diagonal

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    1. Oie!
      Fico feliz que gostou da resenha e da minha opinião.
      Se for tentar entrar na leitura, boa sorte e espero que goste tanto quanto eu.

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  7. Olá, adoro romances históricos e quando se passa na segunda guerra são melhores ainda, mesmo o romance sendo sutil e deixando espaço para interpretação fiquei com vontade de lê-lo principalmente por saber que o autor não trator da forma que estamos acostumados a ver a cegueira...

    Visite "Meu Mundo, Meu Estilo"

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    1. Oi, Jessica!
      Também sou muito fã de romances históricos, tanto que esse é o segundo que resenho aqui no blog. Eles sempre deixam um gostinho de quero mais.
      E sim, eu também me surpreendi como a cegueira foi tratada no livro.

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  8. Tamara, não sei se eu leria esse livro.
    Não sou muito fã de livros que envolvam guerra embora algumas amigas tenham falado muito bem do livro.
    Talvez eu lesse só pra fazer a prova dos nove.
    A capa é belíssima!

    Lisossomos

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    1. Oi, Débora!
      Mas o que você não gosta em guerras? Todo aquele sangue e etc? Se for isso, creio que não precisa se preocupar, como eu disse, a abordagem desse é bem diferente.
      Eu gosto de coisas de guerra, só fiquei um pouco enfastiada com todos os romances sobre judeus e como esse foi diferente.
      Se ler conte para nós o que achou! :)

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  9. MDS :o
    A maneira que você fala do livro é extremamente contagiante.
    Eu já estava de olho no livro a alguns dias, mas não tinha lido nada ainda, nem mesmo a sinopse, pois queria ser surpreendida, sabe? Mas resolvi ler sua resenha e CARAMBA, quero o livro mais que tudo.
    Nunca li um livro histórico e muito menos abordando o tema guerra mundial, mas esse com certeza já está na minha lista.
    Adorei sua resenha, muito bem escrita e você conseguiu de verdade passar o que sentiu ao ler o livro.
    Amei.
    Beijos

    http://colecoes-literarias.blogspot.com.br/

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    1. Olá.
      Fiquei contagiada pela sua empolgação com a resenha. Que bom que estou conseguindo transmitir de uma forma boa as minhas opiniões.
      Eu sou muito curiosa e não consigo deixar de ler as sinopses dos livros, risos.
      E acho que essa vai ser uma obra muito boa para você entrar no tema segunda guerra, vendo de uma perspectiva não tão forte como é geralmente a que mostra o povo massacrado nos campos de concentração.
      Boa leitura!

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  10. Nossa que história incrível. Confesso que não esperava que esse livro fosse assim tão marcante contando a história de uma pessoa cega. Fiquei muito curiosa para ler. E você mandou muito bem na resenha.
    Bjss

    http://livrosemarshmallows.blogspot.com.br/

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    1. Oie!
      Que bom que você gostou da resenha.
      Sim, acho que esse se tornará um dos marcantes para mim.
      Ainda hoje, mais de uma semana depois da leitura quando começo a lembrar de certas partes sinto falta dos personagens, certa angústia, felicidade...
      Espero que tenha uma boa leitura.

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  11. Primeira resenha que leio. Não conhecia o lançamento e parece uma história incrível, ein?
    Adorei tudo que você falou sobre a obra, ainda mais por saber que a cegueira não é tratada como algo muito frágil.
    Já vou colocar nos desejados!
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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    1. Oie!
      Que bom que você gostou da resenha, fico feliz :)
      E que ótimo que está na lista dos desejados. Espero que possa ler logo

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  12. OI Tamara!
    Esse é um daqueles livros que está na minha lista e eu quero muito ler, só que ainda não tive a oportunidade, não vejo a hora!! A sua resenha só aguçou ainda mais minha curiosidade e espero gostar muito do livro !

    Beijos

    LuMartinho

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    1. Oi Lu!
      Eu também sofri essa ansiedade para lê-lo e demorei um pouco depois do lançamento devido ao tamanho dele e foi uma leitura um pouquinho demorada. Mas valeu muito a pena!
      Espero que goste!
      Boa leitura.

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  13. Oi Tamara
    Não tinha ouvido falar nesse livro, mas fiquei super curiosa. Adoro leituras que passam algum crescimento de aprendizado e com uma personagem cega a história deve ganhar força.
    O livro é bem grandinho e voce disse que é um pouco detalhado, imagino que deve-se prestar bastante atenção ao longo da leitura.
    Pena que você se decepcionou com o final.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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    1. Oi, Letícia.
      Pois é, para quem não conhece muito a cegueira, achei algo bem interessante de conhecer. E também passa aprendizado sim.
      Sobre o final, como eu citei, acho que eu é que queria algo ao meu ver e foi diferente, por isso a decepção. Mas acho que para toda a riqueza do livro o outro final o deixaria em um ritmo diferente.
      Boa leitura

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  14. Oi Tamara, tudo bem?
    O livro parece ser bem interessante! Eu gostei bastante da premissa dele, pois gosto de livros que se passam durante guerras.
    Achei muito bacana o fato da protagonista ser cega! É algo que geralmente não vemos nos livros, e gostei mais ainda por você ter falado que ela é independente! Isso é incrível e motivador.

    Beijo :*
    http://www.livrosesonhos.com/

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    1. Oi, Maiara!
      Que bom que gostou da premissa do livro.
      Sim, o autor fez uma personagem cega fantástica, e além de tudo ele soube adequá-la a época em que o livro se passa. Não com tantos recursos como existe hoje em dia, caso contrário ficaria forçadíssimo, e nada de criatura frágil e digna de pena. Ela se tornou a personagem cega favorita da literatura para mim.

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  15. Oi Tamara, tudo bem?
    É uma bela história e que bom que gostou tanto!
    Provavelmente ue não leria por ser ambientado durante a segunda guerra e é algo que não gosto muito.
    Bjs

    A. Libri

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    1. Oi.
      Que pena que segunda guerra não lhe atrai, mas acontece, também tem vários temas na literatura que não me chamam atenção.
      De qualquer forma obrigada pela passada aqui nos comentários :)

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  16. Oi,
    Vi algumas pessoas comentando sobre o livro e confesso que fiquei curiosa, ainda por ter essa riqueza de detalhes, só fico um pouco com pé atrás com a leitura é intercalada em tempo também, mas gosto quando temos duas visões diferentes.
    Só me resta ler essa obra e acredito que vou gosta muito, gosto dessa carga de emoção que pelo que percebi nesse livro encontramos.
    Parabéns pela resenha.
    Beijos



    Mari - Stories And Advice

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    1. Olá!
      Acho que a mudança de tempo não é um problema não. Ela aparece mais para introduzir o leitor em algumas coisas e não jogá-lo diretamente no olho da história, digamos assim.
      Que bom que tem visto opiniões favoráveis, ainda não li outras resenhas sobre ele.

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  17. Oi!

    Esse livro parece ser realmente muito bom, pelo que disse ele tem uma história muito bem desenvolvimento, até pelo fato da narração ser alternada! Adorei sua resenha!

    Abraços e até!

    lendoferozmente.blogspot.com.br

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    1. Realmente, a narração alternada deixa a gente com um panorama de toda a situação. Os detalhes são fantásticos.

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  18. Tamara, por tudo que você pontuou o livro deve ser muito bom mesmo. Ele tem todos os elementos que eu gosto: narrativa não linear, o foco não é o romance, como a guerra afeta a vida de todos e final não previsível.
    O livro entra para minha lista de: necessito com urgência.
    Beijos!

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    1. Oi.
      Que bom que ele contém os elementos que você gosta.E bota final não previsível nisso! Eu ao menos não esperava.
      Espero que goste da leitura e compartilhe sua opinião depois.

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  19. Oie! Tudo bem?

    Nossa, estou LOUCA por esse livro e essa resenha só aumentou mais ainda meu desejo. QUASE comprei ele esses dias... Mas como tenho outras prioridades, infelizmente tive que deixá-lo de lado. =( Com as resenhas que ando lendo, tenho certeza que o Pulitzer foi realmente merecido. Parabéns pela resenha encantadora!! Agora eu quero mais do que nunca =(

    Beijos,

    Juliana Garcez | Livros e Flores

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    1. Oi, Juliana!
      Sim, o Pulitzer foi muito bem merecido, assim como o destaque que tem recebido nas listas de mais vendidos.
      Espero que possa adquiri-lo em breve e se deliciar com ele. Boa leitura!

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  20. Oi, Tamara!
    Não garanto que lerei, mas só de ver que é um romance histórico e tem o tema da segunda guerra, já ganhou dois pontinhos comigo. Além disso, a capa está linda mesmo! Espero conseguir uma parceria com a Intrínseca. Talvez solicite esse livro (e por conta da sua resenha!)
    Com carinho,
    Celly.

    Me Livrando

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    1. Oi, Celly!
      Contaram-me como é a capa e eu já gostei muito... As cores dando a impressão de um entardecer. Achei isso bem tocante e acho que de certa forma combina muito com o livro.
      Se for lê-lo, espero que goste tanto da leitura como eu gostei!

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  21. A começar pela capa! Este livro me chamou bastante a atenção. Toca em um tema delicado e ao mesmo tempo de uma forma aparentemente bem bonita. Com certeza o lerei!
    Parabéns pela belíssima resenha!

    Pensamentos Valem Ouro

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    1. Vanessa!
      Verdade, pelas descrições que me contaram sobre a capa eu também achei ela bem bacana.
      Compartilhe depois sua opinião sobre o livro.
      Obrigada. Fico feliz que tenha gostado da resenha.

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  22. Se passa em Paris? Já gostei. Paris tomada pelos nazistas? Já quero ler!
    Livros que se passam na segunda guerra sempre me chamam atenção, e como adoro um drama já coloquei esse livro nos desejados. Legal do autor tratar a cegueira de forma sutil, bonita. Quero conhecer essa história intricada e também passar pela angústia do final. Mal posso esperar para ler :)
    Parabéns pela resenha, adorei.

    Beijos
    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/

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    1. Oie!
      Fico muito feliz de que você tenha gostado da resenha!
      Sim, todos os pontos que você citou são aqueles que me atraíram.
      Espero que você goste da leitura.

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  23. Eu estou lendo esse livro, sinto o mesmo que você sobre livros que deixam a história na nossa cabeça.
    Estou numa vibe muito segunda guerra mundial então estou adorando o livro. Obrigada pela resenha e por dizer que o livro permanece bom até o final.
    Angel Sakura
    www.euinsisto.com.br

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    1. Oie.
      A essa altura creio que você já tenha terminado.
      Estou muito curiosa em relação a sua opinião, rs. Mas fico feliz em saber que estava gostando.

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  24. Oi, flor!
    Eu peguei esse livro na semana passada na leitura, achei a capa e a sinopse muito interessante, não tinha lido nenhuma resenha dele até agora, e fico feliz de ter acertado na escolha.
    Sua resenha ficou ótima, parabéns!
    Espero compartilhar dos mesmos sentimentos que você em relação a leitura.

    Beijocas da Deebs!

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    1. Oie.
      Fico muito feliz que tenha gostado da resenha. E espero que goste da leitura também.

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